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12.3.10

79. porto alegre na década de 1920

pesquisando no correio do povo da década de 1920 (belíssima aquisição recente do núcleo de pesquisa histórica da UFRGS), encontrei algumas curiosidades, principalmente relacionadas à publicidade da época.
a primeira que posto aqui é um anúncio da peça "o demônio familiar", de josé de alencar, que difunde a ideia de que o negro deve ser tutelado.

esta peça foi encenada pela primeira vez em 5 de novembro de 1857, no rio de janeiro, e recebeu os maiores elogios de toda a imprensa da época - à exceção de paula brito, no jornal a marmota. de fato, ela parece ter sido um marco na dramaturgia brasileira, já que rompeu com o teatro romântico, introduzindo a discussão sobre problemas sociais no teatro da terrinha.
bom, em 1857 uma peça que apresenta um escravo intrigueiro que por motivos mesquinhos arruína os destinos de vários personagens, está bem obviamente, digamos, dentro do contexto. a própria repercussão que a peça teve denota o quanto este (a instituição escravista) era um assunto a ser debatido. o nosso grande josé de alencar se posicionou politicamente acerca de um assunto candente do período.
mas esta peça foi novamente encenada em porto alegre no ano de 1922, no principal teatro da cidade. mais uma vez: ok ser uma peça em primeiro lugar de um autor canônico, considerado um dos grandes nacionais. entretanto, o assunto da peça, tão aparentemente restrito ao século XIX, sendo novamente posto em cena quase 70 anos depois... certamente nos possibilita reflexões acerca do nosso pós-abolição, hã?
não que o josé de alencar, por ter escrito lá no século XIX, não tenha contado com outras possibilidades de posicionamento. a perspectiva que ele deu à peça - e a toda uma questão social envolvendo a escravidão no brasil, então único país independente ainda escravista - foi a que ele escolheu dentre outras possíveis. vide machado de assis, por exemplo.
mas o que eu quero dizer é que normalmente as pessoas restringem os problemas gerados pela escravidão ao período anterior a 1888. a não ser pelo trabalho dos próprios historiadores, certos aspectos da história recente do país vão sendo aos poucos convenientemente esquecidos.
quando a gente se depara com algo tão real quanto um pedaço de um jornal de grande circulação em porto alegre (não no rio ou em são paulo, aqui mesmo), falando sobre uma peça a ser encenada no principal - e mais chique - teatro da cidade, sendo que essa peça defende a ideia da necessidade da tutela sobre a propulação negra - e isso tudo no ano de 1922 - talvez algumas coisas se tornem mais concretas.
sei que a digitalização não saiu das melhores, mas repare na cara do escravo, pedro. o próprio desenho que divulga a peça já indica que o principal do texto de josé de alencar parece ter sido mantido: o caráter do escravo. não por acaso, nesta mesma década de 1920 se firmavam teorias acerca do caráter do negro... aliás, não é difícil encontrar algumas delas no próprio correio do povo, devidamente assinadas por ilustres cidadãos gaúchos.
voltando ao século XIX, uma das pessoas que conferiu uma crítica muito positiva ao demônio familiar foi o próprio machado de assis. reproduzo o texto dele, de 1866, logo aqui abaixo, pensando no que o cara que foi o autor dos personagens subalternos mais interessantes da literatura brasileira oitocentista queria dizer com isso...


O TEATRO DE JOSÉ DE ALENCAR 
Uma grande parte das nossas obras dramáticas apareceu neste último decênio, devendo contar-se entre elas as estréias de autores de talento e de reputação, tais como os Srs. Conselheiro José de Alencar, Quintino Bocaiúva, Pinheiro Guimarães e outros. O Sr. Dr. Macedo apresentou ao público, no mesmo período, novos dramas e comédias, e estava obrigado a fazê-lo, como autor do Cego e do Cobé. Desgraçadamente, causas que os leitores não ignoram fizeram cessar o entusiasmo de uma época que deu muito, e prometia mais. Deveremos citar entre essas causas a sedução política? Não há um, dos quatro nomes citados, que não tenha cedido aos requebros da deusa, uns na imprensa, outros na tribuna. Ora, a política que já nos absorveu, entre outros, três brilhantes talentos poéticos, o Sr. conselheiro Otaviano, o Sr. senador Firmino, o Sr. conselheiro José Maria do Amaral, ameaça fazer novos raptos na família das musas. Parece-nos, todavia, que se podem conciliar os interesses da causa pública e da causa poética. Basta romper de uma vez com o preconceito de que não cabem na mesma fronte os louros da Fócion e os louros de Virgílio. Por que razão o poema inédito do Sr. conselheiro Amaral e as poesias soltas do Sr. conselheiro Otaviano não fariam boa figura ao lado dos seus despachos diplomáticos e dos seus escritos políticos? Até que ponto deve prevalecer um preconceito que condena espíritos educados em boa escola literária ao cultivo clandestino das musas? Felizmente, devemos reconhecê-lo, vai-se rompendo a pouco e pouco com os velhos hábitos.
O Sr. Dr. Macedo, que ocupa um lugar na política militante, publicou há tempos um romance; o Sr. Dr. Pedro Luís não hesita em compor uma ode, depois de proferir um discurso na câmara; o Sr. conselheiro Alencar, que, apesar de retirado da cena política, será mais tarde ou mais cedo chamado a ela, enriqueceu a lista dos seus títulos literários. Que nenhum deles esmoreça nestes propósitos; é um serviço que a posteridade lhes agradecerá.
Desculpe-nos se há ingenuidade nestas reflexões; nem nos levem a mal se assumimos por este modo a promotoria do Parnaso, fazendo um libelo contra a república. Contra, não; mesmo que pregássemos o divórcio das musas e da política, ainda assim não conspirávamos em desfavor da sociedade; de qualquer modo é servi-la, e a história nos mostra que, após um longo período de séculos, é principalmente a musa de Homero que nos faz amar a pátria de Aristides.
Dos recentes poetas dramáticos a que nos referimos no começo deste artigo, é o Sr. Alencar um dos mais fecundos e laboriosos. Estreou em 1857, com uma comédia em dois atos, Verso e reverso. A primeira representação foi anunciada sem nome de autor, e os aplausos com que foi recebida a obra animaram-lhe a vocação dramática; daí para cá escreveu o autor uma série de composições que lhe criaram uma reputação verdadeiramente sólida. Verso e reverso foi o prenúncio; não é decerto uma composição de longo fôlego; é uma simples miniatura, fina e elegante, uma coleção de episódios copiados da vida comum, ligados todos a uma verdadeira idéia de poeta. Essa idéia é simples: o efeito do amor no resultado das impressões do homem. Aos olhos de protagonista, no curto intervalo de três meses, o mesmo quadro aparece sob um ponto de vista diverso; começa por achar no Rio de Janeiro um inferno, acaba de ver nele um paraíso; a influência da mulher explica tudo. Dizer isto é contar a comédia; a ação, de extrema simplicidade, não tem complicados enredos; mas o interesse mantém-se de princípio a fim, através de alguns episódios interessantes e de um diálogo vivo e natural.
Verso e reverso não se recomenda só por essas qualidades, mas também pela fiel pintura de alguns hábitos e tipos da época; alguns deles tendem a desaparecer, outros desapareceram e arrastariam consigo a obra do poeta, se ela não contivesse os elementos que guardam a vida, mesmo através das mudanças do tempo. Aquela comédia não encerra todo o autor das Asas de um anjo, mas já se deixa ver ali a sua maneira, o seu estilo, o seu diálogo, tudo quanto representa a sua personalidade literária, extremamente original, extremamente própria. Há sobretudo um traço no talento dramático do Sr. Alencar, que já ali aparece de uma maneira viva e distinta; é a observação das coisas, que vai até as menores minuciosidades da vida, e a virtude do autor resulta dos esforços que faz por não fazer cair em excesso aquela qualidade preciosa. É sem dúvida necessário que uma obra dramática, para ser do seu tempo e do seu país, reflita uma certa parte dos hábitos externos, e das condições e usos peculiares da sociedade em que nasce; mas além disto, quer a lei dramática que o poeta aplique o valioso dom da observação a uma ordem de idéias mais elevadas e é isso justamente o que não esqueceu o autor do Demônio familiar. O quadro do Verso e reverso era restrito demais para empregar rigorosamente esta condição da arte; e todavia há de merecer a atenção dos espectadores, ainda quando desapareçam completamente da sociedade fluminense os elementos postos em jogo pelo autor; e isso graças a três coisas: ao pensamento capital da peça, ao desenho feliz de alguns caracteres, e às excelentes qualidade do diálogo.
Verso e reverso deveu o bom acolhimento que teve, não só aos seus merecimentos, senão também à novidade da forma. Até então a comédia brasileira não procurava os modelos mais estimados; as obras do finado Pena, cheias de talento e de boa veia cômica, prendiam-se intimamente às tradições da farsa portuguesa, o que não é desmerecê-la mas defini-la; se o autor do Noviço vivesse, o seu talento, que era dos mais auspiciosos, teria acompanhado o tempo, e consorciaria os progressos da arte moderna às lições da arte clássica.
Verso e reverso não era ainda a alta comédia, mas era a comédia elegante; era a sociedade polida que entrava no teatro, pela mão de um homem que reunia em si a fidalguia do talento e a fina cortesia do salão.
A alta comédia apareceu logo depois, com o Demônio familiar. Essa é uma comédia de maior alento; o autor abraça aí um quadro mais vasto. O demônio da comédia, o moleque Pedro, é o Fígaro brasileiro, menos as intenções filosóficas e os vestígios políticos do outro. A introdução de Pedro em cena oferecia graves obstáculos; era preciso escapar-lhes por meios hábeis e seguros.
Depois, como apresentar ao espírito do espectador o caráter do intrigante doméstico, mola real da ação, sem fazê-lo odioso e repugnante? Até que ponto fazer rir com indulgência e bom humor das intrigas do demônio familiar? Esta era a primeira dificuldade do caráter e do assunto. Pelo resultado já sabem os leitores que o autor venceu a dificuldade, dando ao moleque Pedro as atenuantes do seu procedimento, até levantá-lo mesmo ante a consciência do público.
Primeiramente, Pedro é o mimo da família, o enfant gâté, como diria o viajante Azevedo; e nisso pode-se ver desde logo um traço característico da vida brasileira. Colocado em uma condição intermediária, que não é nem a do filho nem a do escravo, Pedro usa e abusa de todas as liberdades que lhe dá a sua posição especial; depois, como abusa ela dessas liberdades? por que serve de portador às cartinhas amorosas de Alfredo? por que motivo compromete os amores de Eduardo por Henriqueta, e tenta abrir as relações de seu senhor com uma viúva rica? Uma simples aspiração de pajem e cocheiro; e aquilo que noutro repugnaria à consciência dos espectadores, acha-se perfeitamente explicado no caráter de Pedro. Com efeito, não se trata ali de dar um pequeno móvel a uma série de ações reprovadas; os motivos do procedimento de Pedro são realmente poderosos, se atendermos a que a posição sonhada pelo moleque, está de perfeito acordo com o círculo limitado das suas aspirações, e da sua condição de escravo; acrescente-lhe a isto a ignorância, a ausência de nenhum sentimento do dever, e tem-se a razão da indulgência com que recebemos as intrigas do Fígaro fluminense.
Parece-nos ter compreendido bem a significação do personagem principal do Demônio familiar; esta foi, sem dúvida, a série de reflexões feitas pelo autor para transportar ao teatro aquele tipo eminentemente nosso. Ora, desde que entra em cena até o fim da peça, o caráter de Pedro não se desmente nunca: é a mesma vivacidade, a mesma ardileza, a mesma ignorância do alcance dos seus atos; e se de certo ponto em diante, cedendo as admoestações do senhor; emprega as mesmas armas da primeira intriga em uma nova intriga que desfaça aquela, esse novo traço é o complemento do tipo. Nem é só isso: delatando os cálculos de Vasconcelos a respeito do pretendente de Henriqueta, Pedro usa do seu espírito enredador, sem grande consciência nem do bem nem do mal que pratica; mas a circunstância de desfazer um casamento que servia aos interesses de dois especuladores, dá aos olhos do espectador uma lição verdadeiramente de comédia.
O Demônio familiar apresenta um quadro de família, com o verdadeiro cunho da família brasileira; reina ali um ar de convivência e de paz doméstica, que encanta desde logo; só as intrigas de Pedro transtornam aquela superfície: corre a ação ligeira, interessante, comovente mesmo, através de quatro atos, bem deduzidos e bem terminados. No desfecho da peça, Eduardo dá a liberdade ao escravo, fazendo-lhe ver a grave responsabilidade que desse dia em diante deve pesar sobre ele, a quem só a sociedade pedirá contas. O traço é novo, a lição profunda. Não supomos que o Sr. Alencar dê às suas comédias um caráter de demonstração; outro é o destino da arte; mas a verdade é que as conclusões do Demônio familiar, como as conclusões de Mãe, têm caráter que consolam a consciência; ambas as peças, sem saírem das condições da arte, mas pela própria pintura dos sentimentos e dos fatos, são um protesto contra a instituição do cativeiro.
Em Mãe é a escrava que se sacrifica à sociedade, por amor do filho; no Demônio familiar, é a sociedade que se vê obrigada a restituir a liberdade ao escravo delinqüente.
A peça acaba, sem abalos nem grandes peripécias, com a volta da paz da família e da felicidade geral. All is well that ends well, como na comédia de Shakespeare.
Não entramos nas minúcias da peça; apenas atendemos para o que ela apresenta de mais geral e mais belo; e contudo não falta ainda que apreciar no Demônio familiar, como por exemplo, os tipos de Azevedo e de Vasconcelos, as duas amigas Henriqueta e Carlotinha, tão brasileiras no espírito e na linguagem, e o caráter de Eduardo, nobre, generoso, amante. Eduardo sonha a família, a mulher, os hábitos domésticos, pelo padrão da família dele e dos costumes puros de sua casa.
Mais de uma vez enuncia ele os seus desejos e aspirações, e é para agradecer a insistência com que o autor faz voltar o espírito do personagem para esse assunto.
“A sociedade, diz Eduardo, isto é, a vida exterior, ameaça destruir a família, isto é, a vida interior.” A esta frase acrescentaremos este período: “A mulher moderna, diz Madama d’Agout, vive em um centro, que não é nem o ar grave da matrona romana, nem a morada aberta e festiva da cortesã grega, mas uma coisa intermediária que se chama sociedade, isto é, a reunião sem objeto de espíritos ociosos, sujeitos às prescrições de uma moral que pretende em vão conciliar as diversões de galanteria com os deveres da família.” Há, sem dúvida, mais coisas a dizer sobre a excelente comédia do Sr. José de Alencar; não nos falta disposição, mas espaço; nesta tarefa de apreciação literária há momentos de verdadeiro prazer; é quando se trata de um brilhante e de uma obra de gosto. Quando podemos achar uma dessas ocasiões é só com extremo pesar que não a aproveitamos toda.
Guardamos para outro artigo a apreciação das demais obras do distinto doutor do Demônio familiar.
6 de março de 1866.

