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16.5.10

93. campinas e o ben stiller

parece que só em campinas eu toco pra frente meu projeto...

2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2007 - Antes só do que mal casado (Heartbreak kid, The)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2006 - Escola de idiotas (School for scoundrels)
2006 - Uma noite no museu (Night at the museum)
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2004 - A inveja mata (Envy)
2004 - Starsky & Hutch - Justiça em dobro (Starsky & Hutch)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Quero ficar com Polly (Along came Polly)
2003 - Nobody knows anything
2003 - Duplex (Duplex)
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Entrando numa fria (Meet the parents)
2000 - Preto e branco (Black and white)
2000 - Tenha fé (Keeping the Faith)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Quem vai ficar com Mary? (There's something about Mary)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - O pentelho (Cable guy, The)
1996 - Procurando encrenca (Flirting with disaster)
1996 - Lado a lado com o amor (If Lucy fell)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)

8.2.10

74. das resenhas de hotéis enquanto gênero narrativo de interesse

última semana passei em campinas, com o desenho.
deveríamos tê-la passado no famigerado kitnet do carlão, alugado por mim, não fosse o triste fato deste ter ficado completamente mofado nos dois meses em que estive ausente.
afora mais uma eloquente prova da hospitalidade paulista, oferecida tanto por rafaela quanto por giovani, outro importante ganho da fatídica viagem foi a descoberta de um interessante gênero narrativo ainda por mim desconhecido: trata-se das resenhas de hotéis.
à procura de uma pousada ou hotel barato em campinas onde pudéssemos ficar, utilizei, obviamente, os serviços prestados pelo google neste ramo, contendo o mapa com a localização do hotel e, eventualmente, resenhas escritas por outros usuários. é brilhante. após algum tempo, já não mais me dedicava a buscar um hotel onde pudéssemos ficar, mas sim a apreciar as impressionantes descrições de situações as mais escabrosas vividas em hotéis, pousadas, motéis e pensões campineiras.
em geral rico em adjetivos, tal gênero também se caracteriza pelo detalhamento do estado psicológico da pessoa que ousou se hospedar em certos locais. o agravamento do estado de tensão se dá, normalmente, após o contato com as miseráveis acomodações, com o aspecto insalubre dos móveis, roupas de cama e/ou instalações sanitárias, ou com o despreparo dos atendentes.
o narrador é, comumente, alguém que sofre ou sofreu graves intempéries nas mãos de uma rede hoteleira precária e que se solidariza com outras possíveis vítimas de tal estado de coisas, optando por relatar literariamente sua experiência, tentando dar ao leitor, pela via de uma escrita densa e contundente, ao mesmo tempo descritiva e psicológica, embora curta, um retrato preciso das situações que viveu.
deixo para apreciação pública, os linques de alguns dos meus favoritos:
motel em campinas 1
motel em campinas 2
hoteleco simpático em porto alegre 1
hotel do centro - porto alegre 2

13.11.09

72.

