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28.8.09

53. as belezas naturais do barão geraldo

pode ser o excessivo contato com revistas oitocentistas, mas estou particularmente interessada, como já mencionei em outro post, nas belezas naturais da cidade de campinas.
sim, nas revistas literárias oitocentistas sempre tinha uma poesia e comentários sobre a natureza exuberante de algum rincão qualquer. às vezes, a poesia era sobre a natureza exuberante do rincão em questão.
enfim, o fato é que fiquei encantada com as vistosas flores e frondosas árvores do bairro onde resido por aqui.
por isso, fotografei algumas coisas nesta semana e aqui as deixo para exibição pública e para calar a boca daqueles que só veem beleza quando ela salta, exuberante, aos olhos da gente.

 
  
  
 

52. barão geraldo: o homem e o mito

desde que vim morar no barão geraldo, tenho curiosidade de saber quem foi o tal barão geraldo, como ele viveu e, sobretudo, se foi ele quem deu o brinco de ouro pra princesa.
pois, eis que esta semana andrea me revela informações contundentes a respeito do barão geraldo, não o bairro, mas o barão himself.
segundo ela, o tal barão tinha uma fazenda onde hoje é o bairro e, obviamente, era uma fazenda de café. sua história e a de sua família foi marcada pela tragédia, já que o barão faliu, perdeu tudo e, então, morreu de melancolia. uma de suas filhas albinas cometeu o suicídio.
achei particularmente interessante o fato de a história ser trágica e também o fato de o barão ter tido duas filhas albinas. cogitei que talvez fossem gêmeas, além de albinas, mas de acordo com andrea esta informação não procede. wagner, por sua vez, acha que seria ainda mais interessante se além de albinas e gêmeas, fossem gêmeas siamesas. de fato, seria. mas não é, e um forte sentimento empiricista tomou conta de mim, a ponto de desejar desvendar a verdade sobre o barão e sua família. fazer a crítica interna E externa das fontes e atingir o âmago da questão.

portanto, recorri ao google.

concordo que não foi a atitude que ranke recomendaria ao historiador, mas creio ter encontrado coisas peculiares, por exemplo, uma FOTO do próprio barão geraldo acompanhado de sua família na fazenda santa genebra, onde residia. seu nome completo era geraldo de souza rezende.
a foto foi encontrada num interessante blog que busca preservar a memória de campinas.


não sei se são meus olhos, mas não vejo nenhuma moça albina. talvez seja apenas uma lenda que envolve o homem. em todo caso, o google também me informou que o barão, embora não tenha morrido de melancolia, cometeu o suicídio após tudo perder. é claro que não se morre de melancolia num sentido literal, mas acho que o suicídio é uma prova cabal de que o homem não estava num momento de muita felicidade com a sua vida. a fazenda santa genebra foi a leilão e muitos imigrantes adquiriram lotes de terras, por isso hoje em dia há nomes de ruas como "luís vicentin" e outras coisas "vicentin".

outra história peculiar, desta vez contada pela andrea e não pelo google, diz respeito a uma das meninas supostamente albinas. uma delas teria se casado com o albino j. b. de oliveira (que hoje é nome da avenida no centro do barão). o mais engraçado é que a moça albina não se chamava "albina" e o seu marido não era albino, mas se chamava "albino". curioso, não? é pena que a foto, a princípio, desminta o boato sobre as filhas albinas.

24.8.09

50.

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adendo retificativo: onde, no post número 48 sobre o projeto de ver todos os filmes de ben stiller, lê-se que tal projeto choca-se com o projeto de não assistir animações, corrijo para: "choca-se com o projeto de não assistir animações com elefantes pretensamente divertidos".
agradeço ao desenho por me alertar para tal erro grave, reportando-se a "waking life".
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49. franco moretti: gráficos

terminei o capítulo sobre o uso de gráficos em história da literatura do livro do franco moretti, "a literatura vista de longe".
o franco moretti é um italiano que leciona literatura comparada na universidade de stanford e tem se ocupado de pensar a história da literatura diferentemente da crítica tradicional. ele considera que a história da literatura preocupou-se tão somente com as obras clássicas e de refrência dos gêneros, dando muita ênfase aos cânones e esquecendo-se por completo da literatura "baixa", "pequena" ou como se quiser denominar aqueles escritores que permanecem até hoje no mais completo anonimato, e suas obras.
pro moretti, se olharmos a literatura "de longe", através de gráficos e de mapas, por exemplo, veremos uma nova literatura aflorar, já que levaria-se em conta todo o conjunto de escritores "menores" e que não se tornaram consagrados - mas que, no entanto, publicaram e foram lidos.
pois, toda a parte sobre os gráficos é bastante sugestiva e traz boas reflexões, mas não tenho certeza se chega a resultados muito inovadores - que seria a expectativa da utilização de novos métodos.
na verdade, a grande sacada que ele esperou trazer foi a percepção de ciclos numa história literária que abarque várias décadas (quem sabe séculos) de produção. então uma das coisas que ele defende é que os gêneros do romance convivem durante cerca de 20-30 anos e, simultaneamente, são todos juntos substituídos por novos gêneros. sendo assim, num mesmo momento histórico haveria vários "horizontes de expectativas", porque haveria vários gêneros literários em perfeita harmonia. mas, dentro de 20 ou 30 anos de convivência, estes gêneros, todos juntos (e isso é importante pro argumento dele), entrariam em declínio e seriam relegados ao ostracismo completo, sendo que outros gêneros novos tomariam o lugar deste antigo grupo.
ele não sabe muito bem explicar o porquê desta dinâmica, mas aposta que deve ter algo a ver com sucessões de gerações literárias. não há como explicar convincentemente a razão de os ciclos destas gerações serem tão estáveis (sempre duram de 20 a 30 anos).
bom, acho que ele coloca boas questões e o ponto de vista que esta metodologia faz emergir é de fato bastante intrigante. mas não me senti plenamente satisfeita com as soluções que ele encontra, ou, pelo menos, com a forma como ele as apresenta. acho que, até o momento, a literatura na história que ele conta ainda está muito afastada da história. sim, porque tomando apenas um conjunto de gráficos, embora novas e interessantes questões apareçam, não há como oferecer uma explicação que passe pela história. os gráficos tratam apenas da produção de livros. esta produção de livros, portanto, permanece alijada de todo o resto da época e dos homens que a produziram.
eu gostaria de trabalhar um tantinho com esta metodologia pra poder testar melhor estas coisas todas, tanto as questões que ele propõe, quanto uma crítica à maneira como os gráficos, mapas e bancos de dados são produzidos. sim, porque ele não deixa muito claro como estas coisas foram de fato elaboradas e de que forma esta confecção interfere nos resultados oferecidos. creio que seria deveras interessante mesclar esta literatura vista de longe do moretti com uma literatura vista bem de perto e testar os limites de cada uma delas.
a revista veja fez uma adaptação de alguns gráficos do moretti. evidentemente que são adaptações e o livro dele não é tão colorido assim.

