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4.6.07

37. fechamento do acervo da luta contra a ditadura

Prezados:

O atual governo estadual do RS pretende realizar um ataque frontal à História. Através da secretária de Cultura Mônica Leal (filha do Coronel Pedro Américo Leal, que foi chefe de polícia e importante agente repressivo da ditadura aqui no RS), este governo pretende fechar o Acervo da Luta Contra a Ditadura. A Comissão do Acervo da Luta Contra a Ditadura, que coordenava o Acervo, já perdeu seus principais membros, que pediram afastamento de seus respectivos cargos na Comissão em repúdio a tal ação. Dentre eles, estão o juiz João Carlos Bona Garcia (presidente da Comissão), o professor de História da UFRGS Enrique Serra Padrós e as sociólogas Sônia Ferreira e Lícia Peres. O Acervo mantém uma grande quantidade de documentação histórica sobre o período, essenciais ao trabalho do historiador. Esses conjuntos documentais provavelmente serão desmembrados se tal medida autoritária se realizar. O acesso aos mesmos talvez chegue a ser inviabilizado, ocultando assim uma parte significativa da nossa história.

Na próxima terça, 5 de junho, estaremos realizando um ato em protesto, com o apoio do DCE da UFRGS. A concentração se dará às 9:00, em frente à Faculdade de Educação da UFRGS (Campus Centro, quase na esquina da Osvaldo).

Por favor, repassem esta notícia e nos ajudem na \ntentativa de barrar esse ato de autoritarismo do governo do Estado do RS. Aos periódicos eletrônicos, peço que divulguem matérias sobre o assunto, para o que me disponho a auxiliá-los em tudo que for possível.

Grato a todos pela atenção,

Jaime Valim Mansan
Graduado em História pela UFRGS, mestrando em História pela PUCRS

31.5.07

36. pelotas

em vez de fichar o chaunu, fico pensando na viagem para pelotas. da última vez q por lá estivemos foi maravilhoso. como sempre, o acolhimento do FABULOSO hotel curi (páreo duro com o volpiano).
o seu curi, às vezes me pego perguntando se o seu curi ainda vai estar lá. o seu curi era a eficiência em pessoa, especialmente se comparado à trágica experiência da pocilga, vivida pouco antes da intalação no hotel. ele chegou a buscar informações sobre camisetinhas antigas de clubes (foi lá q comprei a minha do pelotas e a do grêmio autografada pelo jardel). outra belíssima aquisição foi o compacto do junior cantando "voa canarinho, voa": até hj tem lugar de destaque no meu quarto.
e será q a pizzaria da frente ainda existe? e o restaurante onde costumávamos almoçar, perto da casa do estudante?!? eu lembro q eu gastava cerca de 2 reais pelo almoço, com refri. e era comida caseira da melhor qualidade.
tb me pergunto se ainda permanece a máfia... do que era mesmo? era de um rede de casas lotéricas, aliás, o principal empreendimento de pelotas. creio q 67% dos estabelecimentos comerciais da cidade era composto por casas lotéricas. eu lembro q havia duas principais, cujos nomes não recordo, mas q provavelmente concorriam pela clientela oriunda da volumosa população de pessoas idosas.
o q intrigou naquela ocasião foi mesmo essas duas redes de casas lotéricas, especialmente pq na pocilga, dentre uma série de objetos suspeitíssimos, havia um cavalete publicitário da... como era mesmo o nome??

decidi colocar aqui um trecho q sobreviveu ao fim do antigo eu e o desenho, no qual relatamos, na época em q aconteceu, nossa viagem a pelotas:

"primeira volta na quadra na desconhecida pelotas. uma cidade-fantasma. velha, desabitada, com estabelecimentos comerciais muito antigos e pouco frequentados. habitantes muito velhos. nenhum jovem até agora. e o que é melhor: nenhum JOVEM QUE OUVE ROCK!!os empreendimentos comerciais existentes certamente fracassariam aqui em porto alegre. a maioria visava um público sexagenário, daí a presença de tantas casas lotéricas. inúmeras. e a impressão que dava é que elas se proliferavam a medida em que os dias se passavam. a maior delas, chamada "corrida do ouro", possuía mais de 70 lojas, só na região central. sua rival, "esquina da sorte", contava com um número bem menor, mas podia ser bem mais perigosa...o que significaria tudo isso? o que estaria por trás da máfia das casas lotéricas frequentadas por idosos?! ainda era cedo demais para saber. mas tínhamos certeza de que algo muito estranho nos aguardava..."

