o apartamentão sofreu com uma invasão destes pequeninos seres, que sempre parecem tão simpaticos.
o primeiro foco da invasão foi, obviamente, a cozinha, muito embora algumas isoladas tivessem sido vistas em cômodos diversos anteriormente. mas na cozinha a coisa foi diferente. elas tomaram o balcão azul, depois infestaram a parte inferior do balcão branco, tomaram o inox da pia. chegaram a formar pequenos núcleos de ação na beirada da janela, onde resplandescia o fofinho pote de mel em formato de ursinho, adquirido no super barão.
tivemos receio de que a invasão se alastrasse. foi quando percebemos o aumento populacional das habitantes do banheiro e algumas trilhas irrecorrentes no quartinho da frente. isso foi na semana anterior à nossa última ida para campinas.
na véspera da partida, resolvemos tomar uma providência, ou elas sitiariam o apartamentão durante a nossa ausência. adquirimos iscas para envenenar formigas domésticas no zaffari e, após uma limpeza minuciosa da cozinha, principal área afetada, as posicionamos em locais estratégicos.
ao retornarmos, a situação estava aparentemente controlada, mas bastou alguns poucos dias de comilanças e sujeira para que se retornasse ao ponto inicial.
buscamos, então, ajuda do google. era a última solução possível. e é por isso que resolvi redigir este post sobre os modos mais eficazes de combater as pequenas e inofensivas formigas. nada (ou quase nada) do que diz o google funciona realmente.
1. jamais compre as famosas iscas para formigas. elas sabem muito bem do que se trata e desviam sua trilha dos locais onde você colocá-las. lembre-se: as formigas pensam como você. um quadradinho preto te parece atrativo? nem a elas. se quiser colocar iscas para atraí-las - o que pode ser um bom começo -, coloque algo que você mesmo comeria, lutaria para comer, perderia a racionalidade só para ter aquele delicioso sabor sobre suas papilas gustativas: um pudim, um copo de nescau ou de coca-cola, cobertura de chocolate, um pote de chandelle.
2. é conversa fiada essa história de colocar detergente de louça sobre as fendas do chão ou da parede por onde as trilhas delas passam. o método mais eficaz de destrui-las, quando estão nas suas longas e populosas trilhas, é sobrepujá-las com sua superioridade física. uma boa chinelada sobre o acúmulo de formigas da trilha mata de forma rápida e certeira.
3. embora não seja ecologicamente correto, a maneira mais eficaz de provocar a desunião e desorganização dos clãs formiguísticos é jorrar mortein diante das portas e janelas da casa a fim de impedir que elas entrem. não foram testados outros venenos para insetos, mas este teve sua eficácia comprovada.
diante das dicas anteriores, cabe agora propor um elaborado e estratégico plano de ação, afinal de contas você pertence a uma espécie racional, ao contrário daqueles seres inferiores, pequenos e invertebrados que são as formigas.
1. em primeiro lugar, não tenha pena delas. não tenha dó de matá-las. elas, ao contrário de você, não têm ética e não estão minimamente preocupadas com o problema da superpopulação da espécie delas, nem se elas estão ou não interferindo no seu ecossistema. se você permitir, elas tomam a sua casa de forma ordenada e sistemática, se proliferando em meio às suas guloseimas. em breve estarão dividindo o mesmo prato de comida que você suou muito dentro de um sistema capitalista para adquirir e preparar.
2. faça o seguinte: plante uma isca em local estratégico. não precisa ser um local que já esteja tomado por elas, pode ser um local mais afastado, se você preferir. coloque, por exemplo, uma colherinha babada com iogurte de chocolate ou com restos de nescau, como se você a tivesse esquecido naquele local. creia, elas vão cair nessa com tudo.
3. calma e serenamente dirija-se a outra peça da sua casa. leia um livro, aprecie a vista da janela, dê um passeio, assista a um bom filme. desfrute da boa vida que você leva. isso é pra dar tempo delas morderem a isca.
4. após o seu tempo de relaxamento, retorne ao local da isca. repare que elas estupidamente se aglomeraram sobre a colherinha babada por você, recolhendo avidamente os restos de açúcar que você desprezou. seja racional e calculista. olhe mais detalhadamente. você verá a looooooooonga trilha de formigas se dirigindo à colherinha "esquecida". elas não só se amontoaram sobre a colherinha, como chamaram as amigas para fazerem o mesmo. siga a trilha e veja onde ela principia: você terá a origem da colônia. pode ser que a trilha venha de algum local longínquo da rua. melhor pra você.
5. a primeira coisa que você tem de fazer, então, é neutralizar a área interna de sua confortável residência. coloque mortein na divisória do local por onde elas estão entrando em seu lar, para impedir que elas prossigam com seu intento nefasto (pode ser uma porta, uma janela, o local que você idenficou após minuciosa inspeção da trilha). veja que, após a aplicação do poderoso veneno, elas se desorientam, não sabem mais como reagir. é aí que você, mais esperto do que elas, deve tomar a frente.