8.3.10

78.

monsieur reveillon entrou retumbante na sala de jantar.
paralisando seus talheres no ar, madame juliette d'abajour olhou faiscante para george bidé. seu segredo seria finalmente revelado diante de todos, inlcusive do marido, monsieur cornichon?
todos voltaram-se para reveillon, a espera. os olhares fixos, as bocas entreabertas, os cabelos bem penteados já não importavam mais. reveillon permanecia parado, sério, quase desaforado.
um som agudo de cristais partindo foi seguido por um grito de madame d'abajour. a luxuosa e cintilante toalha sobre a mesa cuidadosamente posta agora continha uma larga mancha de vinho tinto, a escorrer por sobre a fina calça branca de monsieur cornichon.
madame d'abajour tremia, por entre lágrimas. era evidente seu estado de nervos.
george bidé levantou-se ansioso, a recolher os cacos da taça quebrada, esfregando avidamente um delicado guarnapo de linho inglês por sobre a mancha de vinho.
monsieur cornichon levantou-se constragido pela mancha na calça, passando sobre as partes sujas os dedos desajeitados. olhando inseguro para monsieur reveillon, finalmente disse:
- e então, mon ami? que notícia nos trazes?
monsieur reveillon aproximou-se lentamente, o chapéu nas mãos. george bidé massageava ternamente os ombros tensos de madame d'abajour.

77. adendo

doesn't have a point of view,
knows not where he's going to,
isn't he a bit like you and me?

23.2.10

75. como combater uma invasão de formigas

o apartamentão sofreu com uma invasão destes pequeninos seres, que sempre parecem tão simpaticos.
o primeiro foco da invasão foi, obviamente, a cozinha, muito embora algumas isoladas tivessem sido vistas em cômodos diversos anteriormente. mas na cozinha a coisa foi diferente. elas tomaram o balcão azul, depois infestaram a parte inferior do balcão branco, tomaram o inox da pia. chegaram a formar pequenos núcleos de ação na beirada da janela, onde resplandescia o fofinho pote de mel em formato de ursinho, adquirido no super barão.
tivemos receio de que a invasão se alastrasse. foi quando percebemos o aumento populacional das habitantes do banheiro e algumas trilhas irrecorrentes no quartinho da frente. isso foi na semana anterior à nossa última ida para campinas.
na véspera da partida, resolvemos tomar uma providência, ou elas sitiariam o apartamentão durante a nossa ausência. adquirimos iscas para envenenar formigas domésticas no zaffari e, após uma limpeza minuciosa da cozinha, principal área afetada, as posicionamos em locais estratégicos.
ao retornarmos, a situação estava aparentemente controlada, mas bastou alguns poucos dias de comilanças e sujeira para que se retornasse ao ponto inicial.
buscamos, então, ajuda do google. era a última solução possível. e é por isso que resolvi redigir este post sobre os modos mais eficazes de combater as pequenas e inofensivas formigas. nada (ou quase nada) do que diz o google funciona realmente.

1. jamais compre as famosas iscas para formigas. elas sabem muito bem do que se trata e desviam sua trilha dos locais onde você colocá-las. lembre-se: as formigas pensam como você. um quadradinho preto te parece atrativo? nem a elas. se quiser colocar iscas para atraí-las - o que pode ser um bom começo -, coloque algo que você mesmo comeria, lutaria para comer, perderia a racionalidade só para ter aquele delicioso sabor sobre suas papilas gustativas: um pudim, um copo de nescau ou de coca-cola, cobertura de chocolate, um pote de chandelle.
2. é conversa fiada essa história de colocar detergente de louça sobre as fendas do chão ou da parede por onde as trilhas delas passam. o método mais eficaz de destrui-las, quando estão nas suas longas e populosas trilhas, é sobrepujá-las com sua superioridade física. uma boa chinelada sobre o acúmulo de formigas da trilha mata de forma rápida e certeira.
3. embora não seja ecologicamente correto, a maneira mais eficaz de provocar a desunião e desorganização dos clãs formiguísticos é jorrar mortein diante das portas e janelas da casa a fim de impedir que elas entrem. não foram testados outros venenos para insetos, mas este teve sua eficácia comprovada.

diante das dicas anteriores, cabe agora propor um elaborado e estratégico plano de ação, afinal de contas você pertence a uma espécie racional, ao contrário daqueles seres inferiores, pequenos e invertebrados que são as formigas.