48. projeto: ben stiller

essa semana assisti a mais um filme do ben stiller. pra quem não sabe, tenho o projeto de assistir a todos os filmes deste adorável comediante. minha área de concentração, por enquanto, tem sido os anos 2000, mas sem ênfase nos seus últimos trabalhos.
bem, o filme que vi nessa semana é fraquíssimo, chama-se "tenha fé" e é com o edward norton loiro. é realmente muito fraco e pouco engraçado. pra falar bem francamente, não é um filme engraçado. entretanto, meu projeto é ver todos os filmes de ben stiller, então é preciso. talvez eu abra uma exceção e não assista aos madagascar, porque aí se choca com um outro projeto meu que é o de não assitir animações.


2009 - Uma noite no museu 2 (Night at the museum: Battle of the Smithsonian)
2008 - Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa) (voz)
2008 - Trovão tropical (Tropic thunder)
2008 - Marc Pease experience, The
2007 - Elmo's Christmas countdown (TV)
2007 - Antes só do que mal casado (Heartbreak kid, The)
2006 - Danny Roane: First time director
2006 - Tenacious D in: The pick of destiny
2006 - Escola de idiotas (School for scoundrels)
2006 - Uma noite no museu (Night at the museum)
2005 - Madagascar (Madagascar) (voz)
2004 - Sledge: The untold story
2004 - O âncora - A lenda de Ron Burgundy (Anchorman: The legend of Ron Burgundy)
2004 - Com a bola toda (Dodgeball: A true underdog story)
2004 - A inveja mata (Envy)
2004 - Starsky & Hutch - Justiça em dobro (Starsky & Hutch)
2004 - Entrando numa fria maior ainda (Meet the Fockers)
2004 - Quero ficar com Polly (Along came Polly)
2003 - Nobody knows anything
2003 - Duplex (Duplex)
2002 - Correndo atrás do diploma (Orange County)
2002 - Run Ronnie Run!
2002 - You'll never wiez in this town again
2001 - Os excêntricos Tenenbaums (Royal Tenenbaums, The)
2001 - Zoolander (Zoolander)
2000 - Mission Improbable (TV)
2000 - Produção Independente (Independent, The)
2000 - Entrando numa fria (Meet the parents)
2000 - Preto e branco (Black and white)
2000 - Tenha fé (Keeping the Faith)
1999 - The Suburbans - O recomeço (Suburbans, The)
1999 - Heróis muito loucos (Mystery Men)
1998 - Uma vida alucinante (Permanent midnight)
1998 - Seus amigos, seus vizinhos (Your friends & neighbors)
1998 - Quem vai ficar com Mary? (There's something about Mary)
1998 - Efeito zero (Zero effect)
1996 - O pentelho (Cable guy, The)
1996 - Procurando encrenca (Flirting with disaster)
1996 - Lado a lado com o amor (If Lucy fell)
1996 - Um maluco no golfe (Happy Gilmore)
1995 - Turma da pesada (Heavyweights)
1994 - Caindo na real (Reality bites)
1992 - Highway to Hell
1990 - A sorte no lixo (Working Tra$h) (TV)
1990 - Stella - Uma prova de amor (Stella)
1989 - Elvis stories
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1988 - Obsessão (Fresh horses)
1987 - Império do sol (Empire of the sun)
1987 - Hot pursuit
1987 - House of blue leaves, The (TV)

23.8.09

47. caligula would have blushed 2

tenho tido muito nojo de arroz, ultimamente.
não, não é só o arroz aqui de campinas.
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adendo informativo: até hoje é um mistério pra mim como pode o arroz servido nos restaurantes aqui de campinas ser tão ruim. é ruim mesmo, chega a ser intragável. me fez ter traumas de comer arroz. minhas pesquisas indicaram que o gosto não depende da qualidade do local onde ele é servido. pode ser em bons restaurantes ou em restaurantes ruins, o gosto é o mesmo.
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 mas não é só o arroz de campinas que me enoja. meu próprio arroz tem sido alvo da minha incontrolável repulsa, desta vez não por causa do gosto, mas da aparência.
tudo começou quando eu e o desenho fizemos um delicioso liguado ao molho de alcaparras (aliás, esquecemo-nos completamente de colocar as alcaparras! assim mesmo estava delicioso!). saciados e em êxtase após a refeição, nenhum de nós se animou a limpar a sujeira alimentar e peixística que havia ficado sobre a pia.
as dolorosas consequências deste mau passo se fizeram sentir no dia seguinte, quando, ao aproximar-me da pia, reparei que estava cheia de arroz sobre a superfície de inox. imprudentemente toquei em alguns grãos do misterioso arroz que ali aparecera e comecei a lavar a louça do dia anterior. surpresa, reparei que o arroz se mexia qual um ser vivo. foi quando me dei por mim: ERA um ser vivo. eram vermes!!!
da noite para o dia apareceram VERMES na pia da cozinha, atraídos pelo forte cheiro dos restos mortais do linguado com o qual nos fartamos. os traumas permanecem até hoje e manifestam-se num horror terrível toda vez que me deparo com um repulsivo grão de arroz, grande, mole e molhado. eventualmente um pouco curvado. eu às vezes invejo aquelas pessoas que, ao pressentirem o aparecimento de vermes, inventam uma insólita cosmogonia em vez de criar uma instabilidade emocional qualquer.
eu considero um ultraje que estes nojentos restos do alimento já consumido convivam harmoniosamente, dentro da pia, com os utensílios e talheres com os quais tocamos nossas delicadas bocas todos os dias.

46. caligula would have blushed

tenho achado estes pratos nadir asquerosos ultimamente. os pratos rasos são como os pratos fundos. não gosto de almoçar em um prato fundo, é grosseiro. me sinto um glutão.
eu acho que comer já é degradante, mas se torna ainda pior quando se come comida normal em prato fundo. a pior visão, contudo, é a dos pratos rasos com aspecto de fundos dentro da pia após as refeições. por mais que se tire pro lixo, sempre restam vestígios do alimento que foi consumido. o prato, além de fundo, fica todo lambusado de coisas mortas que nós, humilhados, pusemos pra dentro do corpo.

45. atari pornô

uma das coisas que eu sempre achei das mais interessantes no atari são os jogos pornô. eles não servem pra absolutamente nada, a não ser pra serem interessantes.
em primeiro lugar, como em todo e qualquer jogo do atari, a dificuldade inicial é jogar. mas além de ser difícil cumprir a expectativa do jogo e pontuar, essa expectativa normalmente envolve uma trepada esdrúxula. entretanto, a tal trepada não é capaz (ao menos acredito eu, mas tudo é possível) de excitar os punheteiros de plantão, já que, obviamente, se trata de um mero jogo do atari e, portanto, mal se entende o que está acontecendo devido à péssima qualidade dos gráficos.
ou seja, o jogo não serve como um jogo qualquer porque, em geral, os jogos pornô são mais difíceis de jogar do que os demais; e a sua característica sexual também não serve a possíveis objetivos sexuais que, por ventura, alguém possa ter, porque os gráficos são muito ruins. são jogos pornô que não são nem jogos, nem pornô. sendo assim, sua única e inegável qualidade é o fato de serem extremamente interessantes. talvez a própria bizarrice de não servirem pra nada e, mesmo assim, existirem com conteúdo sexual, torne-os tão adoráveis.