6. pisoteie todas as formigas que puder. soque-as, se estiverem sobre a parede ou outra superfície alta. mate quantas você puder e todas as que localizar.
7. pronto! sua casa está protegida! você impediu a entrada delas em casa pelo isolamento da área de infecção (porta, janela etc) localizada com o reconhecimento da trilha; e ainda matou todas as que já estavam dentro de casa!
8. repita a operação quantas vezes forem necessárias, conforme elas forem tentando entrar em outros cômodos de sua casa.
23.2.10
8.2.10
74. das resenhas de hotéis enquanto gênero narrativo de interesse
última semana passei em campinas, com o desenho.
deveríamos tê-la passado no famigerado kitnet do carlão, alugado por mim, não fosse o triste fato deste ter ficado completamente mofado nos dois meses em que estive ausente.
afora mais uma eloquente prova da hospitalidade paulista, oferecida tanto por rafaela quanto por giovani, outro importante ganho da fatídica viagem foi a descoberta de um interessante gênero narrativo ainda por mim desconhecido: trata-se das resenhas de hotéis.
à procura de uma pousada ou hotel barato em campinas onde pudéssemos ficar, utilizei, obviamente, os serviços prestados pelo google neste ramo, contendo o mapa com a localização do hotel e, eventualmente, resenhas escritas por outros usuários. é brilhante. após algum tempo, já não mais me dedicava a buscar um hotel onde pudéssemos ficar, mas sim a apreciar as impressionantes descrições de situações as mais escabrosas vividas em hotéis, pousadas, motéis e pensões campineiras.
em geral rico em adjetivos, tal gênero também se caracteriza pelo detalhamento do estado psicológico da pessoa que ousou se hospedar em certos locais. o agravamento do estado de tensão se dá, normalmente, após o contato com as miseráveis acomodações, com o aspecto insalubre dos móveis, roupas de cama e/ou instalações sanitárias, ou com o despreparo dos atendentes.
o narrador é, comumente, alguém que sofre ou sofreu graves intempéries nas mãos de uma rede hoteleira precária e que se solidariza com outras possíveis vítimas de tal estado de coisas, optando por relatar literariamente sua experiência, tentando dar ao leitor, pela via de uma escrita densa e contundente, ao mesmo tempo descritiva e psicológica, embora curta, um retrato preciso das situações que viveu.
deixo para apreciação pública, os linques de alguns dos meus favoritos:
motel em campinas 1
motel em campinas 2
hoteleco simpático em porto alegre 1
hotel do centro - porto alegre 2
deveríamos tê-la passado no famigerado kitnet do carlão, alugado por mim, não fosse o triste fato deste ter ficado completamente mofado nos dois meses em que estive ausente.
afora mais uma eloquente prova da hospitalidade paulista, oferecida tanto por rafaela quanto por giovani, outro importante ganho da fatídica viagem foi a descoberta de um interessante gênero narrativo ainda por mim desconhecido: trata-se das resenhas de hotéis.
à procura de uma pousada ou hotel barato em campinas onde pudéssemos ficar, utilizei, obviamente, os serviços prestados pelo google neste ramo, contendo o mapa com a localização do hotel e, eventualmente, resenhas escritas por outros usuários. é brilhante. após algum tempo, já não mais me dedicava a buscar um hotel onde pudéssemos ficar, mas sim a apreciar as impressionantes descrições de situações as mais escabrosas vividas em hotéis, pousadas, motéis e pensões campineiras.
em geral rico em adjetivos, tal gênero também se caracteriza pelo detalhamento do estado psicológico da pessoa que ousou se hospedar em certos locais. o agravamento do estado de tensão se dá, normalmente, após o contato com as miseráveis acomodações, com o aspecto insalubre dos móveis, roupas de cama e/ou instalações sanitárias, ou com o despreparo dos atendentes.
o narrador é, comumente, alguém que sofre ou sofreu graves intempéries nas mãos de uma rede hoteleira precária e que se solidariza com outras possíveis vítimas de tal estado de coisas, optando por relatar literariamente sua experiência, tentando dar ao leitor, pela via de uma escrita densa e contundente, ao mesmo tempo descritiva e psicológica, embora curta, um retrato preciso das situações que viveu.
deixo para apreciação pública, os linques de alguns dos meus favoritos:
motel em campinas 1
motel em campinas 2
hoteleco simpático em porto alegre 1
hotel do centro - porto alegre 2
18.11.09
73. bourdieu em alvorada?!