1. em primeiro lugar, não tenha pena delas. não tenha dó de matá-las. elas, ao contrário de você, não têm ética e não estão minimamente preocupadas com o problema da superpopulação da espécie delas, nem se elas estão ou não interferindo no seu ecossistema. se você permitir, elas tomam a sua casa de forma ordenada e sistemática, se proliferando em meio às suas guloseimas. em breve estarão dividindo o mesmo prato de comida que você suou muito dentro de um sistema capitalista para adquirir e preparar.
2. faça o seguinte: plante uma isca em local estratégico. não precisa ser um local que já esteja tomado por elas, pode ser um local mais afastado, se você preferir. coloque, por exemplo, uma colherinha babada com iogurte de chocolate ou com restos de nescau, como se você a tivesse esquecido naquele local. creia, elas vão cair nessa com tudo.
3. calma e serenamente dirija-se a outra peça da sua casa. leia um livro, aprecie a vista da janela, dê um passeio, assista a um bom filme. desfrute da boa vida que você leva. isso é pra dar tempo delas morderem a isca.
4. após o seu tempo de relaxamento, retorne ao local da isca. repare que elas estupidamente se aglomeraram sobre a colherinha babada por você, recolhendo avidamente os restos de açúcar que você desprezou. seja racional e calculista. olhe mais detalhadamente. você verá a looooooooonga trilha de formigas se dirigindo à colherinha "esquecida". elas não só se amontoaram sobre a colherinha, como chamaram as amigas para fazerem o mesmo. siga a trilha e veja onde ela principia: você terá a origem da colônia. pode ser que a trilha venha de algum local longínquo da rua. melhor pra você.
5. a primeira coisa que você tem de fazer, então, é neutralizar a área interna de sua confortável residência. coloque mortein na divisória do local por onde elas estão entrando em seu lar, para impedir que elas prossigam com seu intento nefasto (pode ser uma porta, uma janela, o local que você idenficou após minuciosa inspeção da trilha). veja que, após a aplicação do poderoso veneno, elas se desorientam, não sabem mais como reagir. é aí que você, mais esperto do que elas, deve tomar a frente.
6. pisoteie todas as formigas que puder. soque-as, se estiverem sobre a parede ou outra superfície alta. mate quantas você puder e todas as que localizar.
7. pronto! sua casa está protegida! você impediu a entrada delas em casa pelo isolamento da área de infecção (porta, janela etc) localizada com o reconhecimento da trilha; e ainda matou todas as que já estavam dentro de casa!
8. repita a operação quantas vezes forem necessárias, conforme elas forem tentando entrar em outros cômodos de sua casa.

8.2.10

74. das resenhas de hotéis enquanto gênero narrativo de interesse

última semana passei em campinas, com o desenho.
deveríamos tê-la passado no famigerado kitnet do carlão, alugado por mim, não fosse o triste fato deste ter ficado completamente mofado nos dois meses em que estive ausente.
afora mais uma eloquente prova da hospitalidade paulista, oferecida tanto por rafaela quanto por giovani, outro importante ganho da fatídica viagem foi a descoberta de um interessante gênero narrativo ainda por mim desconhecido: trata-se das resenhas de hotéis.
à procura de uma pousada ou hotel barato em campinas onde pudéssemos ficar, utilizei, obviamente, os serviços prestados pelo google neste ramo, contendo o mapa com a localização do hotel e, eventualmente, resenhas escritas por outros usuários. é brilhante. após algum tempo, já não mais me dedicava a buscar um hotel onde pudéssemos ficar, mas sim a apreciar as impressionantes descrições de situações as mais escabrosas vividas em hotéis, pousadas, motéis e pensões campineiras.
em geral rico em adjetivos, tal gênero também se caracteriza pelo detalhamento do estado psicológico da pessoa que ousou se hospedar em certos locais. o agravamento do estado de tensão se dá, normalmente, após o contato com as miseráveis acomodações, com o aspecto insalubre dos móveis, roupas de cama e/ou instalações sanitárias, ou com o despreparo dos atendentes.
o narrador é, comumente, alguém que sofre ou sofreu graves intempéries nas mãos de uma rede hoteleira precária e que se solidariza com outras possíveis vítimas de tal estado de coisas, optando por relatar literariamente sua experiência, tentando dar ao leitor, pela via de uma escrita densa e contundente, ao mesmo tempo descritiva e psicológica, embora curta, um retrato preciso das situações que viveu.
deixo para apreciação pública, os linques de alguns dos meus favoritos:
motel em campinas 1
motel em campinas 2
hoteleco simpático em porto alegre 1
hotel do centro - porto alegre 2

18.11.09

73. bourdieu em alvorada?!

"não contentes em não deter pelo menos alguns dos conhecimentos ou maneiras valorizados no mercado dos exames escolares ou das conversas mundanas e em não possuir senão habilidades ou saberes que não têm nenhum valor nesses mercados, não contentes, em resumo, em estar despojados do saber e da boa educação, eles são ainda aqueles que 'não sabem viver', aqueles que mais se sacrificam pelos alimentos materiais, e pelos mais pesados, mais grosseiros e os que mais engordam - pão, batatas e gorduras - pelos mais vulgares também, como o vinho; aqueles que destinam menos ao vestuário e aos cuidados corporais, aos cosméticos e à estética; aqueles que 'não sabem descansar', que 'encontram sempre alguma coisa para fazer'; que vão fincar sua barraca nos campings superpovoados, que se instalam para fazer piquenique à beira das estradas, que se metem com seu renault 5, ou seu simca 1000 nos engarrafamentos das saídas de férias, que se dedicam aos lazeres pré-fabricados concebidos em sua intenção pelos engenheiros da produção cultural em massa; aqueles que, por todas essas escolhas tão mal inspiradas, confirmam o racismo de classe, se for preciso, na convicção de que não têm senão aquilo que merecem."

13.11.09

72.

ontem à noite me entristeci sinceramente porque teria de deixar campinas muito em breve.
ontem? não, anteontem.
bom, o fato é que hoje eu penso que talvez campinas já tenha dado o que tinha que dar mesmo. já estou bem de saco cheio e o bom vai ser poder voltar quando não mais houver conhecidos por aqui.
é intrigante como as coisas são. mesmo tendo tentado desenvolver o comportamento mais antisocial possível, os bolos sempre acabam chegando até a gente. detesto gastar meu tempo com tematizações sobre a vida ordinária, a minha ou a de outras pessoas, o que provavelmente me torne mais desinteressante do que a maioria gostaria, mas eu realmente me incomodo sobremaneira com boa parte das coisas consideradas relevantes pelo restante dos seres humanos, talvez em especial os acadêmicos.
em primeiro lugar, porque não gosto que a vida fique tensa e chata, e sei que ela não precisa ser assim. também não precisa ser uma competição sobre todo e qualquer pormenor mais esdrúxulo e mesquinho. acredito, em terceiro lugar, que existe um milhão de assuntos mais interessantes do que a própria vida ou a dos outros (a menos que haja alguma espécie de narrativa lúdica com valor em si). em quarto lugar, acho que nem tudo que é do jeito que é precisa ser desse jeito: os comportamentos são inventados e as pessoas podem inventar como vão se relacionar, como vão lidar com as coisas, como vão ser. não existe uma verdade, uma moral ou qualquer coisa que diga como eu devo agir em relação aos assuntos mais envolvidos em tabu. ok, sei que é óbvio, mas nem sempre parece. ainda bem que eu tenho o desenho e ele sabe que é assim. and you never leave me and you know it's true / cause you like me too much and I like you.
bom, eu não tenho mais saco pra campinas, chegou a hora de voltar.
ainda levará alguns longos dias, mas não pretendo gastá-los com absolutamente nada que me incomode e que não me cause prazer. talvez eu não tenha sido suficientemente antisocial. é bem provável que não.
bom, campinas foi uma experiência interessante para pensar as relações humanas. aprendeu quem quis, quem não quis se fudeu, colega.
eu sei que valorizo cada dia mais o desenho.
e também valorizo cada dia mais quem eu sou e as coisas nas quais eu acredito.
essa noite foi uma péssima noite e eu não consegui dormir direito. dormi apenas poucas horas. sinto falta do carlos. daqui a pouco começa a obra e eu não vou conseguir dormir. me sinto sobrecarregada, mas não de atividades acadêmicas, livros ou de trabalho no arquivo. me sinto de saco cheio.
bom, como eu li por aí, as cidades servem pra ser abandonadas. qualquer um que se apega demais a uma cidade se torna um chato e esse tipo de chato eu não pretendo ser. afinal, o tipo de chato que eu vou ser é um direito meu, né?
em todo caso, chega de feira de vaidades, caretices e chatices diversas. chega de gente caretona. chega de peso nos ombros.
provavelmente hoje vai ser um dia em que vou estar muito de mau humor. um belo dia, sem bom humor.
eu vou ser o chato que bota vídeos que só tem a música.