resolvi escrever este post porque tive a ventura de descobrir, no blog do wagner, o linque para um artigo justamente sobre estes peculiares joguinhos. achei surpreendente o fato de tê-los cultuado por tanto tempo sem ter tido suficiente interesse para buscar informações a respeito. por exemplo, um dos meus favoritos, custer's revenge, é claramente preconceituoso e machista. trata-se do famoso general custer, que tinha entre suas principais atividades massacrar índios. neste jogo o general ataca sexualmente uma índia amarrada a um poste. é bastante realista, é verdade, mas extremamente de mau gosto por se tratar de um divertimento. contudo, dentre todos os jogos com apelo sexual do atari, este é o único, na minha opinião, cujo objetivo é possível de ser atingido.

bem, eu sempre comentei que o jogo era preconceituoso e etc, mas nunca havia buscado informações sobre a sua repercussão na época do lançamento, ou seja, o longínquo ano de 1982. pois, eis que por meio do referido linque fico eu sabendo que feministas e outras organizações de direitos humanos norte-americanas reprovaram cabalmente o joguinho de mau gosto, até a sua definitiva proibição, se não me engano em 1983, juntamente com os demais jogos sexistas da mesma empresa, a mystique. o interessante é que, fora o primordial custer's revenge, todos os outros foram relançados tempos depois, mas desta vez com a possibilidade de jogar com o bonequinho homem, ou com a bonequinha mulher. então, outro dos meus favoritos, o bachelor's party, também tem sua versão bachelorette's party. e eu que pensava que a mystique é que havia sido tri vanguarda ao propôr jogos pornô para ambos os sexos! que desolação!
bom, após ler o artigo proposto pelo wagner, saí em busca de mais notícias sobre o tradicional custer's revenge, joguinho que marcou parte da minha infância. e qual não foi minha surpresa ao descobrir que o jogo está RELANÇADO. sim, pelo que entendi, exatamente como na sua versão original. general george custer himself atacando a pobre índia.

22.8.09

44. finalmente

ora, vejam...
me deu vontade de ler o franco moretti =)

43. foto perdida de pelotas

tendo em vista que hoje, ao que parece, definitivamente ressuscitei este blog, aproveitei para reler antigas postagens. entre elas, a postagem acerca da segunda viagem que fizemos a pelotas, em 2007. na ocasião, não cheguei a colocar fotos do passeio, provavelmente porque como não levamos máquina própria tivemos de esperar uma pessoa desconhecida que ficou com nossos emails nos enviar as fotos dela.
então, apenas para deixar registrado, e por um certo cinismo lúdico pelo ridículo da foto enfim localizada, colocá-la-ei logo aqui abaixo:
 
este monumento ao mau gosto foi tirado numa pedra que é um labirinto construído nos jardins do museu da baronesa. o marido da tal baronesa, certamente um barão, mandou fazer pra ela este sórdido divertimento em frente à casa. trata-se de uma grande pedra dentro da qual existem cavidades que podemos escalar até chegar ao topo. então, para chegar onde chegamos, tivemos de enfrentar uma longa e árdua jornada por dentro da pedra que poderia nos render uma conquista por termos enfrentado nossos medos mais claustrofóbicos.
talvez as coisas colocadas desta maneira heróica torne de certa forma perdoável nossa pose, nossas caras e nossos cabelos (estes últimos frutos da época em que o alexandre tinha abandonado o salão para abrir uma pet shop...).
romanticamente falando, também estamos muito titanic, se considerarmos que a pedra é alta.
é pena que a primeira visita à cidade de pelotas não tenha nenhum registro material, já que ocorreu num momento pré-máquinas digitais - ao menos na minha vida de pobreza e mendicância.

21.8.09

42. rendendo-se

ok, já que hoje admiti publicamente que não trabalharei e não produzirei nada acadêmico, mesmo sujeitando-me a um doloroso arrependimento muito em breve, rendo-me a mais um post. e nada garante que este será o último do dia.
já que mencionei o apartamentão e, logo após, desviei-me embaraçosamente do assunto, publicarei uma foto da fachada da prédio:
 
lindo, não é mesmo? todinho azul da cor do mar.
a nossa janela será aquela do meio, a fechadinha. 
logo mais é possível que me ausente, o que evitaria o constrangimento de mais uma postagem no mesmo dia. acho que abrirei mão das tortinhas de frango que não suporto mais e comerei uma pizza gordurosa.
para fechar este dia inútil, eu talvez venha a me deleitar assistindo "até os anões começaram pequenos", filme pelo qual fiquei bastante interessada ao tentar sincronizar as legendas. não que ele não fosse interessante antes; o simples fato de ter anões já torna um filme interessante. assim como ter o ben stiller, ou o owen wilson.
 

41. mais chuva sobre campinas

pobre campinas.
foi só receber-me da volta das férias que está sendo vítima de um tempo descontroladamente chuvoso. e, segundo a previsão, a tendência é que assim permaneça por mais alguns dias.
como já disse, isso me desanima sobremaneira. não tenho vontade de sair de casa nem mesmo para ir ao barão, com seus funcionários sempre tão simpáticos [lembrar de colocar uma foto do barão mais adiante]. em casa, por outro lado, não tenho vontade de realizar minhas obrigações donas-de-casísticas e, ai de mim, tenho de conviver com a pia repleta de louças e restos variados e imundos de alimentos. felizmente, tenho sabido lidar com a repercussão psicológica de meus atos e não tenho me culpado como ocorre na propaganda da neura da limpeza. aliás, contento-me em nem mesmo dormir na minha confortável cama, trocando-a pelo duro e desengonçado sofá-cama azul. ali me deixo ficar por dias e dias, apenas ingerindo tortas de frango adquiridas no barão e outros suculentos petiscos da nabisco, bauducco e lacta, tais como o irresistível bon gouter de provolone.
algo que tem sido uma ótima companhia é, evidentemente, o site do FX, com os episódios completos de family guy e de american dad.

a quem se interessar: www.fxbrasil.com.br

acho que meu favorito é mesmo o american dad, com menos episódios exibidos gratuitamente no site - entretanto, a lista apresentada muda constantemente. ainda estou buscando captar a regularidade. outra hora escreverei longamente sobre isso, em um post destinado a esse assunto.

para não me desviar tanto, concluo dizendo que um outro companheiro de dias chuvosos será, certamente, joaquim manuel de macedo, com o seu clássico "a moreninha". tal obra-prima do romantismo mela-cueca brasileiro será discutida em aula.