este trecho é importante por enunciar os nomes das casas lotéricas: corrida do ouro e esquina da sorte. quero ver se permanecem lá.

por um momento tb tive vontade de verificar em q estado se encontra a pocilga e a casa ao lado. será q eu ainda saberia chegar lá? será q ainda é uma pocilga, será q lá ainda acontecem as mesmas atividades q outrora aconteciam? e a casa do lado, com as velhas cheias de quinquilharias?? acho q eu gostaria de rever aquele local de forma distante e enfim compreender tudo.

25.4.07

35.

semana passada vi um filme. não era um filme bom, era com bruce willis, mas isso não vem ao caso. o importante é que o bruce willis era um detetive e morava em um barco. o barco tinha o interior todo revestido de madeira.
talvez isso seja um elemento estrutural em filmes sobre detetives, pois em outra circunstância, não sei se já mencionei aqui, vi um filme em que chavy chase era um detetive que morava em um barco cujo interior era revestido com madeira. desde então, cobiço morar em um barco desses. não tenho tanta certeza quanto a ser detetive.

24.4.07

34. sim, eu fui feliz na argentina

e muito.

e às vezes é como se fosse bem fácil eu ir de carris até a corrientes. eu quero guardar todos os argentinos dentro do meu quarto (e as argentinas também). eu quero pelo menos uma miniatura do 95 pra mim.

é estranho, pois é como se fosse ali, é como se eu pudesse pegar um T-qualquer coisa e ir na bond street.

o q faz falta mesmo é o calor humano. eu lembro até hoje do dono de uma banquinha de revistas que era a cara do gene wilder (não como ele está hoje, é claro). eu gostaria de mandar flores pra ele. e o taxista meio evo morales, então. nunca esquecerei de seus conselhos amistosos, nem das músicas populares latino-americanas que ele escutava durante o trajeto. me senti dentro do joguinho trópico (aliás, esse taxista parecia um dos bonequinhos do trópico).

em homenagem ao dono da banquinha, posto a foto de gene wilder:






33. mais um desenho do desenho (e de mim)



ana paula, aluna nossa no alternativa, fez esse lindo desenho, meu e do desenho, e levou hoje na aula. alunos artistas, hã?

20.4.07

32.

o desenho acha q o cara q faz massagens todas as manhãs tem um problema na coluna. ele atribui ao problema na coluna a razão pela qual o cara necessita das massagens. eu discordo do desenho. eu acredito que o cara decidiu adotar esse estilo de vida.

13.2.07

31. esquemão forte DO VÉIO - parte 1

intercalarei fotos, ou seja, documentos que comprovam, empiricamente, o que realmente aconteceu no esquemão forte, com as tão esperadas ESTATÍSTICAS do esquemão.

primeira foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, ignorou completamente a idéia do jonas.


segunda foto: joana revoltada com a idéia do jonas.




total de idéias do jonas: 82.


terceira foto: marcus investindo em felipeta. sendo ignorado.

quarta foto: tiago gil e bruna se preparando para apunhalar a gralha da velha, ignorando a informação de jonas de que isso seria trabalho para o nêgo xola.



índice de vezes em que pessoas se ignoraram: 41/5

quinta foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, peidando.




30. esquemão forte DO VÉIO - parte 2

sexta foto: parece que o marcus já estava conseguindo cativar felipeta, que, nessa foto, sorria docemente.

sétima foto: foto engraçada do gabi.


oitava foto: foto explicativa da grande quantidade de pêlos encontrados boiando na piscina após o esquemão.


nona foto: como a fabi não veio, bibi se entregou à bebida.



quantidade de cevas consumidas: 117


décima foto: eu e esse desenho


décima primeira foto: rod no esquemão.

6.8.06

28. estacion

todos sabemos que fue
un verano descalso y tuyo
que arrastraba entre los pies
gotas claras del mar oscuro.

en el pecho dos meganos eternos
y en los ojos un cielo transparente,
que brillaba atrás del sol,
serena y furiosamente.

quizas sepa que tenía
una eterna compañera,
que reía y se entregaba
desnuda sobre la arena,
que volaba cuando estaba en algún sueño
para despertarse dentro de su dueño,
al que le daba su amor,
hermosa y salvajemente.