6.11.09

70. eu também admiro paul mccartney enquanto homem

eu acho que ele é gostoso.
se ele, em 1967, fosse argentino, nem sei.
em hello, goodbye, ele está lindo. e sei que rolou um homoerotismo por parte do tiago em relação a ele ao ver aquele clipe. em strawberry fields forever ele, ainda por cima, aparece de bigode. eu prefiro homens de bigode. e com o peito peludo, óbvio.
e ele se veste bem, embora seja de uma forma insólita. mas ele combina muito bem as cores, como se pode ver em strawberry fields forever.
a parte em que ele, de amarelo, pula em uma árvore e o john aparece filmando é seguida de um close em seu rosto encantador e sensual. não por acaso, ele está de bigode.
em the fool on the hill ele está uma gracinha também. na parte do trem ele usa um colete trimassa, que combina absolutamente com um delicado chapéu. por debaixo de tal artefato cabecístico, seus frondosos cabelos castanhos, exibindo o corte masculino mais gracioso já visto.
que atire a primeira pedra quem não se sentir sinceramente erotizado com uma imagem como esta:

como eu dizia, repare que este belo conjunto "vinho" que ele elegantemente traja não é mais considerado de bom gosto aos olhos dos homens atuais, sejam eles homersimpsons ou metrossexuais! aliás, as próprias mulheres modernas não veem graça nenhuma em um homem trajado de vinho. eu acho que isso torna o paul ainda mais homem.
em the fool on the hill também podemos ver algo do olhar sedutor de paul. contudo, penso que este olhar, certamente da escola josé mayer, fica mais evidente e adquire sua maturidade - talvez plena - em hello, goodbye. ok, não estou respeitando a histocidade dos eventos, mas foda-se. pretendo mesmo continuar manipulando as aparições de paul a meu bel-prazer a fim de convencer o maior número possível de pessoas de que ele deve ser admirado enquanto homem ainda nos dias de hoje.
mas não estou mais afim de fazer isso agora. cansei. vou dormir.

20.10.09

69. aprendizaje

sei que hoje em dia está tri fora de moda na argentina, mas eu ainda gosto de sui generis. e são clássicos, porra. dizem tudo o que precisa ser dito. talvez no passado eu até já tenha posto aqui esta música, mas foda-se.



...aprendí a ser formal y cortés
cortándome el pelo una vez por mes
y se me aplazó la formalidad
es que nunca me gustó la sociedad...

de fato, uma das melhores coisas do ethos argentino é não achar os outros facilmente toleráveis. e uma das melhores coisas que li ultimamente, sem dúvida, foi aquele artigo no jornalista do olé que o desenho me mandou. gostaria de saber a repercussão que aquilo teve na própria argentina.
mas aquela descrição que ele coloca do maradona como verdadeiro argentino eu achei lindíssima. eu também sempre achei que o maradona é o melhor de todos e que o futebol argentino não perdeu nadinha com ele enquanto técnico. ok, não chegou a vencer em campo. mas não seria a argentina se não fosse assim, e se não fosse assim não seria bom.
esta coisa de ir do céu ao inferno em 1 minuto é fascinante. não ter autocrítica também.

19.10.09

68. maradona ou pelé?

67. maradona

Eliminatórias - 14/10/2009 - 05h13min


Peleia do Prata: "Maradona é o argentino mais argentino de todos"

Jornalista argentino do Olé fala de suas expectativas do clássico de hoje contra o Uruguai pelas Eliminatórias


Adrian Piedrabuena

A maior conquista de Diego Maradona não é ter convertido o gol mais bonito da história das Copas nem tampouco ter sido o maior jogador do planeta. Seu título máximo, aquele que nunca ninguém poderá alcançar, é o de representar o verdadeiro ser nacional. Diego foi, é e será o argentino mais argentino de todos. E essa condição será inalterável, independentemente do que o destino lhe tenha preparado para a seleção no Estádio Centenário. Diego resume a argentinidade como nenhum outro: talento, genialidade, arrogância, soberba, enorme capacidade de cair uma e mil vezes e levantar-se uma e mil vezes mais, falta de autocrítica, ilusão, esperança, autodestruição.

Enfim, a vida de Maradona bem pode se tratar da vida de um país que sempre teve tudo para ser feliz e jamais conseguiu. De ter tudo em um punho à dor de já não ter, sem meios termos. Diego põe em jogo sua coroa. Seus erros como treinador podem condená-lo. O povo que sempre o idolatrou e o acompanhou em suas recuperações hoje o critica, o questiona, pede sua cabeça. O “simdieguismo” que soubemos exercitar parece morto... Diego, como técnico, não é um Maradona, pelo contrário, é um treinador mais mortal da era moderna. Suas palavras não chegam a despertar Messi, seu Maradona. A seleção está em seu pior momento. E esse conceito não vai mudar por mais que hoje se classifique ao Mundial. O pais “futebolero” pede um milagre. O problema é que Maradona já não é Deus.

ZERO HORA - Editor-assistente do Olé, de Buenos Aires

66. não se assustemo!

que no perigo a bala vem, nós se abaixemo!

65. somos assim


64. a volta do boi

não tenho mais nenhum interesse por esse boi que falou aqui em campinas.
o tal boi e o escravo que ouviu o boi foi uma história interessante, mas, pra mim, de um interesse momentâneo. genuíno, mas momentâneo.
agora, o barão, esse sim me interessa. a família do barão. as várias gerações que encheram o cu de grana. isso me interessa sobremaneira. os títulos nobiliárquicos me interessam. o barão fascina.

17.10.09

63.

fiquei aqui pensando porque meus personagens favoritos são a criança e o ET.
o gordo e o agente da CIA são desprezíveis. mas seus atos desprezíveis estão amparados em deus, na ciência ou, simplesmente, na verdade. ou seja, tudo o que eles fazem de mais revoltante para eles não passa da atitude correta e verdadeira, da atitude natural a se tomar em cada situação.
a criança e o ET, contudo, sabem que seus atos revoltantes não estão amparados em nada, a não ser na sua própria opção por se comportar de uma maneira sem ética. eles não se valem de nada para legitimar esta sua opção, a não ser com o objetivo de manipular pessoas que acreditam na existência de uma verdade. eu acredito que por causa disto eles se tornem personagens bem mais interessantes.
lembrei-me do peixe. o peixe talvez seja equivalente ao cachorro. ele tem bons momentos, como nas piadas envolvendo a segunda guerra, mas não chega a ser absolutamente crente na falta de ética, como a criança e o ET. ele também, como o cachorro, busca mostrar a si mesmo que age de forma politicamente correta. mas não age.

62.

campinas tem se revelado uma experiência antropológica e tanto.
é, de fato, um excelente local para pensar sobre as pessoas, suas categorias pré-concebidas, suas crenças - e sobre identidade. sobre os poderes e os usos das identidades e da história.
cada vez mais eu vejo que não gosto mesmo de muitas pessoas; que eu acredito em mim. no tiago e em mim; que eu gosto demais dos desenhos do FX, o canal do homem. talvez meus personagens favoritos sejam o ET e a criança, embora eu ache o cachorro engraçado. sim, o cachorro é engraçado, mas disfarça. a criança e o ET vão longe na sua falta de ética e desejo de manipulação e onipotência. são meus favoritos, realmente.

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falando nisso, os episódios desta semana valorizaram muito a figura do ET. num deles, roger descobre que alguém roubou seu cartão de crédito e, determinado a acabar com a vida do meliante, bola um plano malévolo de justiça com as próprias mãos. lenta e friamente ele destroi cada pedacinho de felicidade da vida do homem que estourou o limite de seu cartão. antes de atear fogo no apartamento do sujeito, porém, ele se dá conta de que o tal meliante não passa de um seu alterego que se autonomizou e adquiriu vida própria. sem questionar em momento algum os limites de seus atos, ele destroi a si mesmo. e sai vitorioso.

26.9.09

61. o ben stiller e o desenho

fiquei agora pensando que, se eu tivesse visto esse filme com o desenho, teria sido engraçado. o desenho certamente teria me feito rir e teria dito coisas engraçadas sobre os personagens, mesmo que eles não fossem realmente engraçados.
o desenho não ia querer ver o filme, inicialmente, mas ele ia acabar vendo porque gosta de mim. e ia ser legal.

60. projeto: ben stiller II

mais um filme do ben stiller entra pra lista daqueles que eu já assisti. "a inveja mata" é mais um daqueles filmes banais, que definitivamente não teria feito nenhuma diferença eu assistir ou não. obviamente superior ao último que eu havia assistido, "tenha fé", não chega aos pés dos grandes clássicos do frat pack, tais como "starsky & hutch".
cogito que este filme seria sensivelmente superior se não tivesse passado num sábado à tarde. a noite dá mais glamour.
o enredo é bastante simples: jack black inventa um troço que desintegra cocô e fica totalmente rico, embora mantendo o mau gosto da época em que era pobre. ben stiller o inveja, o que torna o título bastante literal - a não ser pelo fato de que ninguém morre, apenas o pobre cavalo branco corky.
jack black, agora rico, passa a levar uma vida de fortuna, gastando todo o seu dinheiro em idiotices superficiais e cavalga num vistoso cavalo branco [corky] com o vento forte batendo nos cabelos.
a população fica indignada porque ninguém é capaz de responder para onde vai o cocô após a aplicação do produto inventado pelo jack black, que não passa de um benévolo idiota.
a trama dá uma reviravolta quando ben stiller mata acidentalmente o cavalo e segundo melhor amigo de jack black (o primeiro melhor amigo era o próprio ben stiller) com uma flecha. ben stiller fica, então, amigo de um mendigo e chantagista que quer tornar-se sócio do empreendimento de eliminação de cocô, ameaçando contar tudo a jack black sobre o assassinato de corky.
basicamente é isso.