40. aquele apartamentão

aquele apartamentão está quase pronto.
quase mesmo, falta só pintar (uma última demão de tinta) e lixar o parquê. no meio do mês que vem a sorrento vai colocar a cozinha, lindíssima, toda em fórmica na cor azul francês.
esta cozinha, aliás, foi um martírio. onde encontramos pessoas competentes que fazem móveis? será que ninguém nunca ouviu falar em fórmica, fórmica de verdade, a marca em si???
eu falava que queria em fórmica e me entregavam a paleta de cores de um laminado qualquer! era como se eu pedisse um nescau e me dessem um toddy, sabe?
também já inventei 1.845.984.287 de tipos diferentes de bancada para banheiro e confesso que talvez encontre no desenho e fabrico de objetos de decoração um tranquilo e agradável hobby. é pena, contudo, que tal atividade não esteja entre aquelas que a CAPES e o chalhoub avaliem como produtivas para o bom desenvolvimento de uma tese de doutorado.
em outro momento da vida já fiquei muito entusiasmada com o trabalho no arquivo e a produção de tabelas e bancos de dados, mas quem pode controlar as paixões, afinal? já faz um bom tempo que não tenho estado motivada a encarar as centenas de páginas do livro sobre escritores e nem mesmo franco moretti tem sido capaz de me animar. hum, porém agora a menção de seu nome me seduziu um pouco...
posso afirmar sem medo que a ideia de elaborar mapas sobre literatura e inferir coisas valendo-me de um sofisticado banco de dados me é bastante aprazível. não sei exatamente o que me impede de fazê-lo. tendo a apostar no clima, mesmo que me desvie perigosamente para uma crença no determinismo climático. a ausência do desenho poderia também ser uma boa razão para meu desânimo, mas creio que a presença dele igualmente me desmotivaria a fazer meu trabalho.
acho que preciso esgotar-me de fazer outras coisas até ansiar pelo retorno às atividades socio-mapístico-literárias. e torcer pra que o sol volte a brilhar em campinas - se eu não me animar, pelo menos a calça que está há uma semana no varal pode secar.

17.7.09

39. o didi mocó

depois de meses sem TV, estou há alguns dias em porto alegre assistindo senhora do destino e sessão da tarde.
agorinha mesmo vi uma propaganda RIDÍCULA: o didi ainda faz piada com a tina turner. sim, exatamente como há 20 anos.

16.6.09

38. campinas

campinas, afinal, é uma bonita cidade - se bem que hoje me pareceu bem menos atraente do que há duas semanas.
antes da minha mudança, muita gente disse que aqui não acontecia nada, que não tinha nada pra fazer em campinas. talvez essas pessoas estejam um pouco certas. entretanto, passei a apreciar a fauna e a flora da cidade e me ocupei durante alguns dias na busca de informações a respeito do bioma do sudeste brasileiro.
até duas semanas atrás, antes da minha viagem a porto alegre, campinas estava florida e outonal. as manhãs eram animadoras e ensolaradas, embora frias e secas. poucas coisas eram capazes de me importunar, pois a temperatura e o índice de umidade estavam muito ao meu agrado. afora tudo isso, uma bela garota flertou comigo na cantina durante alguns dias consecutivos.
após algum tempo em porto alegre, contudo, campinas já não me parece mais a mesma. hoje sequer vi o sol e o frio já passa um pouco dos limites. essas condições, em porto alegre, tudo bem. em porto alegre eu já sei que é assim mesmo que vai ser e não há nenhuma frustração envolvida. mas campinas mudou inconvenientemente. não vi mais flores coloridas, nem aquele ar sexy que envolvia a unicamp.

4.6.07

37. fechamento do acervo da luta contra a ditadura

Prezados:

O atual governo estadual do RS pretende realizar um ataque frontal à História. Através da secretária de Cultura Mônica Leal (filha do Coronel Pedro Américo Leal, que foi chefe de polícia e importante agente repressivo da ditadura aqui no RS), este governo pretende fechar o Acervo da Luta Contra a Ditadura. A Comissão do Acervo da Luta Contra a Ditadura, que coordenava o Acervo, já perdeu seus principais membros, que pediram afastamento de seus respectivos cargos na Comissão em repúdio a tal ação. Dentre eles, estão o juiz João Carlos Bona Garcia (presidente da Comissão), o professor de História da UFRGS Enrique Serra Padrós e as sociólogas Sônia Ferreira e Lícia Peres. O Acervo mantém uma grande quantidade de documentação histórica sobre o período, essenciais ao trabalho do historiador. Esses conjuntos documentais provavelmente serão desmembrados se tal medida autoritária se realizar. O acesso aos mesmos talvez chegue a ser inviabilizado, ocultando assim uma parte significativa da nossa história.

Na próxima terça, 5 de junho, estaremos realizando um ato em protesto, com o apoio do DCE da UFRGS. A concentração se dará às 9:00, em frente à Faculdade de Educação da UFRGS (Campus Centro, quase na esquina da Osvaldo).

Por favor, repassem esta notícia e nos ajudem na \ntentativa de barrar esse ato de autoritarismo do governo do Estado do RS. Aos periódicos eletrônicos, peço que divulguem matérias sobre o assunto, para o que me disponho a auxiliá-los em tudo que for possível.

Grato a todos pela atenção,

Jaime Valim Mansan
Graduado em História pela UFRGS, mestrando em História pela PUCRS

31.5.07

36. pelotas

em vez de fichar o chaunu, fico pensando na viagem para pelotas. da última vez q por lá estivemos foi maravilhoso. como sempre, o acolhimento do FABULOSO hotel curi (páreo duro com o volpiano).
o seu curi, às vezes me pego perguntando se o seu curi ainda vai estar lá. o seu curi era a eficiência em pessoa, especialmente se comparado à trágica experiência da pocilga, vivida pouco antes da intalação no hotel. ele chegou a buscar informações sobre camisetinhas antigas de clubes (foi lá q comprei a minha do pelotas e a do grêmio autografada pelo jardel). outra belíssima aquisição foi o compacto do junior cantando "voa canarinho, voa": até hj tem lugar de destaque no meu quarto.
e será q a pizzaria da frente ainda existe? e o restaurante onde costumávamos almoçar, perto da casa do estudante?!? eu lembro q eu gastava cerca de 2 reais pelo almoço, com refri. e era comida caseira da melhor qualidade.
tb me pergunto se ainda permanece a máfia... do que era mesmo? era de um rede de casas lotéricas, aliás, o principal empreendimento de pelotas. creio q 67% dos estabelecimentos comerciais da cidade era composto por casas lotéricas. eu lembro q havia duas principais, cujos nomes não recordo, mas q provavelmente concorriam pela clientela oriunda da volumosa população de pessoas idosas.
o q intrigou naquela ocasião foi mesmo essas duas redes de casas lotéricas, especialmente pq na pocilga, dentre uma série de objetos suspeitíssimos, havia um cavalete publicitário da... como era mesmo o nome??

decidi colocar aqui um trecho q sobreviveu ao fim do antigo eu e o desenho, no qual relatamos, na época em q aconteceu, nossa viagem a pelotas:

"primeira volta na quadra na desconhecida pelotas. uma cidade-fantasma. velha, desabitada, com estabelecimentos comerciais muito antigos e pouco frequentados. habitantes muito velhos. nenhum jovem até agora. e o que é melhor: nenhum JOVEM QUE OUVE ROCK!!os empreendimentos comerciais existentes certamente fracassariam aqui em porto alegre. a maioria visava um público sexagenário, daí a presença de tantas casas lotéricas. inúmeras. e a impressão que dava é que elas se proliferavam a medida em que os dias se passavam. a maior delas, chamada "corrida do ouro", possuía mais de 70 lojas, só na região central. sua rival, "esquina da sorte", contava com um número bem menor, mas podia ser bem mais perigosa...o que significaria tudo isso? o que estaria por trás da máfia das casas lotéricas frequentadas por idosos?! ainda era cedo demais para saber. mas tínhamos certeza de que algo muito estranho nos aguardava..."

este trecho é importante por enunciar os nomes das casas lotéricas: corrida do ouro e esquina da sorte. quero ver se permanecem lá.

por um momento tb tive vontade de verificar em q estado se encontra a pocilga e a casa ao lado. será q eu ainda saberia chegar lá? será q ainda é uma pocilga, será q lá ainda acontecem as mesmas atividades q outrora aconteciam? e a casa do lado, com as velhas cheias de quinquilharias?? acho q eu gostaria de rever aquele local de forma distante e enfim compreender tudo.