"não contentes em não deter pelo menos alguns dos conhecimentos ou maneiras valorizados no mercado dos exames escolares ou das conversas mundanas e em não possuir senão habilidades ou saberes que não têm nenhum valor nesses mercados, não contentes, em resumo, em estar despojados do saber e da boa educação, eles são ainda aqueles que 'não sabem viver', aqueles que mais se sacrificam pelos alimentos materiais, e pelos mais pesados, mais grosseiros e os que mais engordam - pão, batatas e gorduras - pelos mais vulgares também, como o vinho; aqueles que destinam menos ao vestuário e aos cuidados corporais, aos cosméticos e à estética; aqueles que 'não sabem descansar', que 'encontram sempre alguma coisa para fazer'; que vão fincar sua barraca nos campings superpovoados, que se instalam para fazer piquenique à beira das estradas, que se metem com seu renault 5, ou seu simca 1000 nos engarrafamentos das saídas de férias, que se dedicam aos lazeres pré-fabricados concebidos em sua intenção pelos engenheiros da produção cultural em massa; aqueles que, por todas essas escolhas tão mal inspiradas, confirmam o racismo de classe, se for preciso, na convicção de que não têm senão aquilo que merecem."
13.11.09
72.
ontem à noite me entristeci sinceramente porque teria de deixar campinas muito em breve.
ontem? não, anteontem.
bom, o fato é que hoje eu penso que talvez campinas já tenha dado o que tinha que dar mesmo. já estou bem de saco cheio e o bom vai ser poder voltar quando não mais houver conhecidos por aqui.
é intrigante como as coisas são. mesmo tendo tentado desenvolver o comportamento mais antisocial possível, os bolos sempre acabam chegando até a gente. detesto gastar meu tempo com tematizações sobre a vida ordinária, a minha ou a de outras pessoas, o que provavelmente me torne mais desinteressante do que a maioria gostaria, mas eu realmente me incomodo sobremaneira com boa parte das coisas consideradas relevantes pelo restante dos seres humanos, talvez em especial os acadêmicos.
em primeiro lugar, porque não gosto que a vida fique tensa e chata, e sei que ela não precisa ser assim. também não precisa ser uma competição sobre todo e qualquer pormenor mais esdrúxulo e mesquinho. acredito, em terceiro lugar, que existe um milhão de assuntos mais interessantes do que a própria vida ou a dos outros (a menos que haja alguma espécie de narrativa lúdica com valor em si). em quarto lugar, acho que nem tudo que é do jeito que é precisa ser desse jeito: os comportamentos são inventados e as pessoas podem inventar como vão se relacionar, como vão lidar com as coisas, como vão ser. não existe uma verdade, uma moral ou qualquer coisa que diga como eu devo agir em relação aos assuntos mais envolvidos em tabu. ok, sei que é óbvio, mas nem sempre parece. ainda bem que eu tenho o desenho e ele sabe que é assim. and you never leave me and you know it's true / cause you like me too much and I like you.
bom, eu não tenho mais saco pra campinas, chegou a hora de voltar.
ainda levará alguns longos dias, mas não pretendo gastá-los com absolutamente nada que me incomode e que não me cause prazer. talvez eu não tenha sido suficientemente antisocial. é bem provável que não.
bom, campinas foi uma experiência interessante para pensar as relações humanas. aprendeu quem quis, quem não quis se fudeu, colega.
eu sei que valorizo cada dia mais o desenho.
e também valorizo cada dia mais quem eu sou e as coisas nas quais eu acredito.
essa noite foi uma péssima noite e eu não consegui dormir direito. dormi apenas poucas horas. sinto falta do carlos. daqui a pouco começa a obra e eu não vou conseguir dormir. me sinto sobrecarregada, mas não de atividades acadêmicas, livros ou de trabalho no arquivo. me sinto de saco cheio.
bom, como eu li por aí, as cidades servem pra ser abandonadas. qualquer um que se apega demais a uma cidade se torna um chato e esse tipo de chato eu não pretendo ser. afinal, o tipo de chato que eu vou ser é um direito meu, né?
em todo caso, chega de feira de vaidades, caretices e chatices diversas. chega de gente caretona. chega de peso nos ombros.
provavelmente hoje vai ser um dia em que vou estar muito de mau humor. um belo dia, sem bom humor.
eu vou ser o chato que bota vídeos que só tem a música.
ontem? não, anteontem.
bom, o fato é que hoje eu penso que talvez campinas já tenha dado o que tinha que dar mesmo. já estou bem de saco cheio e o bom vai ser poder voltar quando não mais houver conhecidos por aqui.
é intrigante como as coisas são. mesmo tendo tentado desenvolver o comportamento mais antisocial possível, os bolos sempre acabam chegando até a gente. detesto gastar meu tempo com tematizações sobre a vida ordinária, a minha ou a de outras pessoas, o que provavelmente me torne mais desinteressante do que a maioria gostaria, mas eu realmente me incomodo sobremaneira com boa parte das coisas consideradas relevantes pelo restante dos seres humanos, talvez em especial os acadêmicos.