2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2007 - Antes só do que mal casado (Heartbreak kid, The)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2006 - Escola de idiotas (School for scoundrels)
2006 - Uma noite no museu (Night at the museum)
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2004 - A inveja mata (Envy)
2004 - Starsky & Hutch - Justiça em dobro (Starsky & Hutch)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Quero ficar com Polly (Along came Polly)
2003 - Nobody knows anything
2003 - Duplex (Duplex)
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Entrando numa fria (Meet the parents)
2000 - Preto e branco (Black and white)
2000 - Tenha fé (Keeping the Faith)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Quem vai ficar com Mary? (There's something about Mary)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - O pentelho (Cable guy, The)
1996 - Procurando encrenca (Flirting with disaster)
1996 - Lado a lado com o amor (If Lucy fell)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)

18.9.09

59.

a andrea é tão completamente maluca que foi capaz de transformar esta inocente foto do cachorrinho acadêmico querendo curtir a discussão da aula do bob (postada por marcos em seu orkut e obtida pelo marcus na aula), em um tétrico enredo cinematográfico. tumbas abertas (violadas pelo simpático cachorrinho), simulações de homicídio (e/ou suicídio) que incluem o ritual do enterro, mudança de cor da pele (meio michael jackson - quem sabe esta simplória fotinha não nos levaria ao trhiller?), gêmeas albinas e siamesas (obviamente) e o pobre cachorro fazendo a próxima seleção para história social da áfrica.
e depois eu me choco com a história da guria esfaqueada no joelho em pleno campus do vale. bom, essa história pelo menos ocorreu de verdade, né...


17.9.09

58. o cara mais bonito de campinas e a garota mais bonita de campinas

essa semana vi um cara bonito em campinas.
ele não é "o" cara bonito, porque além dele há outro, mas ele provavelmente é o mais bonito.
apesar de ter um cabelo lindo e um rosto encantador, ele tem péssimo gosto para tênis. não gosto de tênis que faz com que o pé da pessoa pareça menor. o tênis deve alongar e afinar o pé. bom, o tênis dele não chega a ser aquelas geringonças espaciais, mas é horroroso assim mesmo.
lembrei-me, ao vê-lo nesta semana, que já o havia visto outra vez, na cantina. a garota mais bonita de campinas o conhece, mas ele a tratou com certa indiferença. ela foi, por sua vez, bastante carinhosa e efusiva com ele. não creio que ela quisesse alguma coisa sexual com o cara mais bonito de campinas, porque estou quase convencida de que a garota mais bonita é lésbica.
achei, contudo, intrigante que o cara e a garota mais bonitos de campinas se conhecem e estabelecem uma relação contraditória... quer dizer, talvez não seja efetivamente contraditória. talvez eu seja demasiado analítica e goste de observar como as pessoas se relacionam umas com as outras. assim, posso ter superinterpretado o breve contato travado entre ambos que foi visto por mim.
voltando ao cara mais bonito de campinas, notei que uma das coisas que faz com que ele se torne atraente, além do corte de cabelo bastante decente que ele usa e do belo rosto que a natureza lhe deu, é o seu comportamento calado, alheio, e o olhar evasivo. me agrada este tipo de comportamento, acho realmente interessante a pessoa que não se envolve emocionalmente nem sente necessidade de se integrar ou ser amplamente simpática com todo mundo. não estou dizendo que gosto de pessoas antipáticas - o fato de não ser loucamente simpático e caloroso não leva necessariamente à antipatia. aliás, tenho refletido bastante sobre isso, mas não é o momento de externar minhas ideias.
também não estou dizendo que não gosto de pessoas simpaticíssimas. às vezes eu não gosto mesmo. eu acho que eu gostar ou não vai depender dos recursos que a pessoa utiliza para tentar ser simpática e atrair as atenções para si.
eu, particularmente, gosto daquelas pessoas que atraem as atenções para si sem esses esforços. sei lá.

4.9.09

56. toninho

andrea tem me encaminhado rumo a uma direção ambígua, porque, embora muito me agrade, me põe em discordância com o que deve por mim ser feito.
não, eu não posso mudar minha pesquisa e estudar o barão geraldo.
mas eu vou fazer isso TAMBÉM.
a fim de estimular-me nesses temerosos rumos, andrea enviou-me uma foto de toninho, o escravo do boi que falou.
ei-lo:

28.8.09

55. o boi falô

outra história lendária contada por andrea diz respeito ao "boi falô".
ao que consta, o barão geraldo teria mandado seu escravo toninho trabalhar com uma carreta de bois na sexta-feira santa (há controvérsias sobre o dia, pois também se supõe que possa ter sido no dia de bom jesus, em 6 de agosto).
o escravo obviamente não queria trabalhar pro barão e, como todo escravo que se preze, construiu uma estratégia para fazer com que o barão não mais quisesse que ele, toninho, trabalhasse. toninho entrou na mente do senhor e, sacando que a jogada mais certa era se valer do fato de que era dia santo para evitar o trabalho, inventou uma história de que o boi havia dito que não ia trabalhar por ser sexta-feira santa. ou seja, não era ele, toninho, que não queria trabalhar, mas o próprio boi havia sido atingido pela santidade do dia valendo-se da linguagem humana para expressar suas crenças cristãs.
algumas versões alegam que o feitor havia forçado toninho a trabalhar na porrada, como era de praxe, e que o boi teria falado diante do próprio feitor que, comovido, ajoelhou-se perante o animal e orou.
em outras versões, diz-se que logo a história se difundiu e naquele dia ninguém na fazenda trabalhou. todos, certamente, devem ter comemorado muito na senzala naquele dia, regozijando-se da belíssima sacada de toninho.
outras versões ainda afirmam veementemente que o barão, além de tudo, era homem descrente, mas que diante do fato incontestável do seu próprio boi lhe dar uma lição de moral, acabou se tornando cristão fervoroso.
a festa do "boi falô" ocorre até hoje em campinas, na sexta-feira santa, quando se serve uma deliciosa macarronada a todos os moradores da região. recentemente também foi realizado um documentário sobre a lenda e a festa do "boi falô", que coloco aí abaixo pra quem quiser ver.







o documentário e outras informações podem ser encontrados no site www.oboifalo.com.br

54. o barão

albino j. b. de oliveira não era genro do barão, mas sim seu sogro!
o barão casou-se com maria amélia barbosa de oliveira, filha justamente do conselheiro imperial acima citado! e, mais do que sogro e genro, ambos eram rivais. reza a lenda que a estrada de bambuzais não teria sido levada a cabo para que as albinas não tomassem sol, mas sim para que o barão não corresse o risco de avistar seu arquiinimigo e pai de sua esposa albino j.b. de oliveira, por sua vez proprietário da fazenda vizinha, a fazenda rio das pedras!

algumas fontes afirmam que o barão não teria se matado ingerindo veneno na sede da fazenda santa genebra após perder tudo, mas sim, teria sofrido um ataque cardíaco que o levou à morte ao se deparar com a desgraça que acometeu sua família no longínquo ano de 1907. a data precisa de sua morte é 01/10/1907. deve ter sofrido muito, já que pôs a perder todo o rechonchudo legado de sua rica e poderosa família: o barão geraldo foi um dos 16 filhos do marquês de valença.
ainda não desvendei o mistério sobre as filhas serem ou não albinas, nem se eram gêmeas, ou gêmeas siamesas. mas sei que o barão teve três filhas, amélia, marieta e elisa, sendo que apenas uma delas se casou, amélia. seriam marieta e elisa albinas e siamesas? a tal amélia, aliás, tornou-se escritora.
sobre a minha rua, também não obtive informações, mas ao menos descartei a possibilidade de se tratar de uma das albinas. luís vicentin, titular da rua do marcus, foi uma pessoa "bondosa". segundo uma de minhas fontes, ele teria sido "leiteiro, cachaceiro e benfeitor do distrito". foi ele que construiu a igrejinha perto da minha casa.

53. as belezas naturais do barão geraldo

pode ser o excessivo contato com revistas oitocentistas, mas estou particularmente interessada, como já mencionei em outro post, nas belezas naturais da cidade de campinas.
sim, nas revistas literárias oitocentistas sempre tinha uma poesia e comentários sobre a natureza exuberante de algum rincão qualquer. às vezes, a poesia era sobre a natureza exuberante do rincão em questão.
enfim, o fato é que fiquei encantada com as vistosas flores e frondosas árvores do bairro onde resido por aqui.
por isso, fotografei algumas coisas nesta semana e aqui as deixo para exibição pública e para calar a boca daqueles que só veem beleza quando ela salta, exuberante, aos olhos da gente.