25.4.07

35.

semana passada vi um filme. não era um filme bom, era com bruce willis, mas isso não vem ao caso. o importante é que o bruce willis era um detetive e morava em um barco. o barco tinha o interior todo revestido de madeira.
talvez isso seja um elemento estrutural em filmes sobre detetives, pois em outra circunstância, não sei se já mencionei aqui, vi um filme em que chavy chase era um detetive que morava em um barco cujo interior era revestido com madeira. desde então, cobiço morar em um barco desses. não tenho tanta certeza quanto a ser detetive.

24.4.07

34. sim, eu fui feliz na argentina

e muito.

e às vezes é como se fosse bem fácil eu ir de carris até a corrientes. eu quero guardar todos os argentinos dentro do meu quarto (e as argentinas também). eu quero pelo menos uma miniatura do 95 pra mim.

é estranho, pois é como se fosse ali, é como se eu pudesse pegar um T-qualquer coisa e ir na bond street.

o q faz falta mesmo é o calor humano. eu lembro até hoje do dono de uma banquinha de revistas que era a cara do gene wilder (não como ele está hoje, é claro). eu gostaria de mandar flores pra ele. e o taxista meio evo morales, então. nunca esquecerei de seus conselhos amistosos, nem das músicas populares latino-americanas que ele escutava durante o trajeto. me senti dentro do joguinho trópico (aliás, esse taxista parecia um dos bonequinhos do trópico).

em homenagem ao dono da banquinha, posto a foto de gene wilder:






33. mais um desenho do desenho (e de mim)



ana paula, aluna nossa no alternativa, fez esse lindo desenho, meu e do desenho, e levou hoje na aula. alunos artistas, hã?

20.4.07

32.

o desenho acha q o cara q faz massagens todas as manhãs tem um problema na coluna. ele atribui ao problema na coluna a razão pela qual o cara necessita das massagens. eu discordo do desenho. eu acredito que o cara decidiu adotar esse estilo de vida.

13.2.07

31. esquemão forte DO VÉIO - parte 1

intercalarei fotos, ou seja, documentos que comprovam, empiricamente, o que realmente aconteceu no esquemão forte, com as tão esperadas ESTATÍSTICAS do esquemão.

primeira foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, ignorou completamente a idéia do jonas.


segunda foto: joana revoltada com a idéia do jonas.




total de idéias do jonas: 82.


terceira foto: marcus investindo em felipeta. sendo ignorado.

quarta foto: tiago gil e bruna se preparando para apunhalar a gralha da velha, ignorando a informação de jonas de que isso seria trabalho para o nêgo xola.



índice de vezes em que pessoas se ignoraram: 41/5

quinta foto: jonas tendo uma idéia. marcus, ao lado, peidando.




30. esquemão forte DO VÉIO - parte 2

sexta foto: parece que o marcus já estava conseguindo cativar felipeta, que, nessa foto, sorria docemente.

sétima foto: foto engraçada do gabi.


oitava foto: foto explicativa da grande quantidade de pêlos encontrados boiando na piscina após o esquemão.


nona foto: como a fabi não veio, bibi se entregou à bebida.



quantidade de cevas consumidas: 117


décima foto: eu e esse desenho


décima primeira foto: rod no esquemão.

6.8.06

28. estacion

todos sabemos que fue
un verano descalso y tuyo
que arrastraba entre los pies
gotas claras del mar oscuro.

en el pecho dos meganos eternos
y en los ojos un cielo transparente,
que brillaba atrás del sol,
serena y furiosamente.

quizas sepa que tenía
una eterna compañera,
que reía y se entregaba
desnuda sobre la arena,
que volaba cuando estaba en algún sueño
para despertarse dentro de su dueño,
al que le daba su amor,
hermosa y salvajemente.

27. será q eu seria feliz na argentina?

ontem eu e o desenho tínhamos aqui una borracha e aproveitamos para ouvir sui generis. q combinação. eu gostaria realmente q a argentina tivesse ganhado essa copa. toda vez q eu ouço sui generis eu penso q é muito legal, mas toda vez q eu lembro q eles são argentinos - quando vem a consciência disso - eu passo a achar MUITO melhor.
eu quero buenos aires de todas as formas q eu puder. mesmo continuando em porto alegre.

29.7.06

26. eu e o desenho em caxias

o hotel volpiano nos tratou muuuuuuuuito bem em caxias, principalmente pq a chuva contínua impedia q andássemos pela cidade. nós ficamos no melhor quarto de hotel da história dos quartos de hotel, desde o curi.
a senhora do café da manhã perguntou se eu, o desenho e o marcus éramos uma banda. eu disse q sim, q nós éramos, na hora até inventei um nome sofisticado pra banda e disse q estávamos fazendo muito sucesso no exterior.
[eu disse a verdade sobre não sermos de uma banda. eu não conseguiria mentir para aquela senhora.]



descrição minuciosa do quarto do majestoso HOTEL VOLPIANO, em q ficamos:

precisamente às 15:05 abrimos a larga porta de madeira do quarto 502. certamente havia algum equívoco, pois pessoas como nós jamais ficariam num quarto com uma porta daquelas. a primeira coisa com a qual nos deparamos foi a SALA. sim, a gente entrava no quarto pela sala. pela SALA DE JANTAR. depois vinha a SALA DE ESTAR propriamente dita. na sala de estar podíamos escolher um dos 547 canais disponíveis na tv. e foi o q ficamos fazendo por 5 dias.

15:10. abrimos uma das imensas janelas para ver q surpreendente visão nos aguardava.

eu: vou abrir a janela pra ver a vista.
o desenho: a vista pra um monte de telhados de casas ridículas.
eu: (abro a janela)
o desenho: o ALFREDO JACONI!!



exatamente. a vista era para nada mais, nada menos do q o ALFREDO JACONI. grande, porém pequeno. grande em vista do q esperávamos ver pela janela. pequeno se pensarmos q é um ESTÁDIO de futebol.

tiramos 269 fotografias de todos os ângulos do jaconi. perturbados pela chuva q não parava, nosso maior entretenimento era eventualmente ir até a janela e fotografar mais uma vez o estádio.

como o monumental HOTEL VOLPIANO oferecia acesso à internet gratuitamente para seus hóspedes, procuramos também quem foi de verdade o tal ALFREDO JACONI. foi esse senhor aqui embaixo:



o quarto do marcus era super anos 80. o nosso era 70.

tb adquiri livros. livros bons. e não posso dizer muitas coisas mais sobre a cidade. para finalizar, deixo a foto do leão:



18.7.06

24.