em primeiro lugar, porque não gosto que a vida fique tensa e chata, e sei que ela não precisa ser assim. também não precisa ser uma competição sobre todo e qualquer pormenor mais esdrúxulo e mesquinho. acredito, em terceiro lugar, que existe um milhão de assuntos mais interessantes do que a própria vida ou a dos outros (a menos que haja alguma espécie de narrativa lúdica com valor em si). em quarto lugar, acho que nem tudo que é do jeito que é precisa ser desse jeito: os comportamentos são inventados e as pessoas podem inventar como vão se relacionar, como vão lidar com as coisas, como vão ser. não existe uma verdade, uma moral ou qualquer coisa que diga como eu devo agir em relação aos assuntos mais envolvidos em tabu. ok, sei que é óbvio, mas nem sempre parece. ainda bem que eu tenho o desenho e ele sabe que é assim. and you never leave me and you know it's true / cause you like me too much and I like you.
bom, eu não tenho mais saco pra campinas, chegou a hora de voltar.
ainda levará alguns longos dias, mas não pretendo gastá-los com absolutamente nada que me incomode e que não me cause prazer. talvez eu não tenha sido suficientemente antisocial. é bem provável que não.
bom, campinas foi uma experiência interessante para pensar as relações humanas. aprendeu quem quis, quem não quis se fudeu, colega.
eu sei que valorizo cada dia mais o desenho.
e também valorizo cada dia mais quem eu sou e as coisas nas quais eu acredito.
essa noite foi uma péssima noite e eu não consegui dormir direito. dormi apenas poucas horas. sinto falta do carlos. daqui a pouco começa a obra e eu não vou conseguir dormir. me sinto sobrecarregada, mas não de atividades acadêmicas, livros ou de trabalho no arquivo. me sinto de saco cheio.
bom, como eu li por aí, as cidades servem pra ser abandonadas. qualquer um que se apega demais a uma cidade se torna um chato e esse tipo de chato eu não pretendo ser. afinal, o tipo de chato que eu vou ser é um direito meu, né?
em todo caso, chega de feira de vaidades, caretices e chatices diversas. chega de gente caretona. chega de peso nos ombros.
provavelmente hoje vai ser um dia em que vou estar muito de mau humor. um belo dia, sem bom humor.
eu vou ser o chato que bota vídeos que só tem a música.
7.11.09
6.11.09
70. eu também admiro paul mccartney enquanto homem
eu acho que ele é gostoso.
se ele, em 1967, fosse argentino, nem sei.
em hello, goodbye, ele está lindo. e sei que rolou um homoerotismo por parte do tiago em relação a ele ao ver aquele clipe. em strawberry fields forever ele, ainda por cima, aparece de bigode. eu prefiro homens de bigode. e com o peito peludo, óbvio.
e ele se veste bem, embora seja de uma forma insólita. mas ele combina muito bem as cores, como se pode ver em strawberry fields forever.
a parte em que ele, de amarelo, pula em uma árvore e o john aparece filmando é seguida de um close em seu rosto encantador e sensual. não por acaso, ele está de bigode.
em the fool on the hill ele está uma gracinha também. na parte do trem ele usa um colete trimassa, que combina absolutamente com um delicado chapéu. por debaixo de tal artefato cabecístico, seus frondosos cabelos castanhos, exibindo o corte masculino mais gracioso já visto.
que atire a primeira pedra quem não se sentir sinceramente erotizado com uma imagem como esta:
se ele, em 1967, fosse argentino, nem sei.
em hello, goodbye, ele está lindo. e sei que rolou um homoerotismo por parte do tiago em relação a ele ao ver aquele clipe. em strawberry fields forever ele, ainda por cima, aparece de bigode. eu prefiro homens de bigode. e com o peito peludo, óbvio.
e ele se veste bem, embora seja de uma forma insólita. mas ele combina muito bem as cores, como se pode ver em strawberry fields forever.
a parte em que ele, de amarelo, pula em uma árvore e o john aparece filmando é seguida de um close em seu rosto encantador e sensual. não por acaso, ele está de bigode.
em the fool on the hill ele está uma gracinha também. na parte do trem ele usa um colete trimassa, que combina absolutamente com um delicado chapéu. por debaixo de tal artefato cabecístico, seus frondosos cabelos castanhos, exibindo o corte masculino mais gracioso já visto.
que atire a primeira pedra quem não se sentir sinceramente erotizado com uma imagem como esta:
como eu dizia, repare que este belo conjunto "vinho" que ele elegantemente traja não é mais considerado de bom gosto aos olhos dos homens atuais, sejam eles homersimpsons ou metrossexuais! aliás, as próprias mulheres modernas não veem graça nenhuma em um homem trajado de vinho. eu acho que isso torna o paul ainda mais homem.
em the fool on the hill também podemos ver algo do olhar sedutor de paul. contudo, penso que este olhar, certamente da escola josé mayer, fica mais evidente e adquire sua maturidade - talvez plena - em hello, goodbye. ok, não estou respeitando a histocidade dos eventos, mas foda-se. pretendo mesmo continuar manipulando as aparições de paul a meu bel-prazer a fim de convencer o maior número possível de pessoas de que ele deve ser admirado enquanto homem ainda nos dias de hoje.
mas não estou mais afim de fazer isso agora. cansei. vou dormir.