 
  
  
 

52. barão geraldo: o homem e o mito

desde que vim morar no barão geraldo, tenho curiosidade de saber quem foi o tal barão geraldo, como ele viveu e, sobretudo, se foi ele quem deu o brinco de ouro pra princesa.
pois, eis que esta semana andrea me revela informações contundentes a respeito do barão geraldo, não o bairro, mas o barão himself.
segundo ela, o tal barão tinha uma fazenda onde hoje é o bairro e, obviamente, era uma fazenda de café. sua história e a de sua família foi marcada pela tragédia, já que o barão faliu, perdeu tudo e, então, morreu de melancolia. uma de suas filhas albinas cometeu o suicídio.
achei particularmente interessante o fato de a história ser trágica e também o fato de o barão ter tido duas filhas albinas. cogitei que talvez fossem gêmeas, além de albinas, mas de acordo com andrea esta informação não procede. wagner, por sua vez, acha que seria ainda mais interessante se além de albinas e gêmeas, fossem gêmeas siamesas. de fato, seria. mas não é, e um forte sentimento empiricista tomou conta de mim, a ponto de desejar desvendar a verdade sobre o barão e sua família. fazer a crítica interna E externa das fontes e atingir o âmago da questão.

portanto, recorri ao google.

concordo que não foi a atitude que ranke recomendaria ao historiador, mas creio ter encontrado coisas peculiares, por exemplo, uma FOTO do próprio barão geraldo acompanhado de sua família na fazenda santa genebra, onde residia. seu nome completo era geraldo de souza rezende.
a foto foi encontrada num interessante blog que busca preservar a memória de campinas.


não sei se são meus olhos, mas não vejo nenhuma moça albina. talvez seja apenas uma lenda que envolve o homem. em todo caso, o google também me informou que o barão, embora não tenha morrido de melancolia, cometeu o suicídio após tudo perder. é claro que não se morre de melancolia num sentido literal, mas acho que o suicídio é uma prova cabal de que o homem não estava num momento de muita felicidade com a sua vida. a fazenda santa genebra foi a leilão e muitos imigrantes adquiriram lotes de terras, por isso hoje em dia há nomes de ruas como "luís vicentin" e outras coisas "vicentin".

outra história peculiar, desta vez contada pela andrea e não pelo google, diz respeito a uma das meninas supostamente albinas. uma delas teria se casado com o albino j. b. de oliveira (que hoje é nome da avenida no centro do barão). o mais engraçado é que a moça albina não se chamava "albina" e o seu marido não era albino, mas se chamava "albino". curioso, não? é pena que a foto, a princípio, desminta o boato sobre as filhas albinas.

24.8.09

50.

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adendo retificativo: onde, no post número 48 sobre o projeto de ver todos os filmes de ben stiller, lê-se que tal projeto choca-se com o projeto de não assistir animações, corrijo para: "choca-se com o projeto de não assistir animações com elefantes pretensamente divertidos".
agradeço ao desenho por me alertar para tal erro grave, reportando-se a "waking life".
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49. franco moretti: gráficos

terminei o capítulo sobre o uso de gráficos em história da literatura do livro do franco moretti, "a literatura vista de longe".
o franco moretti é um italiano que leciona literatura comparada na universidade de stanford e tem se ocupado de pensar a história da literatura diferentemente da crítica tradicional. ele considera que a história da literatura preocupou-se tão somente com as obras clássicas e de refrência dos gêneros, dando muita ênfase aos cânones e esquecendo-se por completo da literatura "baixa", "pequena" ou como se quiser denominar aqueles escritores que permanecem até hoje no mais completo anonimato, e suas obras.
pro moretti, se olharmos a literatura "de longe", através de gráficos e de mapas, por exemplo, veremos uma nova literatura aflorar, já que levaria-se em conta todo o conjunto de escritores "menores" e que não se tornaram consagrados - mas que, no entanto, publicaram e foram lidos.
pois, toda a parte sobre os gráficos é bastante sugestiva e traz boas reflexões, mas não tenho certeza se chega a resultados muito inovadores - que seria a expectativa da utilização de novos métodos.
na verdade, a grande sacada que ele esperou trazer foi a percepção de ciclos numa história literária que abarque várias décadas (quem sabe séculos) de produção. então uma das coisas que ele defende é que os gêneros do romance convivem durante cerca de 20-30 anos e, simultaneamente, são todos juntos substituídos por novos gêneros. sendo assim, num mesmo momento histórico haveria vários "horizontes de expectativas", porque haveria vários gêneros literários em perfeita harmonia. mas, dentro de 20 ou 30 anos de convivência, estes gêneros, todos juntos (e isso é importante pro argumento dele), entrariam em declínio e seriam relegados ao ostracismo completo, sendo que outros gêneros novos tomariam o lugar deste antigo grupo.
ele não sabe muito bem explicar o porquê desta dinâmica, mas aposta que deve ter algo a ver com sucessões de gerações literárias. não há como explicar convincentemente a razão de os ciclos destas gerações serem tão estáveis (sempre duram de 20 a 30 anos).
bom, acho que ele coloca boas questões e o ponto de vista que esta metodologia faz emergir é de fato bastante intrigante. mas não me senti plenamente satisfeita com as soluções que ele encontra, ou, pelo menos, com a forma como ele as apresenta. acho que, até o momento, a literatura na história que ele conta ainda está muito afastada da história. sim, porque tomando apenas um conjunto de gráficos, embora novas e interessantes questões apareçam, não há como oferecer uma explicação que passe pela história. os gráficos tratam apenas da produção de livros. esta produção de livros, portanto, permanece alijada de todo o resto da época e dos homens que a produziram.
eu gostaria de trabalhar um tantinho com esta metodologia pra poder testar melhor estas coisas todas, tanto as questões que ele propõe, quanto uma crítica à maneira como os gráficos, mapas e bancos de dados são produzidos. sim, porque ele não deixa muito claro como estas coisas foram de fato elaboradas e de que forma esta confecção interfere nos resultados oferecidos. creio que seria deveras interessante mesclar esta literatura vista de longe do moretti com uma literatura vista bem de perto e testar os limites de cada uma delas.
a revista veja fez uma adaptação de alguns gráficos do moretti. evidentemente que são adaptações e o livro dele não é tão colorido assim.

48. projeto: ben stiller

essa semana assisti a mais um filme do ben stiller. pra quem não sabe, tenho o projeto de assistir a todos os filmes deste adorável comediante. minha área de concentração, por enquanto, tem sido os anos 2000, mas sem ênfase nos seus últimos trabalhos.
bem, o filme que vi nessa semana é fraquíssimo, chama-se "tenha fé" e é com o edward norton loiro. é realmente muito fraco e pouco engraçado. pra falar bem francamente, não é um filme engraçado. entretanto, meu projeto é ver todos os filmes de ben stiller, então é preciso. talvez eu abra uma exceção e não assista aos madagascar, porque aí se choca com um outro projeto meu que é o de não assitir animações.


2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2007 - Antes só do que mal casado (Heartbreak kid, The)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2006 - Escola de idiotas (School for scoundrels)
2006 - Uma noite no museu (Night at the museum)
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2004 - A inveja mata (Envy)
2004 - Starsky & Hutch - Justiça em dobro (Starsky & Hutch)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Quero ficar com Polly (Along came Polly)
2003 - Nobody knows anything
2003 - Duplex (Duplex)
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Entrando numa fria (Meet the parents)
2000 - Preto e branco (Black and white)
2000 - Tenha fé (Keeping the Faith)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Quem vai ficar com Mary? (There's something about Mary)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - O pentelho (Cable guy, The)
1996 - Procurando encrenca (Flirting with disaster)
1996 - Lado a lado com o amor (If Lucy fell)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)

23.8.09

47. caligula would have blushed 2

tenho tido muito nojo de arroz, ultimamente.
não, não é só o arroz aqui de campinas.
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adendo informativo: até hoje é um mistério pra mim como pode o arroz servido nos restaurantes aqui de campinas ser tão ruim. é ruim mesmo, chega a ser intragável. me fez ter traumas de comer arroz. minhas pesquisas indicaram que o gosto não depende da qualidade do local onde ele é servido. pode ser em bons restaurantes ou em restaurantes ruins, o gosto é o mesmo.
------------------------------------------------------------------------
 mas não é só o arroz de campinas que me enoja. meu próprio arroz tem sido alvo da minha incontrolável repulsa, desta vez não por causa do gosto, mas da aparência.
tudo começou quando eu e o desenho fizemos um delicioso liguado ao molho de alcaparras (aliás, esquecemo-nos completamente de colocar as alcaparras! assim mesmo estava delicioso!). saciados e em êxtase após a refeição, nenhum de nós se animou a limpar a sujeira alimentar e peixística que havia ficado sobre a pia.
as dolorosas consequências deste mau passo se fizeram sentir no dia seguinte, quando, ao aproximar-me da pia, reparei que estava cheia de arroz sobre a superfície de inox. imprudentemente toquei em alguns grãos do misterioso arroz que ali aparecera e comecei a lavar a louça do dia anterior. surpresa, reparei que o arroz se mexia qual um ser vivo. foi quando me dei por mim: ERA um ser vivo. eram vermes!!!
da noite para o dia apareceram VERMES na pia da cozinha, atraídos pelo forte cheiro dos restos mortais do linguado com o qual nos fartamos. os traumas permanecem até hoje e manifestam-se num horror terrível toda vez que me deparo com um repulsivo grão de arroz, grande, mole e molhado. eventualmente um pouco curvado. eu às vezes invejo aquelas pessoas que, ao pressentirem o aparecimento de vermes, inventam uma insólita cosmogonia em vez de criar uma instabilidade emocional qualquer.
eu considero um ultraje que estes nojentos restos do alimento já consumido convivam harmoniosamente, dentro da pia, com os utensílios e talheres com os quais tocamos nossas delicadas bocas todos os dias.

46. caligula would have blushed

tenho achado estes pratos nadir asquerosos ultimamente. os pratos rasos são como os pratos fundos. não gosto de almoçar em um prato fundo, é grosseiro. me sinto um glutão.
eu acho que comer já é degradante, mas se torna ainda pior quando se come comida normal em prato fundo. a pior visão, contudo, é a dos pratos rasos com aspecto de fundos dentro da pia após as refeições. por mais que se tire pro lixo, sempre restam vestígios do alimento que foi consumido. o prato, além de fundo, fica todo lambusado de coisas mortas que nós, humilhados, pusemos pra dentro do corpo.