27. será q eu seria feliz na argentina?

ontem eu e o desenho tínhamos aqui una borracha e aproveitamos para ouvir sui generis. q combinação. eu gostaria realmente q a argentina tivesse ganhado essa copa. toda vez q eu ouço sui generis eu penso q é muito legal, mas toda vez q eu lembro q eles são argentinos - quando vem a consciência disso - eu passo a achar MUITO melhor.
eu quero buenos aires de todas as formas q eu puder. mesmo continuando em porto alegre.

29.7.06

26. eu e o desenho em caxias

o hotel volpiano nos tratou muuuuuuuuito bem em caxias, principalmente pq a chuva contínua impedia q andássemos pela cidade. nós ficamos no melhor quarto de hotel da história dos quartos de hotel, desde o curi.
a senhora do café da manhã perguntou se eu, o desenho e o marcus éramos uma banda. eu disse q sim, q nós éramos, na hora até inventei um nome sofisticado pra banda e disse q estávamos fazendo muito sucesso no exterior.
[eu disse a verdade sobre não sermos de uma banda. eu não conseguiria mentir para aquela senhora.]



descrição minuciosa do quarto do majestoso HOTEL VOLPIANO, em q ficamos:

precisamente às 15:05 abrimos a larga porta de madeira do quarto 502. certamente havia algum equívoco, pois pessoas como nós jamais ficariam num quarto com uma porta daquelas. a primeira coisa com a qual nos deparamos foi a SALA. sim, a gente entrava no quarto pela sala. pela SALA DE JANTAR. depois vinha a SALA DE ESTAR propriamente dita. na sala de estar podíamos escolher um dos 547 canais disponíveis na tv. e foi o q ficamos fazendo por 5 dias.

15:10. abrimos uma das imensas janelas para ver q surpreendente visão nos aguardava.

eu: vou abrir a janela pra ver a vista.
o desenho: a vista pra um monte de telhados de casas ridículas.
eu: (abro a janela)
o desenho: o ALFREDO JACONI!!



exatamente. a vista era para nada mais, nada menos do q o ALFREDO JACONI. grande, porém pequeno. grande em vista do q esperávamos ver pela janela. pequeno se pensarmos q é um ESTÁDIO de futebol.

tiramos 269 fotografias de todos os ângulos do jaconi. perturbados pela chuva q não parava, nosso maior entretenimento era eventualmente ir até a janela e fotografar mais uma vez o estádio.

como o monumental HOTEL VOLPIANO oferecia acesso à internet gratuitamente para seus hóspedes, procuramos também quem foi de verdade o tal ALFREDO JACONI. foi esse senhor aqui embaixo:



o quarto do marcus era super anos 80. o nosso era 70.

tb adquiri livros. livros bons. e não posso dizer muitas coisas mais sobre a cidade. para finalizar, deixo a foto do leão:



18.7.06

24.

"em primeiro lugar, a partir de 1801 já não entendo seu comportamento. não é por falta de documentos: cartas, fragmentos de memórias, relatórios secretos, arquivos de polícia. ao contrário, tenho quase excesso disso. o q falta em todos esses testemunhos é firmeza, consistência. eles não se contradizem, mas também não se conciliam; não parecem se referir à mesma pessoa. e no entanto os outros historiadores trabalham com informações de mesmo tipo. como fazem eles? serei emais escrupuloso ou menos inteligente? aliás, colocada assim, a pergunta não me perturba. no fundo, o q procuro? não tenho idéia. durante muito tempo o homem rollebon me interessou mais do q o livro por escrever. mas agora o homem... o homem começa a me entediar. estou preso ao livro, sinto uma necessidade cada vez mais intensa de escrevê-lo - à medida que envelheço, dir-se-ia.[...] muito bem: ele pode ter feito tudo isso, mas não há provas: começo a achar q nunca se pode provar nada. trata-se de hipóteses honestas q explicam os fatos: mas sinto tão claramente q provêm de mim, q simplesmente uma maneira de unificar meus conhecimentos!... não vem nenhum lampejo da parte de rollebon. lentos, preguiçosos, enfadonhos, os fatos se acomodam ao rigor da ordem q quero lhes dar, mas ele lhes permanece exterior. tenho a impressão de estar fazendo um trabalho puramente imaginativo. além do mais, estou convencido de q personagens de romance pareceriam mais verdadeiros; seriam pelo menos mais agradáveis."
[a náusea - j-p sartre]