ontem à noite me entristeci sinceramente porque teria de deixar campinas muito em breve.
ontem? não, anteontem.
bom, o fato é que hoje eu penso que talvez campinas já tenha dado o que tinha que dar mesmo. já estou bem de saco cheio e o bom vai ser poder voltar quando não mais houver conhecidos por aqui.
é intrigante como as coisas são. mesmo tendo tentado desenvolver o comportamento mais antisocial possível, os bolos sempre acabam chegando até a gente. detesto gastar meu tempo com tematizações sobre a vida ordinária, a minha ou a de outras pessoas, o que provavelmente me torne mais desinteressante do que a maioria gostaria, mas eu realmente me incomodo sobremaneira com boa parte das coisas consideradas relevantes pelo restante dos seres humanos, talvez em especial os acadêmicos.
em primeiro lugar, porque não gosto que a vida fique tensa e chata, e sei que ela não precisa ser assim. também não precisa ser uma competição sobre todo e qualquer pormenor mais esdrúxulo e mesquinho. acredito, em terceiro lugar, que existe um milhão de assuntos mais interessantes do que a própria vida ou a dos outros (a menos que haja alguma espécie de narrativa lúdica com valor em si). em quarto lugar, acho que nem tudo que é do jeito que é precisa ser desse jeito: os comportamentos são inventados e as pessoas podem inventar como vão se relacionar, como vão lidar com as coisas, como vão ser. não existe uma verdade, uma moral ou qualquer coisa que diga como eu devo agir em relação aos assuntos mais envolvidos em tabu. ok, sei que é óbvio, mas nem sempre parece. ainda bem que eu tenho o desenho e ele sabe que é assim. and you never leave me and you know it's true / cause you like me too much and I like you.
bom, eu não tenho mais saco pra campinas, chegou a hora de voltar.
ainda levará alguns longos dias, mas não pretendo gastá-los com absolutamente nada que me incomode e que não me cause prazer. talvez eu não tenha sido suficientemente antisocial. é bem provável que não.
bom, campinas foi uma experiência interessante para pensar as relações humanas. aprendeu quem quis, quem não quis se fudeu, colega.
eu sei que valorizo cada dia mais o desenho.
e também valorizo cada dia mais quem eu sou e as coisas nas quais eu acredito.
essa noite foi uma péssima noite e eu não consegui dormir direito. dormi apenas poucas horas. sinto falta do carlos. daqui a pouco começa a obra e eu não vou conseguir dormir. me sinto sobrecarregada, mas não de atividades acadêmicas, livros ou de trabalho no arquivo. me sinto de saco cheio.
bom, como eu li por aí, as cidades servem pra ser abandonadas. qualquer um que se apega demais a uma cidade se torna um chato e esse tipo de chato eu não pretendo ser. afinal, o tipo de chato que eu vou ser é um direito meu, né?
em todo caso, chega de feira de vaidades, caretices e chatices diversas. chega de gente caretona. chega de peso nos ombros.
provavelmente hoje vai ser um dia em que vou estar muito de mau humor. um belo dia, sem bom humor.
eu vou ser o chato que bota vídeos que só tem a música.

19.10.09

64. a volta do boi

não tenho mais nenhum interesse por esse boi que falou aqui em campinas.
o tal boi e o escravo que ouviu o boi foi uma história interessante, mas, pra mim, de um interesse momentâneo. genuíno, mas momentâneo.
agora, o barão, esse sim me interessa. a família do barão. as várias gerações que encheram o cu de grana. isso me interessa sobremaneira. os títulos nobiliárquicos me interessam. o barão fascina.

17.10.09

62.

campinas tem se revelado uma experiência antropológica e tanto.
é, de fato, um excelente local para pensar sobre as pessoas, suas categorias pré-concebidas, suas crenças - e sobre identidade. sobre os poderes e os usos das identidades e da história.
cada vez mais eu vejo que não gosto mesmo de muitas pessoas; que eu acredito em mim. no tiago e em mim; que eu gosto demais dos desenhos do FX, o canal do homem. talvez meus personagens favoritos sejam o ET e a criança, embora eu ache o cachorro engraçado. sim, o cachorro é engraçado, mas disfarça. a criança e o ET vão longe na sua falta de ética e desejo de manipulação e onipotência. são meus favoritos, realmente.

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falando nisso, os episódios desta semana valorizaram muito a figura do ET. num deles, roger descobre que alguém roubou seu cartão de crédito e, determinado a acabar com a vida do meliante, bola um plano malévolo de justiça com as próprias mãos. lenta e friamente ele destroi cada pedacinho de felicidade da vida do homem que estourou o limite de seu cartão. antes de atear fogo no apartamento do sujeito, porém, ele se dá conta de que o tal meliante não passa de um seu alterego que se autonomizou e adquiriu vida própria. sem questionar em momento algum os limites de seus atos, ele destroi a si mesmo. e sai vitorioso.