20.10.09
69. aprendizaje
sei que hoje em dia está tri fora de moda na argentina, mas eu ainda gosto de sui generis. e são clássicos, porra. dizem tudo o que precisa ser dito. talvez no passado eu até já tenha posto aqui esta música, mas foda-se.
...aprendí a ser formal y cortés
cortándome el pelo una vez por mes
y se me aplazó la formalidad
es que nunca me gustó la sociedad...
de fato, uma das melhores coisas do ethos argentino é não achar os outros facilmente toleráveis. e uma das melhores coisas que li ultimamente, sem dúvida, foi aquele artigo no jornalista do olé que o desenho me mandou. gostaria de saber a repercussão que aquilo teve na própria argentina.
mas aquela descrição que ele coloca do maradona como verdadeiro argentino eu achei lindíssima. eu também sempre achei que o maradona é o melhor de todos e que o futebol argentino não perdeu nadinha com ele enquanto técnico. ok, não chegou a vencer em campo. mas não seria a argentina se não fosse assim, e se não fosse assim não seria bom.
esta coisa de ir do céu ao inferno em 1 minuto é fascinante. não ter autocrítica também.
...aprendí a ser formal y cortés
cortándome el pelo una vez por mes
y se me aplazó la formalidad
es que nunca me gustó la sociedad...
de fato, uma das melhores coisas do ethos argentino é não achar os outros facilmente toleráveis. e uma das melhores coisas que li ultimamente, sem dúvida, foi aquele artigo no jornalista do olé que o desenho me mandou. gostaria de saber a repercussão que aquilo teve na própria argentina.
mas aquela descrição que ele coloca do maradona como verdadeiro argentino eu achei lindíssima. eu também sempre achei que o maradona é o melhor de todos e que o futebol argentino não perdeu nadinha com ele enquanto técnico. ok, não chegou a vencer em campo. mas não seria a argentina se não fosse assim, e se não fosse assim não seria bom.
esta coisa de ir do céu ao inferno em 1 minuto é fascinante. não ter autocrítica também.
19.10.09
67. maradona
Eliminatórias - 14/10/2009 - 05h13min
Peleia do Prata: "Maradona é o argentino mais argentino de todos"
Jornalista argentino do Olé fala de suas expectativas do clássico de hoje contra o Uruguai pelas Eliminatórias
Adrian Piedrabuena
A maior conquista de Diego Maradona não é ter convertido o gol mais bonito da história das Copas nem tampouco ter sido o maior jogador do planeta. Seu título máximo, aquele que nunca ninguém poderá alcançar, é o de representar o verdadeiro ser nacional. Diego foi, é e será o argentino mais argentino de todos. E essa condição será inalterável, independentemente do que o destino lhe tenha preparado para a seleção no Estádio Centenário. Diego resume a argentinidade como nenhum outro: talento, genialidade, arrogância, soberba, enorme capacidade de cair uma e mil vezes e levantar-se uma e mil vezes mais, falta de autocrítica, ilusão, esperança, autodestruição.
Enfim, a vida de Maradona bem pode se tratar da vida de um país que sempre teve tudo para ser feliz e jamais conseguiu. De ter tudo em um punho à dor de já não ter, sem meios termos. Diego põe em jogo sua coroa. Seus erros como treinador podem condená-lo. O povo que sempre o idolatrou e o acompanhou em suas recuperações hoje o critica, o questiona, pede sua cabeça. O “simdieguismo” que soubemos exercitar parece morto... Diego, como técnico, não é um Maradona, pelo contrário, é um treinador mais mortal da era moderna. Suas palavras não chegam a despertar Messi, seu Maradona. A seleção está em seu pior momento. E esse conceito não vai mudar por mais que hoje se classifique ao Mundial. O pais “futebolero” pede um milagre. O problema é que Maradona já não é Deus.
ZERO HORA - Editor-assistente do Olé, de Buenos Aires
64. a volta do boi
não tenho mais nenhum interesse por esse boi que falou aqui em campinas.
o tal boi e o escravo que ouviu o boi foi uma história interessante, mas, pra mim, de um interesse momentâneo. genuíno, mas momentâneo.
agora, o barão, esse sim me interessa. a família do barão. as várias gerações que encheram o cu de grana. isso me interessa sobremaneira. os títulos nobiliárquicos me interessam. o barão fascina.
o tal boi e o escravo que ouviu o boi foi uma história interessante, mas, pra mim, de um interesse momentâneo. genuíno, mas momentâneo.
agora, o barão, esse sim me interessa. a família do barão. as várias gerações que encheram o cu de grana. isso me interessa sobremaneira. os títulos nobiliárquicos me interessam. o barão fascina.