12.7.06

23. corinthians X cruzeiro

fazer o q, né? olhei o segundo tempo desse jogo, admito.
ai, não posso deixar de comentar: q coisa mais ridícula a roupa do árbitro!! meu deus, era constrangedor!
a bermuda dele era MUUUUUITO apertada!! nossa, era VULGAR...
eu estava assistindo sem o som, mas eu tenho certeza - de vez em qdo, a câmera focava a bunda dele - q os comentaristas devem ter reparado e dito coisas como, "nossa! como é q essa pessoa está conseguindo se locomover em campo?!".
eu não posso admitir nenhuma outra reação q não a surpresa e/ou o constrangimento silencioso diante daquela cena.
a bunda dele chegava a estar brilhosa, assim, na bermuda, de tão esticadinha, e isso me fazia pensar no desconforto de correr sempre com aquela sensação incômoda entre as nádegas. q coisa mais desagradável, uma roupa q certamente não foi pensada para a profissão a q se destina! o cara parecia estar usando um traje de banho feminino dos anos 40 ou 50!
outro aspecto digno de nota nestes meus comentários acerca da arbitragem do jogo corinthians X cruzeiro é o fato de o cabelo do árbitro ser igualzinho ao do nikos! e ele corria lá, com aquela bermuda e com aquele cabelo, q nem se mexia de tanto gel (ou seja lá o q) q ele tinha colocado no cabelo.

22.

finalmente cortarei meu ridiculo cabelo hj. ah, finalmente!
o alexandre, o cara q geralmente corta meu cabelo, me deixou plantada esperando por ele duas vezes. cheguei a pensar era um sinal, a fase dos cabelos curtos JAERA.
mas acho q vou dar mais uma chance pra eles, pros meus cabelos. talvez ele tenha razao e eu fique mais bonita de cabelos curtos e pretos mesmo. vamos ver. vou cortar mais essa vez, depois nao se sabe.
eu quero cortar meus cabelos e pintar e ficar bem bonita!
eu quero ir bonita pra caxias. eu quero estar bonita e alegre na vida. quero estar bonita e viajar. talvez no verao. eh melhor viajar no verao hehehe
daniela era um plano pro meu proximo verao. mas nao quero mais ir pra la. daniela ja foi um bom lugar no ultimo verao. agora eh bola pra frente. agora eh escolher um lugar q possa ser bom pra mim no futuro.

9.7.06

21.

vejo a comemoração da seleção da itália agora e penso nos jogadores assim:
é um seriado. todos eles fazem parte de uma agência de modelos em uma cidade italiana onde só tem homens. exatamente, só tem homens. eles ficam se enrosando uns nos outros, eventualmente suas bocas se aproximam quase se beijando.
são homens fortes, vestidos com roupas de futebol, fotografando num gramado. pulam como pulariam seres mitológicos da cidade mitológica habitada unicamente por homens. pulam uns perto dos outros, se tocam, uns sentam no colo dos outros e se acariciam.
todos eles têm nomes inverossímeis, forçados, tentando desesperadamente evidenciar q são italianos: luca toni, grosso, de rossi.
eles têm uma feminilidade lésbica, juntos. são muito homens. não são necessariamente bonitos, mas exalam testosterona por todos os poros.

20. a poesia do futebol

tudo o q queria era voltar a ver os jogos de trinidad. não novos jogos de trinidad. os jogos já jogados nessa copa. não os jogos jogados vistos em gravação. não. os jogos jogados vistos naquela época. aquela época é q era boa. naquele tempo eu era feliz. qdo eu via trinidad jogar e me emocionava e podia saber q tudo estava no seu lugar.
zizou, quem é zizou afinal? esse jogo entre itália e frança representa a desilusão completa com o mundo. onde já se viu frança em final de copa? pssss... frança em final de copa, certo. quem ainda não viu q a copa já acabou? alguém faça logo um gol, por favor, pra acabar logo essa droga. seja quem for, mas faça logo um gol. incapazes.