18.9.09

59.

a andrea é tão completamente maluca que foi capaz de transformar esta inocente foto do cachorrinho acadêmico querendo curtir a discussão da aula do bob (postada por marcos em seu orkut e obtida pelo marcus na aula), em um tétrico enredo cinematográfico. tumbas abertas (violadas pelo simpático cachorrinho), simulações de homicídio (e/ou suicídio) que incluem o ritual do enterro, mudança de cor da pele (meio michael jackson - quem sabe esta simplória fotinha não nos levaria ao trhiller?), gêmeas albinas e siamesas (obviamente) e o pobre cachorro fazendo a próxima seleção para história social da áfrica.
e depois eu me choco com a história da guria esfaqueada no joelho em pleno campus do vale. bom, essa história pelo menos ocorreu de verdade, né...


17.9.09

58. o cara mais bonito de campinas e a garota mais bonita de campinas

essa semana vi um cara bonito em campinas.
ele não é "o" cara bonito, porque além dele há outro, mas ele provavelmente é o mais bonito.
apesar de ter um cabelo lindo e um rosto encantador, ele tem péssimo gosto para tênis. não gosto de tênis que faz com que o pé da pessoa pareça menor. o tênis deve alongar e afinar o pé. bom, o tênis dele não chega a ser aquelas geringonças espaciais, mas é horroroso assim mesmo.
lembrei-me, ao vê-lo nesta semana, que já o havia visto outra vez, na cantina. a garota mais bonita de campinas o conhece, mas ele a tratou com certa indiferença. ela foi, por sua vez, bastante carinhosa e efusiva com ele. não creio que ela quisesse alguma coisa sexual com o cara mais bonito de campinas, porque estou quase convencida de que a garota mais bonita é lésbica.
achei, contudo, intrigante que o cara e a garota mais bonitos de campinas se conhecem e estabelecem uma relação contraditória... quer dizer, talvez não seja efetivamente contraditória. talvez eu seja demasiado analítica e goste de observar como as pessoas se relacionam umas com as outras. assim, posso ter superinterpretado o breve contato travado entre ambos que foi visto por mim.
voltando ao cara mais bonito de campinas, notei que uma das coisas que faz com que ele se torne atraente, além do corte de cabelo bastante decente que ele usa e do belo rosto que a natureza lhe deu, é o seu comportamento calado, alheio, e o olhar evasivo. me agrada este tipo de comportamento, acho realmente interessante a pessoa que não se envolve emocionalmente nem sente necessidade de se integrar ou ser amplamente simpática com todo mundo. não estou dizendo que gosto de pessoas antipáticas - o fato de não ser loucamente simpático e caloroso não leva necessariamente à antipatia. aliás, tenho refletido bastante sobre isso, mas não é o momento de externar minhas ideias.
também não estou dizendo que não gosto de pessoas simpaticíssimas. às vezes eu não gosto mesmo. eu acho que eu gostar ou não vai depender dos recursos que a pessoa utiliza para tentar ser simpática e atrair as atenções para si.
eu, particularmente, gosto daquelas pessoas que atraem as atenções para si sem esses esforços. sei lá.

4.9.09

56. toninho

andrea tem me encaminhado rumo a uma direção ambígua, porque, embora muito me agrade, me põe em discordância com o que deve por mim ser feito.
não, eu não posso mudar minha pesquisa e estudar o barão geraldo.
mas eu vou fazer isso TAMBÉM.
a fim de estimular-me nesses temerosos rumos, andrea enviou-me uma foto de toninho, o escravo do boi que falou.
ei-lo:

28.8.09

55. o boi falô

outra história lendária contada por andrea diz respeito ao "boi falô".
ao que consta, o barão geraldo teria mandado seu escravo toninho trabalhar com uma carreta de bois na sexta-feira santa (há controvérsias sobre o dia, pois também se supõe que possa ter sido no dia de bom jesus, em 6 de agosto).
o escravo obviamente não queria trabalhar pro barão e, como todo escravo que se preze, construiu uma estratégia para fazer com que o barão não mais quisesse que ele, toninho, trabalhasse. toninho entrou na mente do senhor e, sacando que a jogada mais certa era se valer do fato de que era dia santo para evitar o trabalho, inventou uma história de que o boi havia dito que não ia trabalhar por ser sexta-feira santa. ou seja, não era ele, toninho, que não queria trabalhar, mas o próprio boi havia sido atingido pela santidade do dia valendo-se da linguagem humana para expressar suas crenças cristãs.
algumas versões alegam que o feitor havia forçado toninho a trabalhar na porrada, como era de praxe, e que o boi teria falado diante do próprio feitor que, comovido, ajoelhou-se perante o animal e orou.
em outras versões, diz-se que logo a história se difundiu e naquele dia ninguém na fazenda trabalhou. todos, certamente, devem ter comemorado muito na senzala naquele dia, regozijando-se da belíssima sacada de toninho.
outras versões ainda afirmam veementemente que o barão, além de tudo, era homem descrente, mas que diante do fato incontestável do seu próprio boi lhe dar uma lição de moral, acabou se tornando cristão fervoroso.
a festa do "boi falô" ocorre até hoje em campinas, na sexta-feira santa, quando se serve uma deliciosa macarronada a todos os moradores da região. recentemente também foi realizado um documentário sobre a lenda e a festa do "boi falô", que coloco aí abaixo pra quem quiser ver.







o documentário e outras informações podem ser encontrados no site www.oboifalo.com.br

54. o barão

albino j. b. de oliveira não era genro do barão, mas sim seu sogro!
o barão casou-se com maria amélia barbosa de oliveira, filha justamente do conselheiro imperial acima citado! e, mais do que sogro e genro, ambos eram rivais. reza a lenda que a estrada de bambuzais não teria sido levada a cabo para que as albinas não tomassem sol, mas sim para que o barão não corresse o risco de avistar seu arquiinimigo e pai de sua esposa albino j.b. de oliveira, por sua vez proprietário da fazenda vizinha, a fazenda rio das pedras!

algumas fontes afirmam que o barão não teria se matado ingerindo veneno na sede da fazenda santa genebra após perder tudo, mas sim, teria sofrido um ataque cardíaco que o levou à morte ao se deparar com a desgraça que acometeu sua família no longínquo ano de 1907. a data precisa de sua morte é 01/10/1907. deve ter sofrido muito, já que pôs a perder todo o rechonchudo legado de sua rica e poderosa família: o barão geraldo foi um dos 16 filhos do marquês de valença.
ainda não desvendei o mistério sobre as filhas serem ou não albinas, nem se eram gêmeas, ou gêmeas siamesas. mas sei que o barão teve três filhas, amélia, marieta e elisa, sendo que apenas uma delas se casou, amélia. seriam marieta e elisa albinas e siamesas? a tal amélia, aliás, tornou-se escritora.
sobre a minha rua, também não obtive informações, mas ao menos descartei a possibilidade de se tratar de uma das albinas. luís vicentin, titular da rua do marcus, foi uma pessoa "bondosa". segundo uma de minhas fontes, ele teria sido "leiteiro, cachaceiro e benfeitor do distrito". foi ele que construiu a igrejinha perto da minha casa.

53. as belezas naturais do barão geraldo

pode ser o excessivo contato com revistas oitocentistas, mas estou particularmente interessada, como já mencionei em outro post, nas belezas naturais da cidade de campinas.
sim, nas revistas literárias oitocentistas sempre tinha uma poesia e comentários sobre a natureza exuberante de algum rincão qualquer. às vezes, a poesia era sobre a natureza exuberante do rincão em questão.
enfim, o fato é que fiquei encantada com as vistosas flores e frondosas árvores do bairro onde resido por aqui.
por isso, fotografei algumas coisas nesta semana e aqui as deixo para exibição pública e para calar a boca daqueles que só veem beleza quando ela salta, exuberante, aos olhos da gente.