45. atari pornô

uma das coisas que eu sempre achei das mais interessantes no atari são os jogos pornô. eles não servem pra absolutamente nada, a não ser pra serem interessantes.
em primeiro lugar, como em todo e qualquer jogo do atari, a dificuldade inicial é jogar. mas além de ser difícil cumprir a expectativa do jogo e pontuar, essa expectativa normalmente envolve uma trepada esdrúxula. entretanto, a tal trepada não é capaz (ao menos acredito eu, mas tudo é possível) de excitar os punheteiros de plantão, já que, obviamente, se trata de um mero jogo do atari e, portanto, mal se entende o que está acontecendo devido à péssima qualidade dos gráficos.
ou seja, o jogo não serve como um jogo qualquer porque, em geral, os jogos pornô são mais difíceis de jogar do que os demais; e a sua característica sexual também não serve a possíveis objetivos sexuais que, por ventura, alguém possa ter, porque os gráficos são muito ruins. são jogos pornô que não são nem jogos, nem pornô. sendo assim, sua única e inegável qualidade é o fato de serem extremamente interessantes. talvez a própria bizarrice de não servirem pra nada e, mesmo assim, existirem com conteúdo sexual, torne-os tão adoráveis.


resolvi escrever este post porque tive a ventura de descobrir, no blog do wagner, o linque para um artigo justamente sobre estes peculiares joguinhos. achei surpreendente o fato de tê-los cultuado por tanto tempo sem ter tido suficiente interesse para buscar informações a respeito. por exemplo, um dos meus favoritos, custer's revenge, é claramente preconceituoso e machista. trata-se do famoso general custer, que tinha entre suas principais atividades massacrar índios. neste jogo o general ataca sexualmente uma índia amarrada a um poste. é bastante realista, é verdade, mas extremamente de mau gosto por se tratar de um divertimento. contudo, dentre todos os jogos com apelo sexual do atari, este é o único, na minha opinião, cujo objetivo é possível de ser atingido.

bem, eu sempre comentei que o jogo era preconceituoso e etc, mas nunca havia buscado informações sobre a sua repercussão na época do lançamento, ou seja, o longínquo ano de 1982. pois, eis que por meio do referido linque fico eu sabendo que feministas e outras organizações de direitos humanos norte-americanas reprovaram cabalmente o joguinho de mau gosto, até a sua definitiva proibição, se não me engano em 1983, juntamente com os demais jogos sexistas da mesma empresa, a mystique. o interessante é que, fora o primordial custer's revenge, todos os outros foram relançados tempos depois, mas desta vez com a possibilidade de jogar com o bonequinho homem, ou com a bonequinha mulher. então, outro dos meus favoritos, o bachelor's party, também tem sua versão bachelorette's party. e eu que pensava que a mystique é que havia sido tri vanguarda ao propôr jogos pornô para ambos os sexos! que desolação!
bom, após ler o artigo proposto pelo wagner, saí em busca de mais notícias sobre o tradicional custer's revenge, joguinho que marcou parte da minha infância. e qual não foi minha surpresa ao descobrir que o jogo está RELANÇADO. sim, pelo que entendi, exatamente como na sua versão original. general george custer himself atacando a pobre índia.

22.8.09

44. finalmente

ora, vejam...
me deu vontade de ler o franco moretti =)

43. foto perdida de pelotas

tendo em vista que hoje, ao que parece, definitivamente ressuscitei este blog, aproveitei para reler antigas postagens. entre elas, a postagem acerca da segunda viagem que fizemos a pelotas, em 2007. na ocasião, não cheguei a colocar fotos do passeio, provavelmente porque como não levamos máquina própria tivemos de esperar uma pessoa desconhecida que ficou com nossos emails nos enviar as fotos dela.
então, apenas para deixar registrado, e por um certo cinismo lúdico pelo ridículo da foto enfim localizada, colocá-la-ei logo aqui abaixo:
 
este monumento ao mau gosto foi tirado numa pedra que é um labirinto construído nos jardins do museu da baronesa. o marido da tal baronesa, certamente um barão, mandou fazer pra ela este sórdido divertimento em frente à casa. trata-se de uma grande pedra dentro da qual existem cavidades que podemos escalar até chegar ao topo. então, para chegar onde chegamos, tivemos de enfrentar uma longa e árdua jornada por dentro da pedra que poderia nos render uma conquista por termos enfrentado nossos medos mais claustrofóbicos.
talvez as coisas colocadas desta maneira heróica torne de certa forma perdoável nossa pose, nossas caras e nossos cabelos (estes últimos frutos da época em que o alexandre tinha abandonado o salão para abrir uma pet shop...).
romanticamente falando, também estamos muito titanic, se considerarmos que a pedra é alta.
é pena que a primeira visita à cidade de pelotas não tenha nenhum registro material, já que ocorreu num momento pré-máquinas digitais - ao menos na minha vida de pobreza e mendicância.

21.8.09

42. rendendo-se

ok, já que hoje admiti publicamente que não trabalharei e não produzirei nada acadêmico, mesmo sujeitando-me a um doloroso arrependimento muito em breve, rendo-me a mais um post. e nada garante que este será o último do dia.
já que mencionei o apartamentão e, logo após, desviei-me embaraçosamente do assunto, publicarei uma foto da fachada da prédio:
 
lindo, não é mesmo? todinho azul da cor do mar.
a nossa janela será aquela do meio, a fechadinha. 
logo mais é possível que me ausente, o que evitaria o constrangimento de mais uma postagem no mesmo dia. acho que abrirei mão das tortinhas de frango que não suporto mais e comerei uma pizza gordurosa.
para fechar este dia inútil, eu talvez venha a me deleitar assistindo "até os anões começaram pequenos", filme pelo qual fiquei bastante interessada ao tentar sincronizar as legendas. não que ele não fosse interessante antes; o simples fato de ter anões já torna um filme interessante. assim como ter o ben stiller, ou o owen wilson.
 

41. mais chuva sobre campinas

pobre campinas.
foi só receber-me da volta das férias que está sendo vítima de um tempo descontroladamente chuvoso. e, segundo a previsão, a tendência é que assim permaneça por mais alguns dias.
como já disse, isso me desanima sobremaneira. não tenho vontade de sair de casa nem mesmo para ir ao barão, com seus funcionários sempre tão simpáticos [lembrar de colocar uma foto do barão mais adiante]. em casa, por outro lado, não tenho vontade de realizar minhas obrigações donas-de-casísticas e, ai de mim, tenho de conviver com a pia repleta de louças e restos variados e imundos de alimentos. felizmente, tenho sabido lidar com a repercussão psicológica de meus atos e não tenho me culpado como ocorre na propaganda da neura da limpeza. aliás, contento-me em nem mesmo dormir na minha confortável cama, trocando-a pelo duro e desengonçado sofá-cama azul. ali me deixo ficar por dias e dias, apenas ingerindo tortas de frango adquiridas no barão e outros suculentos petiscos da nabisco, bauducco e lacta, tais como o irresistível bon gouter de provolone.
algo que tem sido uma ótima companhia é, evidentemente, o site do FX, com os episódios completos de family guy e de american dad.

a quem se interessar: www.fxbrasil.com.br

acho que meu favorito é mesmo o american dad, com menos episódios exibidos gratuitamente no site - entretanto, a lista apresentada muda constantemente. ainda estou buscando captar a regularidade. outra hora escreverei longamente sobre isso, em um post destinado a esse assunto.

para não me desviar tanto, concluo dizendo que um outro companheiro de dias chuvosos será, certamente, joaquim manuel de macedo, com o seu clássico "a moreninha". tal obra-prima do romantismo mela-cueca brasileiro será discutida em aula.

40. aquele apartamentão

aquele apartamentão está quase pronto.
quase mesmo, falta só pintar (uma última demão de tinta) e lixar o parquê. no meio do mês que vem a sorrento vai colocar a cozinha, lindíssima, toda em fórmica na cor azul francês.
esta cozinha, aliás, foi um martírio. onde encontramos pessoas competentes que fazem móveis? será que ninguém nunca ouviu falar em fórmica, fórmica de verdade, a marca em si???
eu falava que queria em fórmica e me entregavam a paleta de cores de um laminado qualquer! era como se eu pedisse um nescau e me dessem um toddy, sabe?
também já inventei 1.845.984.287 de tipos diferentes de bancada para banheiro e confesso que talvez encontre no desenho e fabrico de objetos de decoração um tranquilo e agradável hobby. é pena, contudo, que tal atividade não esteja entre aquelas que a CAPES e o chalhoub avaliem como produtivas para o bom desenvolvimento de uma tese de doutorado.
em outro momento da vida já fiquei muito entusiasmada com o trabalho no arquivo e a produção de tabelas e bancos de dados, mas quem pode controlar as paixões, afinal? já faz um bom tempo que não tenho estado motivada a encarar as centenas de páginas do livro sobre escritores e nem mesmo franco moretti tem sido capaz de me animar. hum, porém agora a menção de seu nome me seduziu um pouco...
posso afirmar sem medo que a ideia de elaborar mapas sobre literatura e inferir coisas valendo-me de um sofisticado banco de dados me é bastante aprazível. não sei exatamente o que me impede de fazê-lo. tendo a apostar no clima, mesmo que me desvie perigosamente para uma crença no determinismo climático. a ausência do desenho poderia também ser uma boa razão para meu desânimo, mas creio que a presença dele igualmente me desmotivaria a fazer meu trabalho.
acho que preciso esgotar-me de fazer outras coisas até ansiar pelo retorno às atividades socio-mapístico-literárias. e torcer pra que o sol volte a brilhar em campinas - se eu não me animar, pelo menos a calça que está há uma semana no varal pode secar.