"em primeiro lugar, a partir de 1801 já não entendo seu comportamento. não é por falta de documentos: cartas, fragmentos de memórias, relatórios secretos, arquivos de polícia. ao contrário, tenho quase excesso disso. o q falta em todos esses testemunhos é firmeza, consistência. eles não se contradizem, mas também não se conciliam; não parecem se referir à mesma pessoa. e no entanto os outros historiadores trabalham com informações de mesmo tipo. como fazem eles? serei emais escrupuloso ou menos inteligente? aliás, colocada assim, a pergunta não me perturba. no fundo, o q procuro? não tenho idéia. durante muito tempo o homem rollebon me interessou mais do q o livro por escrever. mas agora o homem... o homem começa a me entediar. estou preso ao livro, sinto uma necessidade cada vez mais intensa de escrevê-lo - à medida que envelheço, dir-se-ia.[...] muito bem: ele pode ter feito tudo isso, mas não há provas: começo a achar q nunca se pode provar nada. trata-se de hipóteses honestas q explicam os fatos: mas sinto tão claramente q provêm de mim, q simplesmente uma maneira de unificar meus conhecimentos!... não vem nenhum lampejo da parte de rollebon. lentos, preguiçosos, enfadonhos, os fatos se acomodam ao rigor da ordem q quero lhes dar, mas ele lhes permanece exterior. tenho a impressão de estar fazendo um trabalho puramente imaginativo. além do mais, estou convencido de q personagens de romance pareceriam mais verdadeiros; seriam pelo menos mais agradáveis."
[a náusea - j-p sartre]

12.7.06

23. corinthians X cruzeiro

fazer o q, né? olhei o segundo tempo desse jogo, admito.
ai, não posso deixar de comentar: q coisa mais ridícula a roupa do árbitro!! meu deus, era constrangedor!
a bermuda dele era MUUUUUITO apertada!! nossa, era VULGAR...
eu estava assistindo sem o som, mas eu tenho certeza - de vez em qdo, a câmera focava a bunda dele - q os comentaristas devem ter reparado e dito coisas como, "nossa! como é q essa pessoa está conseguindo se locomover em campo?!".
eu não posso admitir nenhuma outra reação q não a surpresa e/ou o constrangimento silencioso diante daquela cena.
a bunda dele chegava a estar brilhosa, assim, na bermuda, de tão esticadinha, e isso me fazia pensar no desconforto de correr sempre com aquela sensação incômoda entre as nádegas. q coisa mais desagradável, uma roupa q certamente não foi pensada para a profissão a q se destina! o cara parecia estar usando um traje de banho feminino dos anos 40 ou 50!
outro aspecto digno de nota nestes meus comentários acerca da arbitragem do jogo corinthians X cruzeiro é o fato de o cabelo do árbitro ser igualzinho ao do nikos! e ele corria lá, com aquela bermuda e com aquele cabelo, q nem se mexia de tanto gel (ou seja lá o q) q ele tinha colocado no cabelo.

22.

finalmente cortarei meu ridiculo cabelo hj. ah, finalmente!
o alexandre, o cara q geralmente corta meu cabelo, me deixou plantada esperando por ele duas vezes. cheguei a pensar era um sinal, a fase dos cabelos curtos JAERA.
mas acho q vou dar mais uma chance pra eles, pros meus cabelos. talvez ele tenha razao e eu fique mais bonita de cabelos curtos e pretos mesmo. vamos ver. vou cortar mais essa vez, depois nao se sabe.
eu quero cortar meus cabelos e pintar e ficar bem bonita!
eu quero ir bonita pra caxias. eu quero estar bonita e alegre na vida. quero estar bonita e viajar. talvez no verao. eh melhor viajar no verao hehehe
daniela era um plano pro meu proximo verao. mas nao quero mais ir pra la. daniela ja foi um bom lugar no ultimo verao. agora eh bola pra frente. agora eh escolher um lugar q possa ser bom pra mim no futuro.

9.7.06

21.

vejo a comemoração da seleção da itália agora e penso nos jogadores assim:
é um seriado. todos eles fazem parte de uma agência de modelos em uma cidade italiana onde só tem homens. exatamente, só tem homens. eles ficam se enrosando uns nos outros, eventualmente suas bocas se aproximam quase se beijando.
são homens fortes, vestidos com roupas de futebol, fotografando num gramado. pulam como pulariam seres mitológicos da cidade mitológica habitada unicamente por homens. pulam uns perto dos outros, se tocam, uns sentam no colo dos outros e se acariciam.
todos eles têm nomes inverossímeis, forçados, tentando desesperadamente evidenciar q são italianos: luca toni, grosso, de rossi.
eles têm uma feminilidade lésbica, juntos. são muito homens. não são necessariamente bonitos, mas exalam testosterona por todos os poros.

20. a poesia do futebol

tudo o q queria era voltar a ver os jogos de trinidad. não novos jogos de trinidad. os jogos já jogados nessa copa. não os jogos jogados vistos em gravação. não. os jogos jogados vistos naquela época. aquela época é q era boa. naquele tempo eu era feliz. qdo eu via trinidad jogar e me emocionava e podia saber q tudo estava no seu lugar.
zizou, quem é zizou afinal? esse jogo entre itália e frança representa a desilusão completa com o mundo. onde já se viu frança em final de copa? pssss... frança em final de copa, certo. quem ainda não viu q a copa já acabou? alguém faça logo um gol, por favor, pra acabar logo essa droga. seja quem for, mas faça logo um gol. incapazes.

19.

rrrodolfo otero, árbitro auxiliar argentino, tragicamente marca impedimento da itália. o braço erguido como quem dança um tango no salão. segurando firmemente a bandeira quadriculada, ele marcha na lateral. posso escutar gardel ao fundo. por una cabeza. por una cabeza e não seria impedimento.