17.10.09
63.
fiquei aqui pensando porque meus personagens favoritos são a criança e o ET.
o gordo e o agente da CIA são desprezíveis. mas seus atos desprezíveis estão amparados em deus, na ciência ou, simplesmente, na verdade. ou seja, tudo o que eles fazem de mais revoltante para eles não passa da atitude correta e verdadeira, da atitude natural a se tomar em cada situação.
a criança e o ET, contudo, sabem que seus atos revoltantes não estão amparados em nada, a não ser na sua própria opção por se comportar de uma maneira sem ética. eles não se valem de nada para legitimar esta sua opção, a não ser com o objetivo de manipular pessoas que acreditam na existência de uma verdade. eu acredito que por causa disto eles se tornem personagens bem mais interessantes.
lembrei-me do peixe. o peixe talvez seja equivalente ao cachorro. ele tem bons momentos, como nas piadas envolvendo a segunda guerra, mas não chega a ser absolutamente crente na falta de ética, como a criança e o ET. ele também, como o cachorro, busca mostrar a si mesmo que age de forma politicamente correta. mas não age.
o gordo e o agente da CIA são desprezíveis. mas seus atos desprezíveis estão amparados em deus, na ciência ou, simplesmente, na verdade. ou seja, tudo o que eles fazem de mais revoltante para eles não passa da atitude correta e verdadeira, da atitude natural a se tomar em cada situação.
a criança e o ET, contudo, sabem que seus atos revoltantes não estão amparados em nada, a não ser na sua própria opção por se comportar de uma maneira sem ética. eles não se valem de nada para legitimar esta sua opção, a não ser com o objetivo de manipular pessoas que acreditam na existência de uma verdade. eu acredito que por causa disto eles se tornem personagens bem mais interessantes.
lembrei-me do peixe. o peixe talvez seja equivalente ao cachorro. ele tem bons momentos, como nas piadas envolvendo a segunda guerra, mas não chega a ser absolutamente crente na falta de ética, como a criança e o ET. ele também, como o cachorro, busca mostrar a si mesmo que age de forma politicamente correta. mas não age.
62.
campinas tem se revelado uma experiência antropológica e tanto.
é, de fato, um excelente local para pensar sobre as pessoas, suas categorias pré-concebidas, suas crenças - e sobre identidade. sobre os poderes e os usos das identidades e da história.
cada vez mais eu vejo que não gosto mesmo de muitas pessoas; que eu acredito em mim. no tiago e em mim; que eu gosto demais dos desenhos do FX, o canal do homem. talvez meus personagens favoritos sejam o ET e a criança, embora eu ache o cachorro engraçado. sim, o cachorro é engraçado, mas disfarça. a criança e o ET vão longe na sua falta de ética e desejo de manipulação e onipotência. são meus favoritos, realmente.
-----------------------
falando nisso, os episódios desta semana valorizaram muito a figura do ET. num deles, roger descobre que alguém roubou seu cartão de crédito e, determinado a acabar com a vida do meliante, bola um plano malévolo de justiça com as próprias mãos. lenta e friamente ele destroi cada pedacinho de felicidade da vida do homem que estourou o limite de seu cartão. antes de atear fogo no apartamento do sujeito, porém, ele se dá conta de que o tal meliante não passa de um seu alterego que se autonomizou e adquiriu vida própria. sem questionar em momento algum os limites de seus atos, ele destroi a si mesmo. e sai vitorioso.
é, de fato, um excelente local para pensar sobre as pessoas, suas categorias pré-concebidas, suas crenças - e sobre identidade. sobre os poderes e os usos das identidades e da história.
cada vez mais eu vejo que não gosto mesmo de muitas pessoas; que eu acredito em mim. no tiago e em mim; que eu gosto demais dos desenhos do FX, o canal do homem. talvez meus personagens favoritos sejam o ET e a criança, embora eu ache o cachorro engraçado. sim, o cachorro é engraçado, mas disfarça. a criança e o ET vão longe na sua falta de ética e desejo de manipulação e onipotência. são meus favoritos, realmente.
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falando nisso, os episódios desta semana valorizaram muito a figura do ET. num deles, roger descobre que alguém roubou seu cartão de crédito e, determinado a acabar com a vida do meliante, bola um plano malévolo de justiça com as próprias mãos. lenta e friamente ele destroi cada pedacinho de felicidade da vida do homem que estourou o limite de seu cartão. antes de atear fogo no apartamento do sujeito, porém, ele se dá conta de que o tal meliante não passa de um seu alterego que se autonomizou e adquiriu vida própria. sem questionar em momento algum os limites de seus atos, ele destroi a si mesmo. e sai vitorioso.
26.9.09
61. o ben stiller e o desenho
fiquei agora pensando que, se eu tivesse visto esse filme com o desenho, teria sido engraçado. o desenho certamente teria me feito rir e teria dito coisas engraçadas sobre os personagens, mesmo que eles não fossem realmente engraçados.
o desenho não ia querer ver o filme, inicialmente, mas ele ia acabar vendo porque gosta de mim. e ia ser legal.
o desenho não ia querer ver o filme, inicialmente, mas ele ia acabar vendo porque gosta de mim. e ia ser legal.