 
  
  
 

52. barão geraldo: o homem e o mito

desde que vim morar no barão geraldo, tenho curiosidade de saber quem foi o tal barão geraldo, como ele viveu e, sobretudo, se foi ele quem deu o brinco de ouro pra princesa.
pois, eis que esta semana andrea me revela informações contundentes a respeito do barão geraldo, não o bairro, mas o barão himself.
segundo ela, o tal barão tinha uma fazenda onde hoje é o bairro e, obviamente, era uma fazenda de café. sua história e a de sua família foi marcada pela tragédia, já que o barão faliu, perdeu tudo e, então, morreu de melancolia. uma de suas filhas albinas cometeu o suicídio.
achei particularmente interessante o fato de a história ser trágica e também o fato de o barão ter tido duas filhas albinas. cogitei que talvez fossem gêmeas, além de albinas, mas de acordo com andrea esta informação não procede. wagner, por sua vez, acha que seria ainda mais interessante se além de albinas e gêmeas, fossem gêmeas siamesas. de fato, seria. mas não é, e um forte sentimento empiricista tomou conta de mim, a ponto de desejar desvendar a verdade sobre o barão e sua família. fazer a crítica interna E externa das fontes e atingir o âmago da questão.

portanto, recorri ao google.

concordo que não foi a atitude que ranke recomendaria ao historiador, mas creio ter encontrado coisas peculiares, por exemplo, uma FOTO do próprio barão geraldo acompanhado de sua família na fazenda santa genebra, onde residia. seu nome completo era geraldo de souza rezende.
a foto foi encontrada num interessante blog que busca preservar a memória de campinas.


não sei se são meus olhos, mas não vejo nenhuma moça albina. talvez seja apenas uma lenda que envolve o homem. em todo caso, o google também me informou que o barão, embora não tenha morrido de melancolia, cometeu o suicídio após tudo perder. é claro que não se morre de melancolia num sentido literal, mas acho que o suicídio é uma prova cabal de que o homem não estava num momento de muita felicidade com a sua vida. a fazenda santa genebra foi a leilão e muitos imigrantes adquiriram lotes de terras, por isso hoje em dia há nomes de ruas como "luís vicentin" e outras coisas "vicentin".

outra história peculiar, desta vez contada pela andrea e não pelo google, diz respeito a uma das meninas supostamente albinas. uma delas teria se casado com o albino j. b. de oliveira (que hoje é nome da avenida no centro do barão). o mais engraçado é que a moça albina não se chamava "albina" e o seu marido não era albino, mas se chamava "albino". curioso, não? é pena que a foto, a princípio, desminta o boato sobre as filhas albinas.

23.8.09

47. caligula would have blushed 2

tenho tido muito nojo de arroz, ultimamente.
não, não é só o arroz aqui de campinas.
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adendo informativo: até hoje é um mistério pra mim como pode o arroz servido nos restaurantes aqui de campinas ser tão ruim. é ruim mesmo, chega a ser intragável. me fez ter traumas de comer arroz. minhas pesquisas indicaram que o gosto não depende da qualidade do local onde ele é servido. pode ser em bons restaurantes ou em restaurantes ruins, o gosto é o mesmo.
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 mas não é só o arroz de campinas que me enoja. meu próprio arroz tem sido alvo da minha incontrolável repulsa, desta vez não por causa do gosto, mas da aparência.
tudo começou quando eu e o desenho fizemos um delicioso liguado ao molho de alcaparras (aliás, esquecemo-nos completamente de colocar as alcaparras! assim mesmo estava delicioso!). saciados e em êxtase após a refeição, nenhum de nós se animou a limpar a sujeira alimentar e peixística que havia ficado sobre a pia.
as dolorosas consequências deste mau passo se fizeram sentir no dia seguinte, quando, ao aproximar-me da pia, reparei que estava cheia de arroz sobre a superfície de inox. imprudentemente toquei em alguns grãos do misterioso arroz que ali aparecera e comecei a lavar a louça do dia anterior. surpresa, reparei que o arroz se mexia qual um ser vivo. foi quando me dei por mim: ERA um ser vivo. eram vermes!!!
da noite para o dia apareceram VERMES na pia da cozinha, atraídos pelo forte cheiro dos restos mortais do linguado com o qual nos fartamos. os traumas permanecem até hoje e manifestam-se num horror terrível toda vez que me deparo com um repulsivo grão de arroz, grande, mole e molhado. eventualmente um pouco curvado. eu às vezes invejo aquelas pessoas que, ao pressentirem o aparecimento de vermes, inventam uma insólita cosmogonia em vez de criar uma instabilidade emocional qualquer.
eu considero um ultraje que estes nojentos restos do alimento já consumido convivam harmoniosamente, dentro da pia, com os utensílios e talheres com os quais tocamos nossas delicadas bocas todos os dias.