18. final

maldita final da copa, q estou assistindo. nem mesmo essa alegria. odeio esses intelectuais q odeiam futebol de forma pretensiosa. eu quero q esse jogo fique empatado pra sempre e se declare q desta vez não teremos nenhum vencedor. pq eu não quero q frança vença, não, a frança ganhou de portugal. e tb não quero q a itália vença. a itália, se vencer, encosta com o brasil em número de títulos. e os jogadores já se acham bonitos demais pra terem ainda mais coisas pra se vangloriarem. além disso, os nomes deles não são verossímeis, dá pra ver q alguém inventou isso tudo. luca toni rárárá. ninguém se chama luca toni, a não ser em histórias em quadrinhos. em uma HQ eu posso imaginar um italiano forte chamado luca toni, jogador de futebol e sempre com a cara de uma estátua. mas é clichê demais pra ser a vida real, então eu não acredito q a seleção da itália exista realmente.
ah, todos sabemos. esse jogo deveria ser anulado. quem é q deseja assistir à itália e frança? certo, algumas mulheres, mas e além delas? quem mais?? um jogo sem nenhuma emoção, com ATORES em campo!! atores com nomes muito falsos fazendo de conta q são italianos!! ah, por favor...

ontem voltando pra casa senti outra vez as belezas do mundo real. a verdade nua e crua. peguei um VILA ELZA lotado. mas lotado como ninguém q mora em porto alegre pode imaginar o q seja. depois de mim entrou uma mulher com duas crianças e a porta não fechava. o motorista ficou ainda parado um tempo, forçando a porta contra as costas das três pessoas, mas foi em vão. é a física, não fecha mesmo.
então seguiram todos com a porta aberta mesmo. pelo menos entrava um ar, o q provavelmente ajudou um menino q estava sentado a conter a ânsia de vômito. ainda bem.

cássia entra no ônibus. recepção: senhora grita para o menino, q ela não conhece, não é filho dela - "se tu for vomitar me avisa, q eu desço!"

o melhor dessas situações é o sentimento de união e cumplicidade entre todos. em geral é quando a viagem de ônibus fica mais divertida, surpreendente. naquele momento, todos se conhecem e, contraditoriamente, se gostam. riem juntos. todo mundo se une contra o inimigo comum, no caso, a empresa de ônibus. sentimentos de identidade afloram violentamente.
alguns, mais exaltados, propõem rebeliões contra a empresa. tentativas malfadadas de insurreição ocorrem em locais isolados do ônibus. outros, misturam solidariedade com bom humor.

senhora tenta entrar no ônibus, mas é mal recebida por todos:
- sai daí! não cabe mais ninguém!
alguém [do sexo feminino] tenta considerar os dois lados da situação:
- a senhora não tem culpa pessoal! todo mundo quer voltar pra casa!
alguém [do sexo feminino] é mal recebido por todos:
- então deixa ela sentar no teu colo!
alguém [do sexo feminino] ainda reage:
- pode mandar ela sentar no meu colo, então!
todos riem. alguém [do sexo feminino] e os outros todos riem.

continuo torcendo pra q não saia gol nenhum. tomara q fique empatado, tomara. o luca toni no meu álbum tem cara de palhaço. o nariz dele faz ter essa impressão. a boca dele tb, é tão grande e vermelha. não acho q uma boca grande e vermelha seja sinal de sensualidade. o arrelia não era sensual.

tenho tido dificuldade em DEFECAR ultimamente. já tentei a sobrecarga de chocolate, mas tem sido em vão. certo, é desagradável.

tenho um plano para burlar as obrigações do mestrado. vou fazer apenas uma monografia, e não três como me foi solicitado. e vou entregar a mesma para todas as cadeiras, igualzinha, ainda q as três cadeiras tenham tido temáticas muito diferentes. para convencer os professores de q a monografia entregue a eles tem relação com o assunto estudado ao longo do semestre, colocarei nas referências bibliográficas os livros trabalhados em sala de aula.

"a itália tem um problema muito sério de meio-campo"
pênalti não marcado para a frança.

estou começando a ficar triste por ter q continuar este post. não é o quero pra minha vida. vou encerrá-lo.

30.6.06

16. atiraste uma pedra

Gal Costa
Composição: Herivelto Martins / David Nasser

Atiraste uma pedra
No peito de quem
Só te fez tanto bem
E quebraste um telhado
Perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar
Quem das mágoas te livoru
Atiraste uma pedra
Com as mãos que essa boca
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado
Que nas noites de frio
Te servia de abrigo
Perdeste um amigo
Que os teus erros não viu
E o teu pranto enxugou
Mas acima de tudo
Atiraste uma pedra
Turvando essa água
Essa água que um dia
Por estranha ironia
Tua sede matou

15. o parthenon litterario

eu hoje me dei conta definitivamente de que essa pesquisa estava esperando por mim. ninguém fez nenhuma pesquisa histórica exclusivamente sobre o partenon até hoje porque essa era minha.
eu queria que o partenon literário tivesse dado certo. mas dado certo mesmo, queria que eles tivessem realmente feito o q pretendiam. algumas das coisas, pelo menos. eu queria ver o que ia ser porto alegre hoje. seria uma cidade melhor? seria uma cidade pior? seria a piada do brasil (mais)?
eu estou completamente ENVOLVIDA por esses caras. chorei quando li sobre a morte do apolinário. eu nem sei como escrever sobre isso, mas como não consigo pensar em outra coisa, eu preciso escrever sobre isso.
certo, eu vou direto ao assunto então: eles queriam construir um bairro grego na zona rural de porto alegre. na zona rural de porto alegre do SÉCULO XIX. em primeiro lugar, era no SÉCULO XIX. em segundo lugar, era em PORTO ALEGRE. e em terceiro lugar era na ZONA RURAL. ou seja: era no meio do mato. era um lugar PERIGOSO. era LONGE. e eles queriam construir, ali, um bairro, com casas e tudo, lotear um grande espaço de terra e vender casas pras pessoas habitarem esse lugar. até aí tudo bem, eu acho.
mas eles queriam q a arquitetura fosse GREGA, com aquelas colunas, com tudo o q tem direito. e haveria um grande TEMPLO DE MINERVA onde as pessoas poderiam ir para receberem as luzes da ciência e das artes. teria uma vasta biblioteca, com volumes de história, literatura e filosofia. teria JARDINS PERFUMADOS, seria um lugar ILUMINADO, com árvores frondosas, ar puro, para as pessoas passearem, conversando.
mas isso era EM PORTO ALEGRE NO SÉCULO XIX!!! eu NÃO ACEITO!!!
eles obviamente deliravam. eles acreditaram q esse empreendimento seria viável, q daria certo. acreditaram tanto q convidaram as autoridades (o presidente da província e o bispo, as duas autoridades) e fizeram o lançamento da PEDRA FUNDAMENTAL do TEMPLO. alguns meses depois estavam falidos, nada foi construído e tiveram q vender a tal da pedra pra pagar as dívidas. mas eles perderam tempo e dinheiro fazendo e sonhando com esse bairro grego no meio do mato. meu deus, quem eram esses caras?!
é quase tão delirante quanto a ópera no meio da floresta amazônica.