60. projeto: ben stiller II
mais um filme do ben stiller entra pra lista daqueles que eu já assisti. "a inveja mata" é mais um daqueles filmes banais, que definitivamente não teria feito nenhuma diferença eu assistir ou não. obviamente superior ao último que eu havia assistido, "tenha fé", não chega aos pés dos grandes clássicos do frat pack, tais como "starsky & hutch".
cogito que este filme seria sensivelmente superior se não tivesse passado num sábado à tarde. a noite dá mais glamour.
o enredo é bastante simples: jack black inventa um troço que desintegra cocô e fica totalmente rico, embora mantendo o mau gosto da época em que era pobre. ben stiller o inveja, o que torna o título bastante literal - a não ser pelo fato de que ninguém morre, apenas o pobre cavalo branco corky.
jack black, agora rico, passa a levar uma vida de fortuna, gastando todo o seu dinheiro em idiotices superficiais e cavalga num vistoso cavalo branco [corky] com o vento forte batendo nos cabelos.
a população fica indignada porque ninguém é capaz de responder para onde vai o cocô após a aplicação do produto inventado pelo jack black, que não passa de um benévolo idiota.
a trama dá uma reviravolta quando ben stiller mata acidentalmente o cavalo e segundo melhor amigo de jack black (o primeiro melhor amigo era o próprio ben stiller) com uma flecha. ben stiller fica, então, amigo de um mendigo e chantagista que quer tornar-se sócio do empreendimento de eliminação de cocô, ameaçando contar tudo a jack black sobre o assassinato de corky.
basicamente é isso.
2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2007 - Antes só do que mal casado (Heartbreak kid, The)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2006 - Escola de idiotas (School for scoundrels)
2006 - Uma noite no museu (Night at the museum)
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2004 - A inveja mata (Envy)
2004 - Starsky & Hutch - Justiça em dobro (Starsky & Hutch)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Quero ficar com Polly (Along came Polly)
2003 - Nobody knows anything
2003 - Duplex (Duplex)
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Entrando numa fria (Meet the parents)
2000 - Preto e branco (Black and white)
2000 - Tenha fé (Keeping the Faith)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Quem vai ficar com Mary? (There's something about Mary)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - O pentelho (Cable guy, The)
1996 - Procurando encrenca (Flirting with disaster)
1996 - Lado a lado com o amor (If Lucy fell)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)
cogito que este filme seria sensivelmente superior se não tivesse passado num sábado à tarde. a noite dá mais glamour.
o enredo é bastante simples: jack black inventa um troço que desintegra cocô e fica totalmente rico, embora mantendo o mau gosto da época em que era pobre. ben stiller o inveja, o que torna o título bastante literal - a não ser pelo fato de que ninguém morre, apenas o pobre cavalo branco corky.
jack black, agora rico, passa a levar uma vida de fortuna, gastando todo o seu dinheiro em idiotices superficiais e cavalga num vistoso cavalo branco [corky] com o vento forte batendo nos cabelos.
a população fica indignada porque ninguém é capaz de responder para onde vai o cocô após a aplicação do produto inventado pelo jack black, que não passa de um benévolo idiota.
a trama dá uma reviravolta quando ben stiller mata acidentalmente o cavalo e segundo melhor amigo de jack black (o primeiro melhor amigo era o próprio ben stiller) com uma flecha. ben stiller fica, então, amigo de um mendigo e chantagista que quer tornar-se sócio do empreendimento de eliminação de cocô, ameaçando contar tudo a jack black sobre o assassinato de corky.
basicamente é isso.
2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2003 - Nobody knows anything
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Preto e branco (Black and white)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)
18.9.09
59.
a andrea é tão completamente maluca que foi capaz de transformar esta inocente foto do cachorrinho acadêmico querendo curtir a discussão da aula do bob (postada por marcos em seu orkut e obtida pelo marcus na aula), em um tétrico enredo cinematográfico. tumbas abertas (violadas pelo simpático cachorrinho), simulações de homicídio (e/ou suicídio) que incluem o ritual do enterro, mudança de cor da pele (meio michael jackson - quem sabe esta simplória fotinha não nos levaria ao trhiller?), gêmeas albinas e siamesas (obviamente) e o pobre cachorro fazendo a próxima seleção para história social da áfrica.
e depois eu me choco com a história da guria esfaqueada no joelho em pleno campus do vale. bom, essa história pelo menos ocorreu de verdade, né...
e depois eu me choco com a história da guria esfaqueada no joelho em pleno campus do vale. bom, essa história pelo menos ocorreu de verdade, né...