21.8.09

41. mais chuva sobre campinas

pobre campinas.
foi só receber-me da volta das férias que está sendo vítima de um tempo descontroladamente chuvoso. e, segundo a previsão, a tendência é que assim permaneça por mais alguns dias.
como já disse, isso me desanima sobremaneira. não tenho vontade de sair de casa nem mesmo para ir ao barão, com seus funcionários sempre tão simpáticos [lembrar de colocar uma foto do barão mais adiante]. em casa, por outro lado, não tenho vontade de realizar minhas obrigações donas-de-casísticas e, ai de mim, tenho de conviver com a pia repleta de louças e restos variados e imundos de alimentos. felizmente, tenho sabido lidar com a repercussão psicológica de meus atos e não tenho me culpado como ocorre na propaganda da neura da limpeza. aliás, contento-me em nem mesmo dormir na minha confortável cama, trocando-a pelo duro e desengonçado sofá-cama azul. ali me deixo ficar por dias e dias, apenas ingerindo tortas de frango adquiridas no barão e outros suculentos petiscos da nabisco, bauducco e lacta, tais como o irresistível bon gouter de provolone.
algo que tem sido uma ótima companhia é, evidentemente, o site do FX, com os episódios completos de family guy e de american dad.

a quem se interessar: www.fxbrasil.com.br

acho que meu favorito é mesmo o american dad, com menos episódios exibidos gratuitamente no site - entretanto, a lista apresentada muda constantemente. ainda estou buscando captar a regularidade. outra hora escreverei longamente sobre isso, em um post destinado a esse assunto.

para não me desviar tanto, concluo dizendo que um outro companheiro de dias chuvosos será, certamente, joaquim manuel de macedo, com o seu clássico "a moreninha". tal obra-prima do romantismo mela-cueca brasileiro será discutida em aula.

16.6.09

38. campinas

campinas, afinal, é uma bonita cidade - se bem que hoje me pareceu bem menos atraente do que há duas semanas.
antes da minha mudança, muita gente disse que aqui não acontecia nada, que não tinha nada pra fazer em campinas. talvez essas pessoas estejam um pouco certas. entretanto, passei a apreciar a fauna e a flora da cidade e me ocupei durante alguns dias na busca de informações a respeito do bioma do sudeste brasileiro.
até duas semanas atrás, antes da minha viagem a porto alegre, campinas estava florida e outonal. as manhãs eram animadoras e ensolaradas, embora frias e secas. poucas coisas eram capazes de me importunar, pois a temperatura e o índice de umidade estavam muito ao meu agrado. afora tudo isso, uma bela garota flertou comigo na cantina durante alguns dias consecutivos.
após algum tempo em porto alegre, contudo, campinas já não me parece mais a mesma. hoje sequer vi o sol e o frio já passa um pouco dos limites. essas condições, em porto alegre, tudo bem. em porto alegre eu já sei que é assim mesmo que vai ser e não há nenhuma frustração envolvida. mas campinas mudou inconvenientemente. não vi mais flores coloridas, nem aquele ar sexy que envolvia a unicamp.