29.6.06

14.

acho q a coisa q mais tem me amedrontado ultimamente é a possibilidade de me tornar o próximo alvo do cachorro q late para pessoas aleatórias. argh! aquele cachorro me dá nos nervos, a simples presença dele me aborrece. ele pode simplesmente me eleger. pode chegar um dia q vai ser a minha vez. ai, isso seria tão constrangedor!
eu não posso suportar cachorros q latem aleatoriamente. e esse late voltando-se para uma pessoa! uma pessoa entre dezenas de outras q não estão interagindo com ele!! isso é o mais lamentável, porque então não há ao menos uma maneira prudente de evitar q tal situação ocorra. não há nenhum sentido aparente nas escolhas deste animal! como eu poderia esperar não ser o tipo de pessoa pra quem ele gosta de latir?
tenho procurado me afastar dele. infelizmente ele sempre se aproxima de forma ameaçadora, pequeno, sujo, mas com aquele olhar, sempre com aquele olhar. é como se soubesse q no fundo controla a todos por agir de forma desconexa e sem sentido.
eu tenho notado q ultimamente ele não precisa mais latir, não precisa mais efetivar o q todo mundo sabe q ele pode fazer. ele simplesmente chega perto. e olha a todos nos olhos, racionalmente, compreendendo.
ai, q raiva q eu tenho desse cachorro! ele não é nada do q ele pensa q é!! ele não pode ser!! tudo o q eu queria é q uma gangue rival de cachorros pegasse ele de jeito um dia e expulsasse ele pra sempre do campus! eu não posso mais ter tranquilidade enquanto frequentar o mesmo ambiente q esse bicho. e eu não quero, eu não sei reagir a ele!
eu fiquei um dia pensando. talvez tenha sido hoje, ou ontem. não lembro. eu sei q eu fiquei pensando o q eu faria se ele me atacasse. na frente de todo mundo, assim, e sem motivo algum. ele chegaria e começaria a latir pra mim. eu pensei q uma possibilidade seria encará-lo e latir pra ele também, agressiva. eu sou muito maior do q ele, no reino animal é assim q funciona. mas ele já está prepotente com o poder q pensa q tem (e na verdade tem, pq ele já descobriu q pode latir pra quem quiser q ninguém vai fazer nada, afinal ele é só um cachorrinho. grrrrr.) e poderiame atacar mesmo, com mordidas. ai, seria mais do q constrangedor. pq aí não saberia como me defender. então pensei q a única maneira seria subir na mureta perto da parada do ônibus, me apoiando na lixeira. claro, isso exigiria muita presença de espírito, haja vista q a essas alturas o cão estaria tentando me pagar pela perna.
e ele, então, continuaria a latir, provocando uma situação muito, muito chata. eu pensei q se eu estrangulasse o cachorro nessa situação, com, digamos, um cordão da mochila, as pessoas da parada iriam me condenar, porque, como sempre, é apenas um cachorrinho. ou seja, os seres humanos teriam a obrigação de se colocarem acima dessas paixões do reino animal. mas se o cachorro pudesse ele me comeria e a todos q eu amo! aquele cachorro o faria, eu tenho certeza!! eu estava encurralada. ele iria me pegar mais cedo ou mais tarde. eu precisaria acabar com isso deuma vez por todas!!!
argh!! esse cachorro me incomoda!
eu só queria q ele fosse embora. eu queria q ele escolhesse isso.

25.6.06

12. tinha esquecido a senha

demorei pra atualizar o blog porque tinha esquecido a senha pra entrar e o nome de usuário.
aí, nas diversas tentativas de nome de usuário e de senha experimentados por mim, aconteceu uma coisa meio louca. na hora foi muito louca, mas agora vejo q nem foi tanto.
coloquei de nome de usuário "cassiatiago" e uma senha muito usada por mim. aí foi parar num blog q não era meu. e o pior: o tal blog era assinado por eu e o desenho. inacreditável. aproveitei q estava lá dentro e apaguei o blog, né.

bom, mas o tempo passou e uma série de coisas importantes aconteceram enquanto eu não podia seguir escrevendo aqui no "eu e o desenho" verdadeiro. uma delas, talvez a mais importante de todas, é que comecei a colecionar as figurinhas da copa, atividade q tem me consumido por completo. tenho dedicado horas preciosas, sobretudo à organização das figurinhas repetidas. também participei intensamente de fóruns virtuais de trocas de figurinhas, mas esses lugares em geral são um tanto doentios, de modo que preferi deixá-los de lado por um tempo. vaidades, traições, inimizades... essas coisas se sobrepuseram aos bons amigos conquistados. preferi continuar meu caminho da coleção solitária. e a cada novo escudo conquistado pelo suor da troca bem feita, ou da boa compra, tenho a certeza de que estou fazendo a coisa certa.
tudo isso me fez adquirir algum conhecimento acerca das bancas: não existe boa banca. toda banca, com o passar do tempo, se torna obsoleta. o importante para quem coleciona figurinhas é ter a consciência de que deve mudar de banca a cada nova compra. isso dá ao colecionador a ilusão de que está, de alguma maneira, interferindo em um processo sobre o qual, na realidade, ele não tem o mínimo controle. pra mim, essa é a grande sacada: se iludir ajuda a ordenar o caos das compras desconexas e sem sentido.

outro acontecimento importante e lastimável: ontem, assistindo o canal português para ver os comentários deles a respeito do jogo contra a holanda, fiquei sabendo q o sujeito genial q em sua fase mais criativa produziu "o barco do amor", morreu. enfim, pelo menos "o barco do amor" ainda passa na tv 2 guaíba. infelizmente as figurinhas têm me consumido a ponto de perder os episódios desse seriado inigualável. este maldito site www.infantv.com.br/barcoamor.htm tem uma impressionante descrição do seriado, mas não permite q se copie o texto.

outra lástima é q o rodrigo deve estar, nesse momento, se preparando pra viajar. o lado bom é q ele vai para são luís do maranhão, um lugar evidentemente mais bonito do q aqui: uma ilha dos trópicos, com belas e paradisíacas praias e os lençóis. ah, os lençóis...

* * *

como aquele desenho insiste em me importunar, pedindo pra usar o computador, atividade em q ele evidentemente vai levar horas, vou ter q continuar o post reativador do blog numa outra oprtunidade.

20.4.06

11. projeto maravilhas

fazia tempo q eu não me animava a escrever nada aqui no blog. mas o louco do rodrigo me animou nesse momento, sem nem mesmo ter falado comigo. só de olhar pra página dele no orkut eu tive vontade de escrever sobre o projeto maravilhas.
o projeto maravilhas foi o dia do desaniversário do rodrigo e de outros amigos dele q igualmente não faziam aniversário no dia da comemoração. e todo mundo tinha q ir fantasiado. eu me fantasiei de marcus e o marcus se fantasiou de eu (hehehe dã). e depois o desenho chegou, mas não estava fantasiado.
nós pintamos muitos gatos e assistimos o desenho da alice. e o marcus e eu tomamos água com gás e depois o desenho tomou água com gás junto com a gente. o rodrigo tomou chá. ele e os amigos dele se esmeraram muito com a decoração da festa, parecia um lugar pelo qual as pessoas pagariam.
o marcus e o desenho ficaram nessa festa, como fica claro nesta fotografia:

tá, não fica tão claro, pois a mão do marcus, nessa foto, está apoiada no ombro do rodrigo. mas embora não haja registros do caso, a verdade é q o marcus e o desenho ficaram naquela festa. atentem para a perfeição da fantasia do marcus, q realmente está muito parecido comigo, de verde. atentem ainda para a cara de louco do rodrigo, para comprovarem o q eu venho dizendo há tempo: ou o rodrigo é a pessoa mais louca do mundo, ou ele é a pessoa mais certa da cabeça q eu já conheci nesse mundo. como as outras pessoas ele definitivamente não é.

10. uns loucos