17.9.09
58. o cara mais bonito de campinas e a garota mais bonita de campinas
essa semana vi um cara bonito em campinas.
ele não é "o" cara bonito, porque além dele há outro, mas ele provavelmente é o mais bonito.
apesar de ter um cabelo lindo e um rosto encantador, ele tem péssimo gosto para tênis. não gosto de tênis que faz com que o pé da pessoa pareça menor. o tênis deve alongar e afinar o pé. bom, o tênis dele não chega a ser aquelas geringonças espaciais, mas é horroroso assim mesmo.
lembrei-me, ao vê-lo nesta semana, que já o havia visto outra vez, na cantina. a garota mais bonita de campinas o conhece, mas ele a tratou com certa indiferença. ela foi, por sua vez, bastante carinhosa e efusiva com ele. não creio que ela quisesse alguma coisa sexual com o cara mais bonito de campinas, porque estou quase convencida de que a garota mais bonita é lésbica.
achei, contudo, intrigante que o cara e a garota mais bonitos de campinas se conhecem e estabelecem uma relação contraditória... quer dizer, talvez não seja efetivamente contraditória. talvez eu seja demasiado analítica e goste de observar como as pessoas se relacionam umas com as outras. assim, posso ter superinterpretado o breve contato travado entre ambos que foi visto por mim.
voltando ao cara mais bonito de campinas, notei que uma das coisas que faz com que ele se torne atraente, além do corte de cabelo bastante decente que ele usa e do belo rosto que a natureza lhe deu, é o seu comportamento calado, alheio, e o olhar evasivo. me agrada este tipo de comportamento, acho realmente interessante a pessoa que não se envolve emocionalmente nem sente necessidade de se integrar ou ser amplamente simpática com todo mundo. não estou dizendo que gosto de pessoas antipáticas - o fato de não ser loucamente simpático e caloroso não leva necessariamente à antipatia. aliás, tenho refletido bastante sobre isso, mas não é o momento de externar minhas ideias.
também não estou dizendo que não gosto de pessoas simpaticíssimas. às vezes eu não gosto mesmo. eu acho que eu gostar ou não vai depender dos recursos que a pessoa utiliza para tentar ser simpática e atrair as atenções para si.
eu, particularmente, gosto daquelas pessoas que atraem as atenções para si sem esses esforços. sei lá.
ele não é "o" cara bonito, porque além dele há outro, mas ele provavelmente é o mais bonito.
apesar de ter um cabelo lindo e um rosto encantador, ele tem péssimo gosto para tênis. não gosto de tênis que faz com que o pé da pessoa pareça menor. o tênis deve alongar e afinar o pé. bom, o tênis dele não chega a ser aquelas geringonças espaciais, mas é horroroso assim mesmo.
lembrei-me, ao vê-lo nesta semana, que já o havia visto outra vez, na cantina. a garota mais bonita de campinas o conhece, mas ele a tratou com certa indiferença. ela foi, por sua vez, bastante carinhosa e efusiva com ele. não creio que ela quisesse alguma coisa sexual com o cara mais bonito de campinas, porque estou quase convencida de que a garota mais bonita é lésbica.
achei, contudo, intrigante que o cara e a garota mais bonitos de campinas se conhecem e estabelecem uma relação contraditória... quer dizer, talvez não seja efetivamente contraditória. talvez eu seja demasiado analítica e goste de observar como as pessoas se relacionam umas com as outras. assim, posso ter superinterpretado o breve contato travado entre ambos que foi visto por mim.
voltando ao cara mais bonito de campinas, notei que uma das coisas que faz com que ele se torne atraente, além do corte de cabelo bastante decente que ele usa e do belo rosto que a natureza lhe deu, é o seu comportamento calado, alheio, e o olhar evasivo. me agrada este tipo de comportamento, acho realmente interessante a pessoa que não se envolve emocionalmente nem sente necessidade de se integrar ou ser amplamente simpática com todo mundo. não estou dizendo que gosto de pessoas antipáticas - o fato de não ser loucamente simpático e caloroso não leva necessariamente à antipatia. aliás, tenho refletido bastante sobre isso, mas não é o momento de externar minhas ideias.
também não estou dizendo que não gosto de pessoas simpaticíssimas. às vezes eu não gosto mesmo. eu acho que eu gostar ou não vai depender dos recursos que a pessoa utiliza para tentar ser simpática e atrair as atenções para si.
eu, particularmente, gosto daquelas pessoas que atraem as atenções para si sem esses esforços. sei lá.
14.9.09
4.9.09
56. toninho
andrea tem me encaminhado rumo a uma direção ambígua, porque, embora muito me agrade, me põe em discordância com o que deve por mim ser feito.
não, eu não posso mudar minha pesquisa e estudar o barão geraldo.
mas eu vou fazer isso TAMBÉM.
a fim de estimular-me nesses temerosos rumos, andrea enviou-me uma foto de toninho, o escravo do boi que falou.
ei-lo:
não, eu não posso mudar minha pesquisa e estudar o barão geraldo.
mas eu vou fazer isso TAMBÉM.
a fim de estimular-me nesses temerosos rumos, andrea enviou-me uma foto de toninho, o escravo do boi que falou.
ei-lo:
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