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6.11.09

70. eu também admiro paul mccartney enquanto homem

eu acho que ele é gostoso.
se ele, em 1967, fosse argentino, nem sei.
em hello, goodbye, ele está lindo. e sei que rolou um homoerotismo por parte do tiago em relação a ele ao ver aquele clipe. em strawberry fields forever ele, ainda por cima, aparece de bigode. eu prefiro homens de bigode. e com o peito peludo, óbvio.
e ele se veste bem, embora seja de uma forma insólita. mas ele combina muito bem as cores, como se pode ver em strawberry fields forever.
a parte em que ele, de amarelo, pula em uma árvore e o john aparece filmando é seguida de um close em seu rosto encantador e sensual. não por acaso, ele está de bigode.
em the fool on the hill ele está uma gracinha também. na parte do trem ele usa um colete trimassa, que combina absolutamente com um delicado chapéu. por debaixo de tal artefato cabecístico, seus frondosos cabelos castanhos, exibindo o corte masculino mais gracioso já visto.
que atire a primeira pedra quem não se sentir sinceramente erotizado com uma imagem como esta:

como eu dizia, repare que este belo conjunto "vinho" que ele elegantemente traja não é mais considerado de bom gosto aos olhos dos homens atuais, sejam eles homersimpsons ou metrossexuais! aliás, as próprias mulheres modernas não veem graça nenhuma em um homem trajado de vinho. eu acho que isso torna o paul ainda mais homem.
em the fool on the hill também podemos ver algo do olhar sedutor de paul. contudo, penso que este olhar, certamente da escola josé mayer, fica mais evidente e adquire sua maturidade - talvez plena - em hello, goodbye. ok, não estou respeitando a histocidade dos eventos, mas foda-se. pretendo mesmo continuar manipulando as aparições de paul a meu bel-prazer a fim de convencer o maior número possível de pessoas de que ele deve ser admirado enquanto homem ainda nos dias de hoje.
mas não estou mais afim de fazer isso agora. cansei. vou dormir.

20.10.09

69. aprendizaje

sei que hoje em dia está tri fora de moda na argentina, mas eu ainda gosto de sui generis. e são clássicos, porra. dizem tudo o que precisa ser dito. talvez no passado eu até já tenha posto aqui esta música, mas foda-se.



...aprendí a ser formal y cortés
cortándome el pelo una vez por mes
y se me aplazó la formalidad
es que nunca me gustó la sociedad...

de fato, uma das melhores coisas do ethos argentino é não achar os outros facilmente toleráveis. e uma das melhores coisas que li ultimamente, sem dúvida, foi aquele artigo no jornalista do olé que o desenho me mandou. gostaria de saber a repercussão que aquilo teve na própria argentina.
mas aquela descrição que ele coloca do maradona como verdadeiro argentino eu achei lindíssima. eu também sempre achei que o maradona é o melhor de todos e que o futebol argentino não perdeu nadinha com ele enquanto técnico. ok, não chegou a vencer em campo. mas não seria a argentina se não fosse assim, e se não fosse assim não seria bom.
esta coisa de ir do céu ao inferno em 1 minuto é fascinante. não ter autocrítica também.

19.10.09

68. maradona ou pelé?

67. maradona

Eliminatórias - 14/10/2009 - 05h13min


Peleia do Prata: "Maradona é o argentino mais argentino de todos"

Jornalista argentino do Olé fala de suas expectativas do clássico de hoje contra o Uruguai pelas Eliminatórias


Adrian Piedrabuena

A maior conquista de Diego Maradona não é ter convertido o gol mais bonito da história das Copas nem tampouco ter sido o maior jogador do planeta. Seu título máximo, aquele que nunca ninguém poderá alcançar, é o de representar o verdadeiro ser nacional. Diego foi, é e será o argentino mais argentino de todos. E essa condição será inalterável, independentemente do que o destino lhe tenha preparado para a seleção no Estádio Centenário. Diego resume a argentinidade como nenhum outro: talento, genialidade, arrogância, soberba, enorme capacidade de cair uma e mil vezes e levantar-se uma e mil vezes mais, falta de autocrítica, ilusão, esperança, autodestruição.

Enfim, a vida de Maradona bem pode se tratar da vida de um país que sempre teve tudo para ser feliz e jamais conseguiu. De ter tudo em um punho à dor de já não ter, sem meios termos. Diego põe em jogo sua coroa. Seus erros como treinador podem condená-lo. O povo que sempre o idolatrou e o acompanhou em suas recuperações hoje o critica, o questiona, pede sua cabeça. O “simdieguismo” que soubemos exercitar parece morto... Diego, como técnico, não é um Maradona, pelo contrário, é um treinador mais mortal da era moderna. Suas palavras não chegam a despertar Messi, seu Maradona. A seleção está em seu pior momento. E esse conceito não vai mudar por mais que hoje se classifique ao Mundial. O pais “futebolero” pede um milagre. O problema é que Maradona já não é Deus.

ZERO HORA - Editor-assistente do Olé, de Buenos Aires

24.4.07

34. sim, eu fui feliz na argentina

e muito.

e às vezes é como se fosse bem fácil eu ir de carris até a corrientes. eu quero guardar todos os argentinos dentro do meu quarto (e as argentinas também). eu quero pelo menos uma miniatura do 95 pra mim.

é estranho, pois é como se fosse ali, é como se eu pudesse pegar um T-qualquer coisa e ir na bond street.

o q faz falta mesmo é o calor humano. eu lembro até hoje do dono de uma banquinha de revistas que era a cara do gene wilder (não como ele está hoje, é claro). eu gostaria de mandar flores pra ele. e o taxista meio evo morales, então. nunca esquecerei de seus conselhos amistosos, nem das músicas populares latino-americanas que ele escutava durante o trajeto. me senti dentro do joguinho trópico (aliás, esse taxista parecia um dos bonequinhos do trópico).

em homenagem ao dono da banquinha, posto a foto de gene wilder:






6.8.06

28. estacion

todos sabemos que fue
un verano descalso y tuyo
que arrastraba entre los pies
gotas claras del mar oscuro.

en el pecho dos meganos eternos
y en los ojos un cielo transparente,
que brillaba atrás del sol,
serena y furiosamente.

quizas sepa que tenía
una eterna compañera,
que reía y se entregaba
desnuda sobre la arena,
que volaba cuando estaba en algún sueño
para despertarse dentro de su dueño,
al que le daba su amor,
hermosa y salvajemente.

27. será q eu seria feliz na argentina?

ontem eu e o desenho tínhamos aqui una borracha e aproveitamos para ouvir sui generis. q combinação. eu gostaria realmente q a argentina tivesse ganhado essa copa. toda vez q eu ouço sui generis eu penso q é muito legal, mas toda vez q eu lembro q eles são argentinos - quando vem a consciência disso - eu passo a achar MUITO melhor.
eu quero buenos aires de todas as formas q eu puder. mesmo continuando em porto alegre.

9.7.06

19.

rrrodolfo otero, árbitro auxiliar argentino, tragicamente marca impedimento da itália. o braço erguido como quem dança um tango no salão. segurando firmemente a bandeira quadriculada, ele marcha na lateral. posso escutar gardel ao fundo. por una cabeza. por una cabeza e não seria impedimento.