19.

rrrodolfo otero, árbitro auxiliar argentino, tragicamente marca impedimento da itália. o braço erguido como quem dança um tango no salão. segurando firmemente a bandeira quadriculada, ele marcha na lateral. posso escutar gardel ao fundo. por una cabeza. por una cabeza e não seria impedimento.

18. final

maldita final da copa, q estou assistindo. nem mesmo essa alegria. odeio esses intelectuais q odeiam futebol de forma pretensiosa. eu quero q esse jogo fique empatado pra sempre e se declare q desta vez não teremos nenhum vencedor. pq eu não quero q frança vença, não, a frança ganhou de portugal. e tb não quero q a itália vença. a itália, se vencer, encosta com o brasil em número de títulos. e os jogadores já se acham bonitos demais pra terem ainda mais coisas pra se vangloriarem. além disso, os nomes deles não são verossímeis, dá pra ver q alguém inventou isso tudo. luca toni rárárá. ninguém se chama luca toni, a não ser em histórias em quadrinhos. em uma HQ eu posso imaginar um italiano forte chamado luca toni, jogador de futebol e sempre com a cara de uma estátua. mas é clichê demais pra ser a vida real, então eu não acredito q a seleção da itália exista realmente.
ah, todos sabemos. esse jogo deveria ser anulado. quem é q deseja assistir à itália e frança? certo, algumas mulheres, mas e além delas? quem mais?? um jogo sem nenhuma emoção, com ATORES em campo!! atores com nomes muito falsos fazendo de conta q são italianos!! ah, por favor...

ontem voltando pra casa senti outra vez as belezas do mundo real. a verdade nua e crua. peguei um VILA ELZA lotado. mas lotado como ninguém q mora em porto alegre pode imaginar o q seja. depois de mim entrou uma mulher com duas crianças e a porta não fechava. o motorista ficou ainda parado um tempo, forçando a porta contra as costas das três pessoas, mas foi em vão. é a física, não fecha mesmo.
então seguiram todos com a porta aberta mesmo. pelo menos entrava um ar, o q provavelmente ajudou um menino q estava sentado a conter a ânsia de vômito. ainda bem.

cássia entra no ônibus. recepção: senhora grita para o menino, q ela não conhece, não é filho dela - "se tu for vomitar me avisa, q eu desço!"

o melhor dessas situações é o sentimento de união e cumplicidade entre todos. em geral é quando a viagem de ônibus fica mais divertida, surpreendente. naquele momento, todos se conhecem e, contraditoriamente, se gostam. riem juntos. todo mundo se une contra o inimigo comum, no caso, a empresa de ônibus. sentimentos de identidade afloram violentamente.
alguns, mais exaltados, propõem rebeliões contra a empresa. tentativas malfadadas de insurreição ocorrem em locais isolados do ônibus. outros, misturam solidariedade com bom humor.

senhora tenta entrar no ônibus, mas é mal recebida por todos:
- sai daí! não cabe mais ninguém!
alguém [do sexo feminino] tenta considerar os dois lados da situação:
- a senhora não tem culpa pessoal! todo mundo quer voltar pra casa!
alguém [do sexo feminino] é mal recebido por todos:
- então deixa ela sentar no teu colo!
alguém [do sexo feminino] ainda reage:
- pode mandar ela sentar no meu colo, então!
todos riem. alguém [do sexo feminino] e os outros todos riem.

continuo torcendo pra q não saia gol nenhum. tomara q fique empatado, tomara. o luca toni no meu álbum tem cara de palhaço. o nariz dele faz ter essa impressão. a boca dele tb, é tão grande e vermelha. não acho q uma boca grande e vermelha seja sinal de sensualidade. o arrelia não era sensual.

tenho tido dificuldade em DEFECAR ultimamente. já tentei a sobrecarga de chocolate, mas tem sido em vão. certo, é desagradável.

tenho um plano para burlar as obrigações do mestrado. vou fazer apenas uma monografia, e não três como me foi solicitado. e vou entregar a mesma para todas as cadeiras, igualzinha, ainda q as três cadeiras tenham tido temáticas muito diferentes. para convencer os professores de q a monografia entregue a eles tem relação com o assunto estudado ao longo do semestre, colocarei nas referências bibliográficas os livros trabalhados em sala de aula.

"a itália tem um problema muito sério de meio-campo"
pênalti não marcado para a frança.

estou começando a ficar triste por ter q continuar este post. não é o quero pra minha vida. vou encerrá-lo.