17.7.09

39. o didi mocó

depois de meses sem TV, estou há alguns dias em porto alegre assistindo senhora do destino e sessão da tarde.
agorinha mesmo vi uma propaganda RIDÍCULA: o didi ainda faz piada com a tina turner. sim, exatamente como há 20 anos.

16.6.09

38. campinas

campinas, afinal, é uma bonita cidade - se bem que hoje me pareceu bem menos atraente do que há duas semanas.
antes da minha mudança, muita gente disse que aqui não acontecia nada, que não tinha nada pra fazer em campinas. talvez essas pessoas estejam um pouco certas. entretanto, passei a apreciar a fauna e a flora da cidade e me ocupei durante alguns dias na busca de informações a respeito do bioma do sudeste brasileiro.
até duas semanas atrás, antes da minha viagem a porto alegre, campinas estava florida e outonal. as manhãs eram animadoras e ensolaradas, embora frias e secas. poucas coisas eram capazes de me importunar, pois a temperatura e o índice de umidade estavam muito ao meu agrado. afora tudo isso, uma bela garota flertou comigo na cantina durante alguns dias consecutivos.
após algum tempo em porto alegre, contudo, campinas já não me parece mais a mesma. hoje sequer vi o sol e o frio já passa um pouco dos limites. essas condições, em porto alegre, tudo bem. em porto alegre eu já sei que é assim mesmo que vai ser e não há nenhuma frustração envolvida. mas campinas mudou inconvenientemente. não vi mais flores coloridas, nem aquele ar sexy que envolvia a unicamp.

4.6.07

37. fechamento do acervo da luta contra a ditadura

Prezados:

O atual governo estadual do RS pretende realizar um ataque frontal à História. Através da secretária de Cultura Mônica Leal (filha do Coronel Pedro Américo Leal, que foi chefe de polícia e importante agente repressivo da ditadura aqui no RS), este governo pretende fechar o Acervo da Luta Contra a Ditadura. A Comissão do Acervo da Luta Contra a Ditadura, que coordenava o Acervo, já perdeu seus principais membros, que pediram afastamento de seus respectivos cargos na Comissão em repúdio a tal ação. Dentre eles, estão o juiz João Carlos Bona Garcia (presidente da Comissão), o professor de História da UFRGS Enrique Serra Padrós e as sociólogas Sônia Ferreira e Lícia Peres. O Acervo mantém uma grande quantidade de documentação histórica sobre o período, essenciais ao trabalho do historiador. Esses conjuntos documentais provavelmente serão desmembrados se tal medida autoritária se realizar. O acesso aos mesmos talvez chegue a ser inviabilizado, ocultando assim uma parte significativa da nossa história.

Na próxima terça, 5 de junho, estaremos realizando um ato em protesto, com o apoio do DCE da UFRGS. A concentração se dará às 9:00, em frente à Faculdade de Educação da UFRGS (Campus Centro, quase na esquina da Osvaldo).

Por favor, repassem esta notícia e nos ajudem na \ntentativa de barrar esse ato de autoritarismo do governo do Estado do RS. Aos periódicos eletrônicos, peço que divulguem matérias sobre o assunto, para o que me disponho a auxiliá-los em tudo que for possível.

Grato a todos pela atenção,

Jaime Valim Mansan
Graduado em História pela UFRGS, mestrando em História pela PUCRS

31.5.07

36. pelotas

em vez de fichar o chaunu, fico pensando na viagem para pelotas. da última vez q por lá estivemos foi maravilhoso. como sempre, o acolhimento do FABULOSO hotel curi (páreo duro com o volpiano).
o seu curi, às vezes me pego perguntando se o seu curi ainda vai estar lá. o seu curi era a eficiência em pessoa, especialmente se comparado à trágica experiência da pocilga, vivida pouco antes da intalação no hotel. ele chegou a buscar informações sobre camisetinhas antigas de clubes (foi lá q comprei a minha do pelotas e a do grêmio autografada pelo jardel). outra belíssima aquisição foi o compacto do junior cantando "voa canarinho, voa": até hj tem lugar de destaque no meu quarto.
e será q a pizzaria da frente ainda existe? e o restaurante onde costumávamos almoçar, perto da casa do estudante?!? eu lembro q eu gastava cerca de 2 reais pelo almoço, com refri. e era comida caseira da melhor qualidade.
tb me pergunto se ainda permanece a máfia... do que era mesmo? era de um rede de casas lotéricas, aliás, o principal empreendimento de pelotas. creio q 67% dos estabelecimentos comerciais da cidade era composto por casas lotéricas. eu lembro q havia duas principais, cujos nomes não recordo, mas q provavelmente concorriam pela clientela oriunda da volumosa população de pessoas idosas.
o q intrigou naquela ocasião foi mesmo essas duas redes de casas lotéricas, especialmente pq na pocilga, dentre uma série de objetos suspeitíssimos, havia um cavalete publicitário da... como era mesmo o nome??

decidi colocar aqui um trecho q sobreviveu ao fim do antigo eu e o desenho, no qual relatamos, na época em q aconteceu, nossa viagem a pelotas:

"primeira volta na quadra na desconhecida pelotas. uma cidade-fantasma. velha, desabitada, com estabelecimentos comerciais muito antigos e pouco frequentados. habitantes muito velhos. nenhum jovem até agora. e o que é melhor: nenhum JOVEM QUE OUVE ROCK!!os empreendimentos comerciais existentes certamente fracassariam aqui em porto alegre. a maioria visava um público sexagenário, daí a presença de tantas casas lotéricas. inúmeras. e a impressão que dava é que elas se proliferavam a medida em que os dias se passavam. a maior delas, chamada "corrida do ouro", possuía mais de 70 lojas, só na região central. sua rival, "esquina da sorte", contava com um número bem menor, mas podia ser bem mais perigosa...o que significaria tudo isso? o que estaria por trás da máfia das casas lotéricas frequentadas por idosos?! ainda era cedo demais para saber. mas tínhamos certeza de que algo muito estranho nos aguardava..."

este trecho é importante por enunciar os nomes das casas lotéricas: corrida do ouro e esquina da sorte. quero ver se permanecem lá.

por um momento tb tive vontade de verificar em q estado se encontra a pocilga e a casa ao lado. será q eu ainda saberia chegar lá? será q ainda é uma pocilga, será q lá ainda acontecem as mesmas atividades q outrora aconteciam? e a casa do lado, com as velhas cheias de quinquilharias?? acho q eu gostaria de rever aquele local de forma distante e enfim compreender tudo.

25.4.07

35.

semana passada vi um filme. não era um filme bom, era com bruce willis, mas isso não vem ao caso. o importante é que o bruce willis era um detetive e morava em um barco. o barco tinha o interior todo revestido de madeira.
talvez isso seja um elemento estrutural em filmes sobre detetives, pois em outra circunstância, não sei se já mencionei aqui, vi um filme em que chavy chase era um detetive que morava em um barco cujo interior era revestido com madeira. desde então, cobiço morar em um barco desses. não tenho tanta certeza quanto a ser detetive.

24.4.07

34. sim, eu fui feliz na argentina

e muito.

e às vezes é como se fosse bem fácil eu ir de carris até a corrientes. eu quero guardar todos os argentinos dentro do meu quarto (e as argentinas também). eu quero pelo menos uma miniatura do 95 pra mim.

é estranho, pois é como se fosse ali, é como se eu pudesse pegar um T-qualquer coisa e ir na bond street.

o q faz falta mesmo é o calor humano. eu lembro até hoje do dono de uma banquinha de revistas que era a cara do gene wilder (não como ele está hoje, é claro). eu gostaria de mandar flores pra ele. e o taxista meio evo morales, então. nunca esquecerei de seus conselhos amistosos, nem das músicas populares latino-americanas que ele escutava durante o trajeto. me senti dentro do joguinho trópico (aliás, esse taxista parecia um dos bonequinhos do trópico).

em homenagem ao dono da banquinha, posto a foto de gene wilder:






33. mais um desenho do desenho (e de mim)



ana paula, aluna nossa no alternativa, fez esse lindo desenho, meu e do desenho, e levou hoje na aula. alunos artistas, hã?

20.4.07

32.

o desenho acha q o cara q faz massagens todas as manhãs tem um problema na coluna. ele atribui ao problema na coluna a razão pela qual o cara necessita das massagens. eu discordo do desenho. eu acredito que o cara decidiu adotar esse estilo de vida.

13.2.07

31. esquemão forte DO VÉIO - parte 1

intercalarei fotos, ou seja, documentos que comprovam, empiricamente, o que realmente aconteceu no esquemão forte, com as tão esperadas ESTATÍSTICAS do esquemão.

primeira foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, ignorou completamente a idéia do jonas.


segunda foto: joana revoltada com a idéia do jonas.




total de idéias do jonas: 82.


terceira foto: marcus investindo em felipeta. sendo ignorado.

quarta foto: tiago gil e bruna se preparando para apunhalar a gralha da velha, ignorando a informação de jonas de que isso seria trabalho para o nêgo xola.



índice de vezes em que pessoas se ignoraram: 41/5

quinta foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, peidando.




30. esquemão forte DO VÉIO - parte 2

sexta foto: parece que o marcus já estava conseguindo cativar felipeta, que, nessa foto, sorria docemente.

sétima foto: foto engraçada do gabi.


oitava foto: foto explicativa da grande quantidade de pêlos encontrados boiando na piscina após o esquemão.


nona foto: como a fabi não veio, bibi se entregou à bebida.



quantidade de cevas consumidas: 117


décima foto: eu e esse desenho


décima primeira foto: rod no esquemão.